VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (106)

 

Até que ponto a obstinação por algo se converte em obsessão.

É a reflexão que a Vivência Mediúnica de hoje. Através das lembranças de um peixeiro ibérico, podemos nos perguntar qual o mapa que estamos carregando nesta viajem (encarnação) atual.

Será que é o mesmo mapa que desenhamos na erraticidade e que nos leva para o crescimento do nosso ser?

Questionamento que deve estar sempre presente na constante busca pela verdade dos nossos ideais.

Um ótima leitura para todos.

Paz.

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (106)

 

Hoje contarei um atendimento feito a um Espírito há poucos anos atrás.

Sua conexão perispirítica com a médium não foi difícil, e apresentou-se um tanto desorientado,   embora conservasse certa altivez na sua fala. Na minha tela mental observava um senhor de meia idade, barbado, cabelos longos presos num “rabo de cavalo” em desalinho, com as linhas de expressão bem marcadas na face, como se estivesse envelhecido precocemente.

Respondeu ao meu cumprimento introdutório, com um “boa-noite”, e daí ficou calado.

Esperei que perscrutasse o ambiente, pois olhava para todos os lados da sala, e, minutos depois, resolveu comunicar-se:

“- Hum....acho que já sei onde estou, porque já estive aqui rapidamente uma vez. Já sei, você quer que eu desista do meu tesouro, mas irei até as últimas consequências. O mapa está bem guardado. Mas pode também ser que você queira meu mapa. Não adianta que eu não vou fazer nenhuma troca. Ele é meu, é meu, é meu......”

Nessa repetição, entrou num estado quase letárgico, mas com o auxílio dos trabalhadores Espirituais da Casa, recebeu as energias necessárias para sair do transe hipnótico auto imposto.

 

Após respirar mais pausadamente, e depois de ser esclarecido que  não queríamos o seu precioso mapa, perguntou:

“- O que vocês querem comigo? Já acabei todo o meu dinheiro com a viagem, e não tenho nada de valioso além do mapa. Não posso voltar ao barco. Já cheguei à praia e estou esperando os meus homens. Eles estão demorando muito, mas não vou prosseguir sem eles, e então?”

Respondi-lhe que gostaria de tratarmos dele, pois observamos que estava com algumas queimaduras de sol, e precisava de água fresca e de alimento.

Disse em tom desconfiado:

“- Ah, já sei, querem me engabelar com água e comida, mas eu não posso pagar por elas..... e depois vão me roubar o mapa. Sempre há alguma troca, qual é o negócio de vocês?”

De algum modo, a psicosfera pacificadora do ambiente acalmou seu ânimo, e demonstrou disposição em ouvir a minha explicação sobre a nossa Instituição de Caridade e Fraternidade. Comecei a falar, mas, após breves esclarecimentos, já não prestava mais atenção ao que eu explanava, evidenciando sinais de sonolência. Percebi que aceitou a ajuda e fora transportado.

Nesse breve instante, “achei” que o atendimento estava finalizado e orei, mas logo em seguida senti sua presença e a médium comunicou-se novamente.

Na minha tela mental o visualizei fraco e desanimado, deitado num alvo leito hospitalar. Foi interessante porque ele começou a ver o movimento de pessoas em outras dimensões, e percebeu sua condição real. Peguei na sua mão e conversamos um pouco. Daí, relato com minhas palavras sua história.

Era um mercador de peixes na península ibérica, que comprou um suposto “mapa de tesouro”, por um preço pequeno, se comparado à fortuna que o aguardava. Um marinheiro desconhecido lhe vendeu esse mapa dizendo-se doente e fraco para fazer uma viagem longa, e que sabia onde os piratas tinham escondido esse tesouro. Falou que, por viajar muito com estes piratas, fora escondido, na costa do Brasil, um baú com muitas joias, diamantes, pedras preciosas e ouro. O peixeiro reuniu todas as suas economias para empreender a tal viagem, construindo mentalmente o baú de tesouro que o esperava, sonhando com a fortuna relativamente fácil. E ainda achou que fazia um grande negócio, pois o preço foi camarada.

Depois de uma longa e penosa travessia marítima num grande barco à velas, carregado de mercadorias e com alguns escravos a bordo, pediu ao comandante para deixá-lo num determinado ponto da costa, próximo a um grupo de ilhas, num barco com mais 4 ou 5 ajudantes que contratou para a empreitada.

Mesmo com o tempo instável e já quase noite, embarca num bote pequeno de madeira em direção à costa, pensando que a escuridão o protegeria de ser seguido, caso alguém desconfiasse que era portador um mapa precioso.

Mas a pequena embarcação foi tragada pelas ondas e chocou-se nas pedras que cercavam a ilha. Ele conseguiu, ainda, nadar bastante, mas sucumbiu após chegar à praia.

Neste estado, não aceitava sua condição e ficava a fantasiar seu valioso tesouro, permanecendo nesse estado por longuíssimos anos.

 

Na próxima semana continuarei com sua história, parte dela obtida no desdobramento do sono, já adiantando que o tal mapa era falso.

Encerro com a reflexão proposta por Emmanuel, e a pergunta: o que contemplamos?

 

“Contempla mais longe.

Para o esquimó, o céu é um continente de gelo, sustentado a focas.

Para o selvagem da floresta, não há outro paraíso, além da caça abundante.

Para o homem da religião sectária, a glória de além-túmulo pertence exclusivamente a ele e aos que se lhe afeiçom.  

Para o sábio, este mundo e os círculos celestias que o rodeiam são pequeninos departamentos do Universo.

Transfere a observação para teu campo de experiência diária e não olvides que as situações externas serão retratadas em teu plano interior, segundo o material de reflexão que acolhes na consciência.”

                                           Emmanuel

  


 

Muita PAZ para todos nós.

Francesca Freitas

29-08-2012



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Tags: cacef, caminho, mapa, mediúnicas, tesouro, vivências

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