Verdadeiras oportunidades - Márcio Costa


Verdadeiras oportunidades
Márcio Costa  

Amâncio era um profissional de sucesso responsável pelo setor de compras de uma renomada organização. Desta forma, era constantemente procurado por empresas que lhe ofereciam jantares e outros mimos na busca de uma venda milionária.

Certa feita foi convidado para um jantar de negócios, onde já vislumbrava uma nova parceria que renderia milhões para sua instituição. Seria a sua grande cartada para ser promovido no trabalho.

Aceitando o convite, recebeu uma passagem aérea, ficou hospedado em um dos melhores hotéis da cidade e na noite do jantar foi levado a um suntuoso restaurante por um motorista particular da empresa. Tudo sem nenhum custo de sua parte.

Convencido de que lograria êxito durante o evento, declinou dos chamamentos da cordialidade e do comportamento, esbanjando um orgulho que se afundava nas seguidas doses de uísque.

Já tarde da noite, o próprio empresário agradeceu a presença de Amâncio e lhe convidou a lhe deixar no hotel. Surpreso, resolveu, enfim, falar de negócios. Mas o empresário refutou e pediu que considerasse uma outra oportunidade.

Amâncio ficou arrasado. Por que as coisas não deram certo? – perguntava a si mesmo. Sabia que havia perdido uma grande oportunidade.

Chegando ao hotel, saltou do carro e logo foi abordado por uma senhora humilde, que trajava roupas simples e trazia nas mãos alguns doces para vender.

– Por favor, senhor, pode comprar uma balinha para me ajudar? – dizia a senhora quase sem voz, refletindo a fraqueza de um dia extenso, sem se alimentar.

Sem se quer olhar para a senhora, Amâncio levantou uma das mãos para a dona, dando a entender que não lhe importunasse.

Sentindo-se ignorada e faminta, a idosa foi tomada pelo desespero e começou a falar emocionada.

– Só uma balinha! Uma balinha… Comida, comida, por favor, comida!!!

Amâncio acelerou o passo e adentrou rápido no hotel, sem olhar para trás.

Comovido com a situação, o motorista parou o carro na calçada e a levou para um restaurante nas proximidades, onde ofereceu, de seu pequeno salário, a única refeição do dia daquela pobre senhora.

* * *

Nenhum de nós sabe quando iremos deixar este mundo. Nossa desencarnação pode ocorrer após décadas, ou então, após alguns anos somente.

Logo, cada momento é oportuno e precioso para exercemos a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática e a benevolência para com todos (1). Isto é que nos permitirá adentrar no reino prometido pelo Divino Mestre Jesus.

Nossos bens materiais, nossos méritos terrenos e currículos abastados não passarão do sepulcro para a vida espiritual, onde o único título reconhecido é o bem que fizemos aqui na Terra.

Assim, busquemos não perder as verdadeiras oportunidades que Deus nos concede a cada momento de nossa vida. Isto é o que será nosso cartão de visitas no além-túmulo.

Márcio Martins da Silva Costa

Referência:
(1) KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 131a ed. Brasília (DF): Federação Espírita Brasileira, Cap. II, item 8, 2013.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em a href="http://diariodesalvador.com/onde-comer-em-lima-la-rosa-nautica-e-ayauhasca/%3E">http://diariodesalvador.com/onde-comer-em-lima-la-rosa-nautica-e-ay...;. Acesso em: 27FEV2019.

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