“E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” — (LUCAS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 48.)

É importante observar que o Divino Mestre, após o benefício dispensado, sempre se reporta ao prodígio da fé, patrimônio sublime daqueles que O procuram.
Diversas vezes, ouvimo-lo na expressiva afirmação: — “A tua fé te salvou.” Doentes do corpo e da alma, depois do alívio ou da cura, escutam a frase generosa. É que a vontade e a confiança do homem são poderosos fatores no desenvolvimento e iluminação da vida.
O navegante sem rumo e que em nada confia, somente poderá atingir algum porto em virtude do jogo das forças sobre as quais se equilibra, desconhecendo, porém, de maneira absoluta, o que lhe possa ocorrer.
O enfermo, descrente da ação de todos os remédios, é o primeiro a trabalhar contra a própria segurança. O homem que se mostra desalentado em todas as coisas, não deverá aguardar a cooperação útil de coisa alguma.
As almas vazias embalde reclamam o quinhão de felicidade que o mundo lhes deve. As negações, em que perambulam, transformam-nas, perante a vida, em zonas de amortecimento, quais isoladores em eletricidade. Passa corrente vitalizante, mas permanecem insensíveis.
Nos empreendimentos e necessidades de teu caminho, não te isoles nas posições negativas.
Jesus pode tudo, teus amigos verdadeiros farão o possível por ti; contudo, nem o Mestre e nem os companheiros realizarão em sentido integral a felicidade que ambicionas, sem o concurso de tua fé, porque também tu és filho do mesmo Deus, com as mesmas possibilidades de elevação. (Emmanuel, Pão Nosso, 113, FCXavier, FEB)


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Comentário de claudie lopes em 30 setembro 2011 às 19:53

Vamos lá, meu querido amigo...

Não sei se concordo com vc nessa questão de fé...(e neste caso, provavelmente sou eu que não estou alcançando seu pensamento), portanto me ajude no raciocínio:

Penso que a fé pode ser fruto do estudo e lógica (como no caso do Espiritismo, que nos orienta com clareza acerca das leis naturais e das "coisas do espírito"), ou pode ser fruto da necessidade, e do aprendizado pela dor (neste caso o desejo ardente pode levar a um ato de fé, que pode ser o pontapé inicial da fé robusta).

Trago à lembrança o Senador Publio Lentulus, onde este, a pedido da esposa, vai a Jesus pedir pela cura de sua filha.

Fica claro que ele não tinha nenhuma fé em Jesus; qual foi a fé que trouxe a cura de sua filha? A de Lívia?

Na passagem do centurião que procura Jesus solicitando a cura de seu servo, eu entendi como sendo uma fé raciocinada. Ora, se ele, centurião, tinha autoridade, e aqueles que estavam sob suas ordens obedeciam sem pestanejar, ele esperava de Jesus a mesma coisa. Ou seja, Ele teria voz de comando sufuciente para fazer cumprir Sua vontade (que seria a cura de seu servo).

Acredito que, após esse episódio, a fé do centurião tenha se tornado imbatível pelo exemplo de Jesus.

Ficou confuso? 

Comentário de adão de araujo em 28 setembro 2011 às 0:18

Oi Claudie! No caso do menino endemoniado Jesus falou que além de uma fé robusta, para convencer aquela espécie de Espíritos os Discípulos precisariam praticar muito jejum e oração.  Esse tal "jejum" nós sabemos muito bem de que se trata, né mana?  Quanto ao desejo ardente da cura do menino este desejo ardente só existiria a partir de uma fé robusta!  Tá correto meu pensar?

A outra questão deixo para Dom Inácio responder. Foi ele quem provocou a dúvida. "Quem pariu Mateus que o embale." rsrsrsrsrsrs

Claudie, que voz você tem? Barítono, Soprano, grave, aguda? Estudaste canto? Quais músicas canta? MPB, Gospel, Canto gregoriano,  Ópera, Sertanejo?

Abraços e muita paz.

Comentário de claudie lopes em 26 setembro 2011 às 22:58

Nossa! Adorei isso:"É aquela história da avó cuja filha morreu no parto, teve que cuidar da neta e começou a dar leite."

Lindo exemplo!!! Nesse caso, será que podemos dizer que, se necessitarmos realmente de algo (e tivermos o devido merecimento), podemos fazer com que aconteça? No exemplo da avó, além dela necessitar muito prover à neta, aquilo que ela desejava iria fazer um bem a outrem; Será que é preciso que aquilo que se quer seja útil a alguém, além de si mesmo?

No caso da passagem de Jesus e o menino endemoninhado, os discípulos não conseguiram a cura do rapaz apenas pq não tinham muita fé, ou pq não desejavam ardentemente a cura do menino? 

O que vc acha?

 

Comentário de Inacio Queiroz em 26 setembro 2011 às 19:58

Clara verdade.

Se a gente rejeitar algo, todo nosso organismo rejeita.

Da mesma forma, se a gente deseja algo, todo nosso organismo reage.

É aquela história da avó cuja filha morreu no parto, teve que cuidar da neta e começou a dar leite.

Ou do vídeo do Dr. Hamer que mostra o corpo reagindo a crises emocionais gerando supercélulas.

A fé é um pico emocional positivo. Nosso corpo se potencializa na direção que imprimimos.

E, dessa forma, absorvemos o bem com maior intensidade.

Lindo texto.

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