SEARA DOS MÉDIUNS - Ditada pelo Espírito:  EMMANUEL  Psicografada por:  FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Palavra 

Quando te detenhas na apreciação da mediunidade falante, pensa na maravilha do verbo, recordando que todos somos médiuns da palavra. A glote vocal pode ser comparada a harpa viva em cujas cordas a alma exprime todos os cambiantes do pensamento. E sendo o pensamento onda criadora a integrar-­se com outras ondas de pensamento com as quais se harmoniza, a fala, de modo invariável, reflete o grupo moral a que pertencemos. Veículo magnético, a palavra, dessa maneira, é sempre fator indutivo, na origem de toda realização. Com ela, propagamos as boas obras, acendemos a esperança, fortalecemos a fé, sustentamos a paz, alimentamos o vicio ou  nutrimos a delinquência. E isso  acontece, porque, em verdade, nunca falamos sozinhos, mas sempre retratamos as influências da sombra ou da luz que nos circulam no âmbito mental. Toda vez que ensinamos ou  conversamos, nossa boca assemelha­se a um alto­falante, em conexão com o  emissor da memória, projetando na direção  dos outros não apenas a resultante de nossas leituras ou de nossos conhecimentos, mas igualmente as ideias e sugestões que nos são desfechadas pelas criaturas encarnadas ou desencarnadas com as quais estejamos em sintonia. Não menosprezes, portanto, o dom de falar que nos facilita a comunhão  com os outros seres. Guarda­o na luz do respeito e da justiça, da bondade e do  entendimento, sem olvidar que atitude é alavanca invisível de ligação. Através de nossos conceitos orais, o pessimismo é porta aberta ao  desânimo, o sarcasmo é corredor rasgado para a invasão do descrédito, a cólera é gatilho à violência, o azedume é clima da enfermidade e a irritação é fermento à loucura. Desse modo, ainda que trevas e espinheiros se alonguem junto de ti, governa a própria emoção, e pronuncia a palavra que instrua ou console, ajude ou  santifique. Mesmo que a provocação do mal te instigue à desordem, compelindo-­te a condenar ou ferir, abençoa a vida, onde estiveres. A palavra vibra no alicerce de todos os males e de todos os bens do mundo. Falando, o professor alça a mente dos aprendizes às culminâncias da educação, e, falando, o malfeitor arroja os companheiros para o fojo do crime. Sócrates falou e a visão filosófica foi alterada. Jesus falou e o Evangelho surgiu. O verbo é plasma da Inteligência, fio da inspiração, óleo do trabalho e base da escritura. Todos somos medianeiros daqueles que admiramos e daqueles que ouvimos.Aprendamos, assim, a calar toda frase que malsine ou  destrua, porque, conforme a Lei do Bem promulgada por Deus, toda palavra que obscureça ou  enodoe é moeda falsa no tesouro do coração.

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Comentário de Benoni Martins em 23 novembro 2017 às 8:41

No Livro, A Gênese, de Allan Kardec lê-se no Capítulo XVlll que os tempos marcados por Deus chegaram, dizem-nos de todas as partes, em que grandes eventos vão se cumprir para a regeneração da Humanidade.

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