Estamos vivendo um momento muito difícil em nosso planeta.

A pandemia está mudando a vida das pessoas, a nossa vida.

Observamos, ao nosso redor, o medo de contrair a COVID-19, de precisar ser isolado no hospital, de vir a morrer.

No entanto, ao mesmo tempo em que muitos nos desequilibramos, com as perdas e os sofrimentos decorrentes da doença, descobrimos um grande número de pessoas se reunindo para orar.

São grupos de amigos, de conhecidos que, em algum momento, decidiram se organizar, estabelecer horários próprios para se conectarem, a fim de juntos orarem.

São muitos os grupos com essa bendita finalidade.

Alguns são formados por pessoas que compartilham de orientações religiosas diferentes, mas se reúnem com o propósito de rogar a Deus, ao Poder Superior, pelas tantas necessidades de familiares, parentes e amigos.

Rogam por esta terra sofrida, abalada pela pandemia que parece se eternizar.

*   *   *

Na epístola de Tiago encontramos a recomendação: Orai uns pelos outros para que sareis.

Isso nos confere a dimensão da eficácia da prece, que pode ser feita em qualquer situação, qualquer horário, qualquer local. Não há uma regra, um formato único, não depende de palavras especiais.

Basta um coração desejoso de espalhar o bem e se comunicar com o Alto.

Um coração desejoso de auxiliar o seu irmão, enquanto pede, para si mesmo, fortalecimento moral para não sucumbir, ante os problemas volumosos que se apresentam.

A oração é ponte de ligação entre a Terra e o céu, entre o micro e o macro, entre os filhos e o Pai.

Orar em conjunto potencializa esse momento tão divino.

A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento pelo mesmo objetivo.

É como se muitos formulassem um pedido, ao mesmo tempo e em uníssono.

Não deixa de ser um grande ato de solidariedade, se nos dispomos a dedicar algum tempo para orarmos pelo nosso semelhante.

É igualmente um momento em que nós mesmos, enquanto Espíritos imortais, entramos em contato mais íntimo com o Pai Criador.

No recolhimento para a prece, estamos com Deus.

E, naturalmente, desse encontro retornamos fortalecidos em nossas energias físicas e espirituais.

A prece é como orvalho divino que aplaca o calor excessivo das nossas tribulações.

É um refrigério, água fresca que acalma nosso abrasar íntimo.

Longe estamos de avaliar o grande poder da oração.

Todos suspiramos por saúde, nutrição, amor e paz.

Deus é a fonte suprema de tudo isso.

Nele é que tudo encontramos.

E porque essa pandemia deixa lacunas em nossas famílias, arrebatando amores, por vezes, os sustentáculos de nossas existências, oremos por eles.

A prece que façamos em seu benefício, lhes chegarão aos corações como flores perfumadas, abraços de carinho, beijos de ternura, diminuindo a imensa saudade.

Reconforto para nós. Igualmente para eles.

Nossa oração poderá ser luz que brilha na escuridão da tristeza, em que se encontrem, pelo afastamento físico.

Oremos pois. A sós ou em conjunto.

Mas não deixemos de orar.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. A oração, do livro
 
Rosângela, pelo Espírito Rosângela Costa Lima, psicografia de
 Raul Teixeira, ed. FRÁTER e no cap. XXVII, item 15, de
 
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 18.10.2021.

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