Recepção de CARTAS FAMILIARES não é fácil, leciona doutor Odilon !

Recepção de cartas familiares não é fácil, leciona doutor Odilon

Mas a recepção de cartas familiares, prevista em “O Livro dos Médiuns”, obra na qual o insigne Codificador dedica toda a segunda parte para analisar as manifestações espíritas, não é um processo fácil e envolve toda uma somatória de responsabilidades.
No capítulo 13 da segunda parte de “O Livro dos Médiuns” estão dadas as primeiras informações sobre a psicografia direta ou manual, e mais explicações estão no capítulo 14, “dos médiuns”, e ainda no capítulo 24, “da identidade dos espíritos”.
“O Livro dos Médiuns” é sempre a obra de referência quando o assunto é a comunicação com os espíritos e o exercício das faculdades mediúnicas. O já citado “O Céu e o Inferno” também, em virtude dos relatos detalhados da situação de vários espíritos.
“Não é fácil para o médium dedicar-se à recepção das referidas páginas, mormente quando atuando em público”, leciona o espírito Odilon Fernandes, também através da mediunidade de Carlos Baccelli. “Dentre os vários fatores a serem considerados, há muitas nuances”, frisa o espírito.
Segundo Odilon, como existem espíritos que também atuam como médiuns no próprio plano espiritual, o intérprete encarnado das mensagens particulares como a de Fernanda, advindas do Mais Além para a Terra, pode captá-las de seu Espírito Protetor e não propriamente do autor desencarnado, quando ele esteja impossibilitado de fazê-lo por si.
Na obra “O Transe Mediúnico”, da editora LEEPP, de Uberaba, doutor Odilon fala mais sobre a recepção de cartas como a da modelo, numa obra totalmente embasada em “O Livro dos Médiuns”. “As mensagens mediúnicas familiares, recebidas principalmente por meio da psicografia, constituem um capítulo à parte no estudo da mediunidade”, observa, no capítulo 36.
Fernandes orienta que somente à custa de exaustivos exercícios, num período de tempo, mais ou menos longo, é que o médium, em geral, se mostrará apto à recepção de mensagens de caráter particular. E nesses casos, “torna-se indispensável maior grau de confiança” do próprio médium em si e nos espíritos que o assessoram.
“Não obstante, se o médium carece de combater a própria insegurança, não lhe convém, sob qualquer hipótese, prescindir do discernimento na avaliação prévia do teor de da conveniência de tais comunicados”, continua Odilon.
Na visão do orientador espiritual, mais do que em qualquer outro setor da mediunidade, posta em nome do Cristo a serviço do consolo e do esclarecimento aos que sofrem com a suposta ausência de seus entes queridos, arrebatados que foram pela desencarnação, o medianeiro chamado a atuar nesse campo e atividade doutrinária necessita estar imbuído do maior desinteresse de natureza pessoal.
“Que o médium que se faz intérprete das mensagens mediúnicas particulares não cogite, por recompensa de seu esforço e de sua dedicação, mais do que a alegria de ser útil no cumprimento do seu dever”, adverte Odilon.

Aos adversários

Outro detalhe importante nesse aspecto das cartas familiares é levantado por Odilon Fernandes no capítulo 29, e destinado aos adversários do Espiritismo – em especial ligados às religiões dogmáticas, que vêem no Espiritismo algo de “ocultismo”, seja por desconhecimento ou mesmo má fé. Segundo Odilon, os que acusam os adeptos do Espiritismo de promover a comunicação dos espíritos a contragosto destes, estão, pois, enganados.
“Em geral, os desencarnados também se esforçam pelo contato, e tanto assim é que são eles, que não os encarnados, que promovem os encontros espirituais que acontecem durante o desdobramento natural do sono”. E acrescenta: “quase sempre, é a presença dos familiares encarnados em determinado centro espírita que efetua uma evocação indireta daqueles espíritos com os quais desejam entabular um diálogo”.
Na visão de doutor Odilon, os espíritos, por si, por mais que fossem chamados, não iriam responder à evocação de um médium que, para eles, na maioria das vezes, é pessoa desconhecida, sem nenhum laço afetivo mais forte que justifique o seu comparecimento a esta ou àquela reunião.
No caso de Fernanda Vogel, pelo número de mensagens dela já encaminhadas à família, foi a busca dela própria em confortar seus entes queridos preponderante para que as cartas chegassem à sua mãe.  
“Por isso”, diz doutor Odilon, “o médium Chico Xavier se valia de uma expressão para definir, com palavras claras e objetivas, a essência do fenômeno de intercâmbio entre encarnados e desencarnados”: - “O telefone só toca de Lá para Cá...”.

Por Juvan de Souza Neto, jornalista e radialista. Em Barra Velha, Santa Catarina, edita o jornal doutrinário Espaço Espírita, de circulação trimestral (cejn.org.br) e preside o Centro Espírita Jesus de Nazaré, fundado em 1965. Publicado originalmente na Revista Espiritismo & Ciência. Foto: Internet / Site Terra. Caso o uso dessa imagem viole direitos autorais, nos notifique que a retiraremos. 

Exibições: 654

Tags: !, CARTAS, FAMILIARES, Odilon, Recepção, de, doutor, fácil, leciona, não, Mais...é

Comentar

Você precisa ser um membro de Espirit book para adicionar comentários!

Entrar em Espirit book

© 2021   Criado por Henrique.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Política de privacidade  |  Termos de serviço

Free counters!