Qual a diferença entre Reencarnação e Ressurreição?

Qual a diferença entre Reencarnação e Ressurreição?


Posted by: Carlos Spitzweg Posted date: fevereiro 02, 2013 In: Espiritismo | comment : 1 Comentários

Algumas pessoas crêem na doutrina da reencarnação. Até mesmo alguns cristãos chegam a partilhar dessa crença, confundindo-a às vezes com a doutrina da ressurreição. Mas se compararmos estas duas doutrinas, perceberemos que uma nada tem à ver com a outra, mas que ambas se excluem.

Ressurreição significa ressurgir, voltar à vida. Assim, Jesus resuscitou porque morreu e, após 3 dias, voltou a viver no mesmo corpo (observe que seu corpo havia desaparecido do sepulcro; cf. Mt 28,5-7; Mc 16,6; Lc 24,3-4 e Jo 20,1-9), ainda que este corpo tenha se tornado glorioso, podendo ser tocado (Jo 20,17.27) e também atravessar portas e paredes sem a necessidade de serem abertas ou derrubadas (Jo 20,19). O corpo de Jesus ressuscitado é um corpo semelhante ao que receberemos no final dos tempos.

Reencarnação significa voltar a encarnar, materializar-se novamente. É uma doutrina espírita, que não possui nenhuma base bíblica, nem encontra amparo na Tradição e no Magistério da Igreja; portanto, não pode ser aceita por nenhum cristão. A doutrina da reencarnação afirma que o espírito do falecido assumirá um novo corpo para fins de purificação, ou seja, as sucessivas reencarnações de um espírito o fazem alcançar a perfeição no final deste longo processo, purificando-se assim das culpas e pecados cometidos nas reencarnações anteriores. Alguns pensadores que acreditam na reencarnação chegam a afirmar duas outras aberrações: que o espírito humano pode reencarnar-se no corpo de algum animal ou vegetal e que quando um espírito atinge a perfeição pode se transformar em deus! (sic).

A reencarnação é um absurdo para o cristão por vários motivos:

Em Hb 9,27 lemos que “para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e em seguida vem o juízo”. Isso significa que após nossa morte receberemos o veredito final de Deus: ou estamos salvos ou seremos condenados; e se formos condenados, não haverá outra chance (reencarnação) para chegarmos à perfeição.
Em Lc 23,43 lemos que Jesus afirmou ao bom ladrão que fôra crucificado com Ele: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. Pela doutrina do Espiritismo, apesar de ser um bom ladrão, este não estaria totalmente purificado – pois havia roubado – e precisaria encarnar-se novamente. No entanto, Jesus lhe dá a sentença final: ele está salvo.
Os escritores do Novo Testamento afirmam que Jesus morreu pelos nossos pecados, venceu a morte e, assim, nos garantiu a Vida Eterna. Ora, se houvesse reencarnação, para que precisaríamos de um redentor? Nós mesmo, pelos nossos próprios méritos alcançariamos a perfeição e a salvação como Jesus. Logo, a reencarnação mina a base do Cristianismo que é aceitar Jesus como verdadeiro Deus e Homem.
A Bíblia também afirma que os justos herdarão o Reino de Deus, mas os ímpios serão jogados no Inferno, onde haverá choro e ranger de dentes. Se a reencarnação fosse possível como afirmam os espíritas, não haveria necessidade do Inferno porque os ímpios e até mesmo os demônios poderiam se purificar de suas más obras e encontrariam a salvação.
Além de tudo, fica a pergunta: como o homem pode se purificar das faltas e pecados cometidos nas encarnações anteriores se ele não possui a mínima lembrança do que fez? Se essa purificação fosse possível, bastaria desencarnar-se o mais rápido possível para que não tenha tempo de cometer novas faltas: assim atingiria a perfeição!

Resumindo, a reencarnação e a ressurreição são doutrinas bem distintas. Quem quer ser cristão tem que crer em Jesus Cristo como Deus e Homem e seguir sua Palavra. E Jesus nunca falou de reencarnação, apenas de ressurreição. Desprezemos, portanto, a reencarnação e confiemos, com sabedoria, em nossa (única) ressurreição final…

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Comentário de Nizomar Sampaio Barros em 5 dezembro 2013 às 13:43

Olá! Boa tarde!

Tendo visto hoje o seu perfil e lido a presente mensagem sobre reencarnação e ressurreição, fiquei sem saber se se trata de abrir um debate esotérico ou de manifestar uma discrepância sobre a falsa doutrina da ressurreição, cientificamente inexeqüível.

 Na verdade, não importa muito o que dizem alguns textos bíblicos sobre o assunto, visto que devemos usar sempre nosso bom senso e conhecimento para discernir.

Centenas de trilhões de átomos dispersos pela decomposição dos corpos físicos e absorvidos na natureza pelo fenômeno da metempsicose não podem, absolutamente, serem reunidos nos mesmos corpos originais para fazer reviver Espíritos que se foram. Nem o mundo comportaria a aglomeração fortuita de tanta gente, caso isso fosse possível.

Espíritos, ou seja, Unidades de Consciência, transmigram em vários corpos, através de múltiplas encarnações, até que sejam efetivadas todas as transmutações energéticas originadas pelo Carma. O Carma não é uma ficção, mas o resultado interativo de qualquer ação praticada pelo Homem com a consciência do bem e do mal.

O Homem é uma Mônada Divina, manifestada em uma Tríade Superior, fazendo experiências no ciclo humano através do homem, que usa uma Tríade Inferior desenvolvida ao longo de bilhões de anos nos reinos mais baixos da Natureza, a fim de construir um centro egóico próprio. Este conhecimento está sintetizado.

Não se pode dizer que Jesus não falou de reencarnação e que a Bíblia a desaprova pela voz de certos compiladores. Nem se pode dizer quer a Bíblia é um livro inatacável, embora se reconheça que contém muitas passagens relevantes. Ela é a crônica social, política e religiosa do povo hebreu, assim como outros povos também possuem os seus livros sagrados.

Jesus teve bons motivos para não expor conhecimentos metafísicos assim como fez o Buda e outros Mestres. No plano privado, porém, tem-se como certo que ensinou algumas coisas claramente aos Seus discípulos. Em pelo menos em duas exatas passagens, foi bastante claro sobre a reencarnação.

Em Mateus, 17:13, por exemplo, diante da dúvida dos discípulos sobre a vinda preconizada de Elias, esclareceu-lhes que Elias já viera, mas que não fora reconhecido. Diz o texto que, ‘então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Baptista’. Ora, se João Baptista fora Elias, certamente não o era ressurrecto, mas reencarnado. Isto está bastante claro.

Em outra passagem, o Mestre ensinou a Nicodemos que 'ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo' (João:3). Confuso, Nicodemos, que era senador entre os judeus, pergunta-Lhe 'se era possivel a um homem entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe para nascer de novo?’. Ao que o Mestre lhe responde que 'em verdade, ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do espírito' (João: 4: 5)  

Preferível ficar com a palavra direta do Mestre do que com a dos exegetas, sempre dispostos a truncar quando não compreendem ou quando pretendem ajustar o ensino a seus dogmas.

A água é o elemento que, no plano místico, representa a virtude da adaptabilidade, ou seja, da transformação. A matéria à serviço do espírito.

 Evolução, e não estagnação, é o Plano de Deus para todo o Universo. Os estabelecem as bases da organização. Os vegetais progridem, principalmente, por metempsicose. Os animais por esta e por associação com os estímulos externos, desenvolvendo seus instintos. O Homem, ser mais complexo, progride pelo Carma, pela inteligência, pelas virtudes e pela reencarnação.

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