POR QUE REENCARNAMOS? - Dr. Osvaldo Shimoda

POR QUE REENCARNAMOS?

Para quem não acredita na reencarnação, a pergunta “Por que reencarnamos?” pode soar estranha ou absurda; primeiro, porque acreditam que estão neste planeta por acaso, aleatoriamente, e, segundo, porque acham que estão nesta vida terrena apenas para serem felizes e se realizarem como seres humanos.

No entanto, após conduzir em meu consultório mais de 40.000 sessões de regressão, muitos de meus pacientes que não acreditavam ou que tinham dúvidas na reencarnação, e, por isso, achavam que estavam pela 1ª vez neste planeta, tomaram consciência que estiveram aqui em várias ocasiões. Ou seja, nas sessões de regressão de memória, seus obsessores espirituais (desafetos espirituais, seres desencarnados, que os pacientes os prejudicaram em outras vidas, matando-os, roubando-os, etc.) apareceram acusando-os do mal que lhes causaram em vidas passadas.

Por isso, no meu entender, a prova mais contundente, mais convincente, que confirma a tese da reencarnação, que já vivemos em outras vidas, é quando os obsessores espirituais aparecem nas sessões de regressão acusando os pacientes e, movidos a ódio e vingança, querem ajustas as contas, prejudicando-os de todas as formas possíveis e inimagináveis aos olhos dos céticos, incrédulos, que não acreditam na existência dos seres invisíveis, e muito menos na reencarnação.

Pois bem, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, além de mostrar ao paciente a causa e resolução de seus problemas, bem como as aprendizagens necessárias e indispensáveis ao seu crescimento, evolução espiritual, ajuda também a desmistificar as ilusões do paciente em relação a si e à vida.

Huberto Rohden, filósofo, educador e teólogo catarinense, radicado em São Paulo, precursor do espiritualismo universalista (escreveu mais de 100 obras), disse: “O homem é livre do que sabe e escravo do que ignora”.

Realmente, a consciência, o saber nos liberta, nos torna livres, e a ignorância nos escraviza, nos faz sofrer, nos torna reféns dela. Por isso, a TRE ajuda os pacientes a se libertarem de suas ilusões, e o pior iludido é aquele que não tem consciência, não sabe que está iludido. Vou citar três ilusões mais comuns que muitos de meus pacientes acreditavam, antes de passar por essa terapia.

ILUSÃO 1: Não somos seres carnais e, sim, um espírito encarnado, esquecidos de que estamos aqui na Terra de passagem , em busca de mais evolução. E para alcançar esse objetivo só existem dois caminhos: pelo amor ou pela dor.

Não por acaso, Freud, o pai da psicanálise, dizia: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, o ser humano tende a mudar”.

ILUSÃO 2: Família não é um mero grupo de pessoas que estão juntos por acaso, aleatoriamente. Na verdade, família é um grupo de espíritos, unidos por laços cármicos de divergência ou de afinidades. Não por acaso também que o grande médium Chico Xavier – ainda em vida – dizia: “É nas famílias onde costumam se reunir os desafetos do passado”.

Então, a gente reencarna para curar ou atenuar os traços negativos de personalidade (egoísmo, arrogância, autoritarismo, medos, submissão, ira, baixa autoestima, sentimento de inferioridade, etc.), bem como para harmonizarmos com os espíritos conflitantes. Por último, viemos para reparar os erros que cometemos em outras vidas com as pessoas que hoje convivem conosco.

ILUSÃO 3: Pai, mãe, filho(a), irmão(a), tio(a), avô, avó, marido, esposa, homem, mulher, são papéis, rótulos temporários e ilusórios da encarnação. Por isso, ninguém é pai, mãe, filho, irmão, e, sim, está desempenhando papéis sociais nesta encarnação.

Nossos pais, por exemplo, hoje estão como nossos pais, mas em outras encarnações podem ter sido nossos irmãos, escravos, patrões, etc.

O mesmo ocorre com o seu marido, hoje na encarnação atual está como marido, mas pode ter sido seu filho numa existência passada. Você hoje está como mulher, mas pode ter vindo como homem em várias encarnações.

Eu me recordo de um paciente de 18 anos que veio ao meu consultório acompanhado de seu pai e para minha surpresa, ao abrir a porta, a boca do pai estava ensanguentada. Ao lhe indagar o que havia acontecido, ele me falou que esse era o motivo que trouxe seu filho a essa terapia. Ou seja, o pai me disse que seu filho o agrediu porque havia errado o caminho quando estava vindo ao meu consultório.

Na sessão de regressão (o pai estava presente como acompanhante) o mentor espiritual do paciente lhe revelou que hoje pai e filho estavam com os papéis trocados, pois, na encarnação anterior, estavam como filho e pai respectivamente. Ou seja, na vida passada o filho de hoje era o pai, e o pai de hoje era o filho.

Seu mentor espiritual lhe esclareceu que na vida atual os dois vieram com os papéis trocados para que pudessem um aprender com o outro em seus respectivos papéis, isto é, o pai da vida passada veio hoje como filho para aprender, sentir na pele o que é ser filho, já que na vida passada espancava como pai; e o filho veio hoje como pai para aprender a ser pai, colocar limites no filho. No final do tratamento, o mentor espiritual do paciente lhe disse: “Você não é mais pai, portanto, aja como filho, comporte-se como filho, e quanto ao senhor – estava se referindo ao pai do paciente – aja como pai, com autoridade”.

CASO CLÍNICO:

POR QUE SÓ OS HOMENS CASADOS SE INTERESSAM POR MIM?

MULHER DE 49 ANOS, SOLTEIRA.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender sua dificuldade de encontrar seu verdadeiro companheiro, pois só homens comprometidos, casados, interessavam-se por ela. Havia nascido de fórceps, tinha uma tendência à depressão e sofria também de bruxismo (rangia os dentes quando dormia), cerrando os dentes a ponto de trincá-los. Seu sono era muito conturbado, agitado, a ponto de cair da cama.

Até os 30 anos tinha um pesadelo recorrente de ver na rua um mendigo sujo, esfarrapado, querendo entrar em sua casa. Queria saber também por que foi abusada sexualmente pelo seu irmão quando tinha entre 10 a 13 anos, além de não confiar nas pessoas. Por último, queria entender qual era seu verdadeiro caminho profissional.

Após passar por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: – Vejo um ser espiritual, um vulto de branco, túnica branca… É um homem.

Ele está num jardim do plano espiritual de luz e me revela que é o meu mentor espiritual. Diz que o seu nome é Eufrates. Sinto que também estou nesse jardim, embora não me veja. Vejo agora uma menina, usa roupa clara, comprida… Ela é feliz, deve ter 6, 7 anos. Vejo também um homem que usa uma calça e camisa rústica, é uma vida passada… Tenho a impressão (paciente intui) que esse homem é o Eufrates, meu mentor espiritual, e a menina sou eu. Ele é o meu pai nessa existência passada. Ele segura uma enxada, é fazendeiro, e a época é o ano 1940. Sinto que me ama muito, ele é um homem forte e moreno.

Há muito amor entre nós. A gente mora numa fazenda que tem um lago, gosto muito de brincar nesse lugar, há também gansos e um cachorro. A minha mãe morreu, acho que teve pneumonia, juntou essa doença com o trabalho pesado da fazenda.

Ela não queria casar com o meu pai porque queria viver na cidade, ter uma vida mais confortável. Tenho a impressão que há empregados trabalhando na fazenda e vem uma sensação ruim de que um dos empregados, um homem, tem um pensamento ruim de me fazer mal, e o meu pai era uma pessoa boa, não via maldade nas pessoas. Vejo uma mulher que cozinha para mim e para o meu pai… Tenho a impressão que hoje, na vida atual, é a minha irmã. Ela era muito boa nessa vida passada, não sei quem é hoje esse empregado, mas tenho uma sensação ruim dele… Acho que ele me abusou sexualmente. Meu pai o pegou me abusando e deu uma surra nele e o expulsou da fazenda. Ele voltou e pôs fogo na fazenda quando todos estavam dormindo e a gente morreu.

– Pergunte ao Eufrates, seu mentor espiritual, por que ele lhe mostrou essa vida passada?

– Disse que foi para eu entender por que hoje gosto muito do ambiente rural, de mato, ar puro e convívio com os animais. Diz ainda que embora essa vida tenha sido muito breve, foi a existência mais feliz que tive (pausa).

Já sei quem foi aquele empregado que me abusou sexualmente. Ele foi vizinho de minha família da vida atual onde eu tinha pavor dele, pois ele era apaixonado por mim.

Está explicado por que eu sentia ojeriza dele. Mas o meu mentor espiritual fala que o meu histórico de abuso sexual é bem anterior à vida atual, e por isso explica a minha desconfiança que tenho das pessoas. Naquela existência passada da fazenda, eu era uma criança pura, inocente, confiava em todo mundo (pausa).

Tenho a impressão que a minha mãe daquela vida passada é hoje a minha outra irmã. O Eufrates me esclarece também que a minha tendência à depressão vem da sensação de não me sentir pertencente a esse corpo de hoje, de minha atual família, e também porque não queria reencarnar; por isso, nasci de fórceps.

Na verdade, nunca consegui sentir o amor de uma mãe para com sua filha. Minha mãe atual sempre foi estúpida, grosseira, vivia de mau humor. Ela casou com o meu pai por ter engravidado, não casou por amor. Ela sentia raiva, nunca quis ter filhos.

– Pergunte ao seu mentor espiritual quem era aquele mendigo que aparecia em seus pesadelos até você completar 30 anos?

– Diz que era o meu obsessor espiritual, e que reencarnou como o meu sobrinho, filho de minha irmã. Por isso, depois que ele nasceu nunca mais tive aqueles pesadelos.

O meu mentor espiritual me esclarece melhor dizendo que numa vida passada eu era esposa do meu sobrinho atual, e que o traí com outro homem. Por isso, hoje o meu sobrinho põe defeitos em todos os homens que me interesso, tem mania de andar comigo como se fosse meu namorado e isso me incomoda, pois ele só tem 20 anos. Ele anda comigo como se a gente fosse um casal.

– Pergunte ao seu mentor espiritual por que você foi abusada sexualmente pelo seu irmão?

– Diz que fui escrava sexual dele numa vida passada, que fui vendida pelo meu pai, e que hoje é a minha mãe.

– Por que você só atrai homens casados?

– Diz que tenho uma energia que atrai esses homens porque tenho medo de me casar e atraindo homens casados não corro risco de me casar, de aprofundar em meus relacionamentos afetivos, e assim ficam superficiais. Mas o meu mentor espiritual me revela que há homens solteiros que se interessam por mim também, mas que eu não percebo. Ele me esclarece também que essa dificuldade de me entregar afetiva e sexualmente aos homens vem do fato de eu ter confiado neles e eles me traíram tanto na vida atual como nas vidas passadas.

Ele exemplifica aquele empregado da fazenda daquela vida passada onde eu o tratava como se fosse meu irmão mais velho, pois eu via os empregados como se fossem membros de minha família porque eu só tinha o meu pai. Outro exemplo, foi numa outra vida em que o meu pai (hoje ele veio como a mãe da paciente) me vendeu para um homem poderoso da cidade (hoje ele veio como seu irmão) onde me tornei sua escrava sexual e na vida atual o meu irmão me abusou sexualmente novamente.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode superar esses abusos sexuais?

– Diz que é entendendo que têm homens que são capazes de amar a minha alma e não só o meu corpo. Diz ainda que pelo olhar eu posso saber diferenciar esses homens.

– Pergunte se você vai encontrar seu verdadeiro companheiro?

– Diz que sim e me mostra um homem forte e grande do jeito que gosto. O meu mentor espiritual afirma que esse homem vai me aceitar do jeito que sou.

– Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro caminho profissional?

– Fala que é na área da espiritualidade, que na hora certa vou saber, mas que para isso preciso aprender a ser paciente, mais perseverante, entender que na vida tudo tem a hora certa de acontecer. Em relação ao meu bruxismo, diz que vem de uma existência passada onde me mataram e eu mordi os agressores… O meu mentor espiritual me mostra a cena, sou um homem de cabelo comprido até os ombros e moreno. Vejo vários homens me cercando e eu brigando, dando socos e mordendo, mas acabei morrendo.

– Pergunte-lhe qual a avaliação que ele faz desse tratamento?

– Diz que devo voltar a essa terapia se quiser me aprofundar mais, porém, o principal eu já entendi, pois ele me mostrou, diz ainda que sempre aparece em meus sonhos, mas eu falo que não costumo me lembrar de meus sonhos. Diz que vou começar a lembrar deles e pede para anotá-los. Ele se despede, está indo embora.

Dr. Osvaldo Shimoda

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