Em verdade, o nosso tempo, na atualidade terrestre, é de muitos conflitos e manifestas perturbações. 

 

Anotemos, no entanto, que a ausência do perdão reúne as parcelas de nossas reações negativas, e apresenta-nos a soma inquietante que se transforma em caminho para a guerra. 

 

Os atritos do lar, as reclamações que se espalham, resultam da incompreensão, em que se especifica, entre os homens, a dureza dos corações de uns para com os outros. 

 

Aqui, é a irritação que prepara ambiente à enfermidade, ali, é a falta de aceitação com que nos desligamos da humildade, é a prepotência pessoal favorecendo o orgulho de quantos intentam ser um fator de poder mais forte do que aqueles outros irmãos que lhes partilham a vida. 

 

Lemos, sensibilizados, algo em torno das reuniões notáveis dos nossos homens de orientação ou de Estado, quando se congregam para discutirem os problemas da Paz. É natural nos emocionemos com as primorosas declarações deles e com a grandeza de suas promessas e decisões. 

 

Acontece, porém, que no desdobramento das horas, eles não são os personagens de nosso convívio… 

 

Longe deles, angariamos, com a benção de Deus, o nosso pão de cada dia e sem eles é que nos vemos uns aos outros, nos modos diversos em que nos mantemos no cotidiano. 

 

Admiramos as personalidades da televisão e das mostras de valores artísticos, entretanto, necessitamos aprender como tratar as nossas crianças e jovens na intimidade. Muita gente gaba os feitos de grandes desportistas, como aconteceu à frente daqueles que venceram as distâncias e foram até a Lua. 

 

Sucede, contudo, que não vivemos com eles, conquanto mereçam a nossa melhor consideração. 

 

Somos chamados a saber de que maneira minimizar as dificuldades de grandes incidências entre as paredes de nosso mundo doméstico. 

 

Sejamos benevolentes para com todos aqueles que nos compartilham a vida. 

 

Toleremo-nos, sabendo que hoje desculpamos a falta de alguém e talvez amanhã sejamos nós os necessitados de benevolência e tolerância. 

 

Diz o texto desta noite: – “Perdoemos para que Deus nos perdoe.” Coloquemos nossa atenção nessa máxima e desculpemos uns aos outros, tantas vezes quantas se façam necessárias. 

 

E que o Pai Misericordioso a todos nos releve em nossas falhas e, compadecidamente, nos abençoe… 

 

Pelo Espírito Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Livro: "Esperança e Luz" - Lição nº 15 - Página 73

Página recebida em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, na noite de 21 de novembro de 1992.

Fonte: site "Mensagens Espíritas"

 

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Tags: cândido, emmanuel, esperança, francisco, luz, perdão, vida, xavier

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Comentário de Margarida Maria Madruga em 27 janeiro 2016 às 20:43

Lindo texto de Emmanuel.

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