Em nossas faltas, na maioria das vezes somos imediatamente perdoados,
mas não limpos.
Somos perdoados pelo fel da maledicência.
Mas a sombra que lançamos na estrada alheia permanece dentro de nós
por agoniado constrangimento.
Somos perdoados pela brasa da calúnia.
Contudo, o fogo que arremessamos na cabeça do próximo passa a nos
incendiar o coração.
Conseguimos o perdão pela grave ofensa que fizemos.
Entretanto, a pedra atirada ao irmão de caminhada volta, com
certeza, a golpear-nos o próprio ser.
Somos perdoados pela falha de vigilância.
Mas o prejuízo em nossos vizinhos cobre-nos de vergonha.
Obtivemos perdão pela manifestação de fraqueza.
Mas o desastre que provocamos é dor moral que nos segue os dias.
Somos perdoados por todos aqueles a quem ferimos, no delírio da
violência.
No entanto, onde estivermos, é preciso extinguir os monstros do
remorso que os nossos pensamentos articulam, desarvorados.
A chaga que abrimos na alma de alguém pode ser luz e renovação
nesse mesmo alguém.
Ele compreende, perdoa e se eleva.
Contudo, essa mesma chaga de aflição segue a pesar em nossa vida.
Injúria aos semelhantes é flagelo mental que nos chicoteia.
A serpente carrega consigo o veneno que veicula.
O escorpião guarda em si próprio a carga venenosa que segrega.
Podemos ser ridicularizados, atacados, perseguidos ou dilacerados.
Mas evitemos o mal, ainda quando ele assuma a feição de defesa.
Porque todo o mal que fizermos aos outros é mal a nós mesmos.
No contexto da vida maior, ninguém fere sem se ferir.
Quase sempre, aqueles que passaram pelos golpes de nossa irreflexão
já nos perdoaram.
Com esse proceder, repletaram-se de paz e seguiram em frente.
Abençoados pelo perdão que concederam, brilham nos planos
superiores da existência.
No entanto, pela lei da correspondência, ruminamos, por tempo
indeterminado, os quadros sinistros que nós mesmos criamos.
Cada consciência vive e progride entre os seus próprios reflexos.
Pureza, bondade e perdão são recompensas em si mesmas.
Traição, crueldade e calúnia são sempre um problema de quem as
elege para si porque cada consciência traz em si o seu paraíso ou o
seu inferno.
Em decorrência, no plano espiritual, até que se redima, é muito
triste a situação de quem se fez culpado.
Com a consciência desperta e vibrante, sente-se na presença
constante de suas vítimas e isso lhe constitui um suplício cruel.
Para evitar viver algo semelhante, basta eleger o bem como padrão de
conduta.
Pense nisso.

/Redação do Momento Espírita, com base no cap. 47, do livro /
Justiça Divina, /pelo Espírito Emmanuel, psicografia de /
/Francisco Cândido Xavier, ed. Feb./
/Em 07.11.2011./

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