Khalil Gibran nos diz o seguinte: “Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas. Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força par que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que o vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria, pois assim como ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável”.

Os filhos doentes são mensageiros de amor que Deus te envia, para que o amor se desentranhe de qualquer forma do egoísmo enquistado e se inflame de luz, na luz da sublimação”. (Emmanuel)

Os laços de família não se verificam por acaso: há uma Lei Divina comandando o destino e a união das almas na vida corpórea. Antes de acolhermos nos braços, com ternura, o ser pequenino, pelas vias da maternidade sagrada, idealizamos para ele o melhor: o corpo mais perfeito, a saúde orgânica integral, a inteligência lúcida; mas não devemos esquecer que essa escolha já foi feita realmente por nós, desde muito tempo, sem ilusões e sonhos, na maioria das vezes, antes de reencarnarmos. Deste modo não devemos alarmar-nos com o que os filhos possam trazer para nós de trabalhos dificuldades e problemas, desde tenra idade.

Nossos filhos, em verdade, não são nossos filhos: São filhos de Deus, e temporariamente se encontram sob nossos cuidados. Junto aos filhos simpáticos, pacíficos e obedientes, surgem também aqueles outros que, desde o berço, já começam a provocar preocupações, irritações, tensões emocionais, aborrecimentos, angústias e canseiras físicas e psíquicas, por apresentarem um temperamento forte de rebeldia e desobediência, destacando-se pela insubordinação e leviandade. São os filhos-problema que a Lei da Reencarnação trouxe ao nosso convívio familiar, ensejando a oportunidade de renovação de seus destinos.

É o reencontro para a reconciliação indispensável entre pais e filhos, em busca de um melhor futuro espiritual. Na intimidade do coração, os pais sempre indagam quem são estes filhos diferentes que trazem uma maior dose de lutas e trabalhos. O mentor espiritual Emmanuel explica: “Os filhos-problema são aqueles mesmos espíritos que prejudicamos, desfigurando-lhes o carácter e envenenando-lhes os sentimentos”.

Os filhos difíceis são filhos de nossas próprias obras, em vidas passadas, que a Providência Divina agora encontra a possibilidade de unir pelos laços da consanguinidade, dando-nos a maravilhosa chance de resgate, reparação e os serviços árduos da educação.

A primeira atitude construtiva dos pais, ante os filhos rebeldes, é desenvolverem em si mesmos a grande compreensão, para não se deixarem dominar pela revolta e amargura, julgando que são infelizes e perseguidos pela má sorte…

O evangelho de Allan Kardec nos ensina: “Não recuseis, portanto, o filho que no berço repele a mãe, nem aquele que vos paga com a ingratidão: não foi o acaso que o fez assim e que o enviou. Uma intuição imperfeita do passado se revela e dela podeis deduzir que um ou outro já odiou ou foi odiado, que um ou outro veio para perdoar ou para expiar”.

Encontramos no livro do espírito André Luiz, “Nos Domínios da Mediunidade” Cap. 24, psicografia de Francisco C. Xavier, um fato interessante sobre reencarnação e família. Na encarnação actual, vamos encontrar o pai de nome Júlio, espírita convicto, acometido de paralisia das pernas e que possui quatro filhos desorientados: Américo sofre de perturbação mental. Márcio é vítima do alcoolismo e Guilherme e Benício vivem na leviandade e extravagâncias nocturnas. Os Espíritos Superiores revelaram a André Luiz que, em vida passada Júlio, o pai, fora chefe de um grupo de assaltantes e desencaminhou quatro rapazes para aventuras delituosas, os quais, hoje, são seus filhos desequilibrados.

Teremos sempre os filhos de que precisamos e merecemos, dentro dos estatutos da Justiça Divina e através dos processos redentores das reencarnações expiatórias. Os pais espíritas com cérebros esclarecidos e os corações iluminados pela Doutrina Kardecista, devem ficar felizes por encontrarem esta oportunidade grandiosa de cooperar na recuperação de espíritos infelizes; a quem devem e que talvez, há longo tempo, esperam por esta bênção do reencontro.

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Comentário de claudie lopes em 23 setembro 2013 às 23:18

Querida Andrea,

Nem posso chegar perto de imaginar sua dor. Claro que não" concordamos" em criar um filho com todo amor, para vê-lo desistir da vida...nós não sabemos as lutas, compromissos e desafios nossos filhos trazem. Mas quando concordamos em abrigar filhos problemáticos, na verdade sabemos que são espíritos com profundos desequilíbrios, os quais teremos que dar todo nosso amor e compreensão na tentaiva de reerguê-los, mas tb sabendo, de antemão, que as escolhas serão deles...a nós, pais, cabe orientar, amar e exemplificar, mas cada um é responsável pelas próprias escolhas. O crescimento pode ser mais lento ou mais rápido, mais suave ou mais doloroso, e por mais que façamos, por vezes ainda assim escolhem o caminho mais difícil. Tb é aprendizado necessário para nós, de muita dor. Mas cada um é o construtor de seu próprio destino. Não somos responsáveis por suas escolhas e temos que compreender e aceitar isso. 

Aceitar e não  nos culparmos, tendo a consciência que fizemos o melhor possível! E que eles, dentro de suas dificuldades, tb fizeram...Nos resta amar,amparar e rezar muito para estarem em paz, encontrarem equilíbrio, para que a lição tenha sido finalmente aprendida, e possam estar em condições de receber nova chance...

Muita luz em seu coração. Que sua dor possa encontrar conforto na esperança de que ele um dia ele vai conseguir superar tudo isso. Um abraço carinhoso!!

Comentário de izabela pompa maia em 23 setembro 2013 às 10:44
Para meus amados filhos .Obrigada por essa nova oportunidade que Deus nos deu.
AMO todos vcs,
cada um a sua maneira bjs.
Comentário de claudie lopes em 22 setembro 2013 às 22:33

Muita Luz e amor em seu caminho, Fernando.

Que as coisas possam se encaminhar da melhor maneira. Abraços

Comentário de Fernando Domingos Duarte Morais em 22 setembro 2013 às 20:21

Estimada amiga.

Gostei muito da sua dissertação.Na qualidade de Pai tenho um problema grave produzido por uma Piranha que namora meu filho e que o está a desorientar.Tenho fé que DEUS  Pai me irá ajudar. Agora ando calmo a tentar resolver tudo da melhor forma , muito embora seja muito difícil, pois a Piranha é mesmo um demónio muito especial.Relativamente à minha filha tudo gira muito equilibrado.Muito obrigado.

Comentário de alda lucia lebeis pires em 22 setembro 2013 às 13:54

Obrigada Claudie! Valeu muito sua explicação! Abraços

 

 

Comentário de claudie lopes em 21 setembro 2013 às 19:32

Querida Alda, nem todas as relações pais-filhos são problemáticas. A família é onde, geralmente, temos a maior chance de atritos, visto que a espiritualidade usa como recurso colocar juntos, através dols laços de consanguinidade e parentesco, espíritos que possuem dívidas recíprocas. É mais fácil aprender a desenvolver um sentimento bom, a tolerância e amor, por um filho, um pai, um irmão...e assim, superamos (quando conseguimos) desavenças que muitas vezes se arrastam por séculos.

Mas dentro das famílias, temos também a oportunidade de encontrarmos espíritos afins, simpáticos, e daí termos comunhão de pensamentos, relações maravilhosas entre dois irmãos, ma mãe e um filho.

Vc e suas filhas, pelo visto, estão tendo a abençoada oportunidade de reencontro de almas queridas, afins...algumas vezes isso acontece para que juntos possamos ajudar outro membro da família que tem dificuldades...outras vezes, é apenas um abençoado reencontro! 

Comentário de alda lucia lebeis pires em 21 setembro 2013 às 19:18

Muito interessante!!! Agora qual seria a explicação no meu caso...tenho 2 filhas maravilhosas, fizeram suas faculdades federais sem que eu tivesse que gastar com a educação superior delas , estao formadas, trabalhando cada uma na sua area , agradeço a DEUS todos os dias por elas, pela vida delas, pelo trabalho delas, pelos meus genrinhos, tao casadas e felizes!!! Sou merecedora de tudo isso??? 

 

Comentário de gildabernadino em 21 setembro 2013 às 17:49

muito esclarecedor ,tira duvida. obrigada

Comentário de Divanilda da Silva Fernandes em 20 setembro 2013 às 23:32

Amei esta página. Tenho três filhas ,  a filha do meio e a mais velha tem dificuldades em relacionar-se Porém, durante a infância tratavam-se com muito carinho. Esta mensagem esclarece bastante a indiferença com que se relacionam hoje.A filha mais nova tenta amenizar o clima entre as duas, age sempre tentando suavizar as tensões.

Comentário de Jorge Salvador dos Santos em 20 setembro 2013 às 21:44

Linda mensagem, Parabéns Claudie,o texto de Khalil Gibran é do livro o profeta,recomendo, ótimo livro,

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