OS QUATRO SERMÕES DE JESUS

"Tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer" (João, 15:15)

Os Evangelhos nos dão conta de quatro sermões proferidos por Jesus Cristo: o Sermão da Montanha, também conhecido por Sermão das Bem-aventuranças: o Sermão Profético; o Sermão do Cenáculo e por último um outro sermão que representou severa reprimenda aos seus figadais detratores: os escribas e fariseus.

O primeiro foi pronunciado na fralda de um monte e teve caráter coletivo, considerando-se que foi dirigido a todas as pessoas que o seguiam: nele, Jesus formulou várias promessas:

- a bem-aventurança foi prometida aos sofredores de todos os matlzes;

- aos que passam fome e privações foi-lhes assegurado que serão fartos e consolados;

- aos pacificadores foi prometido o qualificativo de bem-aventurados;

- aos brandos e pacíficos ficou certo que o reino dos céus seria a sua herança;

- reiterou que seriam almas dignas das maiores recompensas de ordem espiritual, os misericordiosos e os que viessem a sofrer perseguições pelo amor da justiça.

O segundo, pronunciado no Horto das Oliveiras, consistiu numa série de profecias, abordando questões profundas, tais como o início das dores que viriam sobre o mundo, pelo fato de não terem os homens conhecido a hora da visitação do Meigo Nazareno, ou por não terem percebido que os tempos das grandes reformas espirituais da Terra são chegados. Nessas tribulações, o Mestre incluiu também os seus próprios discípulos, pois muitos deles tragariam também a taça da amargura. Discorreu ainda sobre o surgimento de falsos profetas e a necessidade de vigilância constante contra as investidas das trevas.

Nesse Sermão, empregando também a sistemática das Parábolas, Jesus deixou bem explícita a responsabilidade dos seres humanos, que devem procurar, cada vez mais, aproximar-se do Criador. Finalmente fez caloroso e veemente convite a todos para que abalizem seus rumos pelas leis do amor, pois quando soar a hora da redenção espiritual os Espíritos que não estiverem enquadrados nos preceitos de caridade e solidariedade, sofrerão danosas conseqüências, as quais, implicitamente, cumprir-se-ão no desenrolar de amargos sofrimentos expiatórios, na pauta da Lei da Reencarnação.

O terceiro, pronunciado num cenáculo, ou seja, num recinto fechado, logo após a chamada última ceia, foi essencialmente dirigido aos seus apóstolos, os quais, logicamente, eram os únicos que estavam capacitados para a assimilação dos temas que constituíam a motivação do advento de Jesus entre nós. Nele, o Mestre falou sobre as muitas moradas da Casa do Pai, significando os múltiplos mundos que giram no espaço infinito e que servirão de futuras moradas para os Espíritos dos homens, quando estes tiverem atingido um maior grau de pureza, no qual teriam ultrapassado o limite de perfeição comportado pelo nosso mundo. Abordou ainda a vinda do Consolador, o Espírito de Verdade, com a finalidade de restabelecer na Terra todos os Seus ensinamentos, em seus devidos lugares. Falou finalmente ser ele a Videira verdadeira e que toda vara que nessa videira não der fruto, será extirpada, uma vez que o Pai, que é o Agricultor, limpará a árvore para que os galhos que dão frutos tenham condições de produzir ainda mais. Como súmula desse Sermão, o Mestre deixou transpareccr a profunda identidade que existe entre a criatura e o Criador.

O quarto sermão, por sua vez, representa severa admoestação aos escribas e fariseus, que se haviam constituído em tremendo obstáculo para a marcha ascensional do homem e que, na época, ofereciam enorme barreira à propagação dos ideais que o Cristo viera trazer.

Sem dúvida alguma, o Sermão da Montanha é o mais expressivo dentre os quatro. Nele o Mestre acena à Humanidade com as mais consoladoras promessas, dando a todos a certeza de que ninguém existe por mero acaso, e que a Providência divina preside a superior destinação do homem, atendendo às suas necessidades mais imediatas e as porvindouras.

Quando Jesus afirmou que Deus sustenta as aves dos céus, que não plantam nem armazenam víveres em celeiros; quando proclamou que o Pai veste os lírios dos campos com mais magnificência do que Salomão o fez no auge de sua glória terrena, dá-nos a certeza irretorquível de que jamais deveremos duvidar do amparo dos céus, mormente em se considerando, conforme afirmou Jesus, que os homens têm muito mais valor aos olhos do Criador do que as aves e os lírios.

No desenvolvimento do Sermão da Montanha, o Mestre advertiu que não deveremos andar sequiosos pelo que comeremos ou vestiremos no dia de amanhã, pois para nos afligir bastam as tribulações de cada dia. Deus sabe de antemão tudo aquilo de que necessitamos e provê o substancial para a nossa vida, por isso Jesus nos recomendou que, primeiramente, buscássemos o reino dos céus e Sua Justiça e todas as demais coisas nos viriam por acréscimo.

Paulo Alves Godoy

 

OS QUATRO SERMÕES DE JESUS

 

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Comentário de luiz carlos lomba em 21 agosto 2013 às 19:51

Lindo e bastante elucidativo! Adorei...Guardarei...

Comentário de Eliza Maria Barbosa em 20 agosto 2013 às 20:22
Linda explanação sobre os SERMÕES FEITOS POR JESUS. É tão lindo recordar e vê-los sobre outra ótica que nos faz refletir e pensar.Muito bom.Recordar tão belíssimas passagens e maravilhosos ensinamentos.Obrigada por postar.Gostei muitíssimo.Bjs.Paz,amor e luz.
Comentário de Jefferson Ricardo em 27 junho 2013 às 1:52

Muito bacana, obrigado!!

Comentário de Vi Meirim em 24 junho 2013 às 18:15

Prezados irmãos,

O estudo do ESE e do OLE deve ser um exercício diário aliado à prática da caridade. Os dois caminham juntos e soinhos não tem sentindo.

A Doutrina Espírita é uma doutrina de mudança de hábitos, atitudes e pensamentos e isto só se consegue lendo e estudando as obras básicas, livros de autores espíritas reconhecidos pela FEB e praticar a caridade moral que é muito mais significativa que a material.

Emprestar um ouvido caridoso para uma alma em desespero é mais valioso do que qualquer doação de qualquer valor.

Abraços fraternos

*e não esperem mudanças imediatas em suas vidas, mudando nossas atitudes tudo o mais vem por acrèscimo!

Comentário de maria santos em 24 junho 2013 às 17:35

que bom que Jesus não nos deixou ele disse que estaria com nós todos os dias até o fim dos tempos ele esta ai só precisamos evoluir para ver ele pois nós estamos preocupados com tantas coisas que não vemos o que ele disse no seu evangelho que para muitos é mistério quando ele é claro em tudo o que diz é só ter paz para entender Jesus

Comentário de Margarida Maria Madruga em 24 junho 2013 às 17:09

Ótimo texto. Esclarecedor.

Comentário de sueli rodrigues em 24 junho 2013 às 14:10

K A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE TDS NOS , AMEM LINDO , OBRIGADA ...

Comentário de Vi Meirim em 24 junho 2013 às 10:55

Preados  ROBERTO GUIMARÃES FERNANDES e Gema Bicalho

Que a Paz de Jesus esteja em nossos corações.

Com relação ao comentário feito pelo irmão ROBERTO GUIMARÃES FERNANDES oportuno citar que Jesus já nos orientava sobre isto quando nos ensinou a mais perfeita Oração - O Pai Nosso - que encerra de forma concisa todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo.

Quantos de nós nos pegamos orando o Pai Nosso de forma tão mecância que sequer temos entendimento do que estamos falando ou do que aquelas sábias palavras significam?

O parágrafo a que ROBERTO GUIMARÃES FERNANDES pode ser melhor entendido quando estudamos o ESE, capítulo XXVIII - Coletânea de Preces Espíritas - item 3 - subitem IV - Dá-nos o pão de cada dia.

TRANSCRIÇÃO DE UM PARÁGRAFO:

Tu lhe hás dito: “Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte.”

Desse modo, fizeste do trabalho, para  ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência

na procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.

.Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. (Cap. XXV.)

Desta forma, nós, enquanto estudiosos e militantes da Doutrina Espírita podemos inferir que aquele que aceita viver da caridade alheia sem impor esforços pessoais para o seus sustento e crescimento espiritual ainda não está em um patamar evolutivo que dê a ele esta compreensão.

O cunho desta página não é político e todas as questões aqui relacionadas saõ sempre fundamentadas nas obras da Doutrina Espírita.

Não nos cabe faer juízo de valor de quem doa ou que quer que seja. Cabe- nos apenas explicar, à Lu da Doutrina Espírita o porque da existência destes fatos.

Quem doa o faz porque há quem receba. O dia em que o homem entender o significado do "Dá-nos o pão de cada dia"  não haverá mais sobre a gleba terrestre a necessidade de se amparar a ociosidade de espíritos ainda não tão evoluídos.

Não se pode tirar uvas do espinheiro, no avisa André Luiz.

Abraços fraternos,

Vi Meirim

Comentário de Vi Meirim em 24 junho 2013 às 10:08

Prezados irmãos,

Bom dia!

É sempre bom saber a autoria dos textos que aqui postamos para que possamos ter futuras referências bibliográficas e até nos ajudem em estudos em pesquisas.

Resumindo, Paulo Alves Godoy  foi jornalista e escritor espírita brasileiro, desencarnado em 2001. diretor na União Federativa Paulista, foi delegado da Confederação Espírita Pan-Americana, em São Paulo, membro do Conselho Deliberativo da Federação Espírita do Estado de São Paulo  e conselheiro da União das Sociedades Espíritas e da Liga Espírita do estado de São Paulo.

Abraços fraternos,

Vi Meirim

Comentário de Gema Bicalho em 24 junho 2013 às 0:36

Concordo plenamente  com o comentário   de Roberto Guimarães Fernandes. É isso mesmo.

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