OS 150 ANOS DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


CONSIDERAÇÕES INICIAIS.

rememorando, a partir dos relatos contidos no livro OBRAS PÓSTUMAS, um pouco do seu histórico e de seu
propósito na Humanidade.

HISTÓRICO
Em face de sua relevância na identidade do Espiritismo como o Consolador Prometido por Jesus e por
reviver, em sua essência, a Boa Nova do Cristo de Deus em espírito e verdade, a obra, inicialmente intitulada “A
Imitação do Evangelho” requereu uma condição toda especial para ser elaborada. Em 9 de agosto de 1863 Allan
Kardec recebeu a seguinte mensagem, por via mediúnica, de uma das entidades espirituais que o assistia na
elaboração do referido trabalho: 1
“Nossa ação, principalmente a do Espírito de Verdade, é constante ao teu
derredor e tal que não a podes negar. .... Compreendes agora por que precisávamos ter-te sob as mãos,
livre de toda preocupação outra, que não a da Doutrina. Uma obra como a que elaboramos de comum
acordo necessita de recolhimento e de insulamento sagrado.” A necessidade desse isolamento justifica-se pela
sublimidade e delicadeza dos temas abordados na obra e pelas companhias espirituais presentes, junto a Allan
Kardec, durante a sua elaboração o que fica claramente comprovado no relato da vidente, senhorita V..., em visita
ocorrida em outubro de 1863, à esposa de Kardec, Sra Amélie Boudet. Naquela ocasião como a vidente não pudera
encontrar-se pessoalmente com Kardec, pois o mesmo havia viajado para Ségur para trabalhar em mais uma obra
doutrinária, a senhora Amélie Boudet perguntou se ela não poderia transportar-se, em espírito, até onde se
encontrava o esposo e recebeu da senhorita V... a seguinte resposta:
2
“Sim vejo-o; acha-se num aposento muito
iluminado, .....Tudo respira calma e tranquilidade....Está cercado por uma multidão de espíritos que lhe
conservam a boa saúde... alguns há que parecem muito elevados, e o inspiram; um deles especialmente
parece ser superior a todos os demais, sendo-lhes objeto de deferências.”
O momento histórico vigente na Humanidade também favorecia ao surgimento de O Evangelho segundo o
Espiritismo. Na Europa, principalmente, o pensamento Iluminista (movimento que buscou mobilizar o poder da
razão, a fim de reformar a sociedade e o conhecimento herdado da tradição medieval) não só desfrutava de grande
simpatia na sociedade como a influenciava fortemente; na França, no ano de 1864, ainda se percebia os vestígios
danosos das guerras napoleônicas (1804-1815); a revolução industrial (1760 a algum momento entre 1820 e 1840)
com a mecanização dos sistemas de produção deixava seus rastros de desemprego gerando bolsões de miséria na
periferia das grandes cidades, pois os trabalhadores estavam acostumados a métodos de produção artesanais e
não a produção por máquinas. Nesse contexto de luzes e sombras prevalecia, na periferia das grandes cidades
européias, a fragilidade da fé na soberania de Deus, tamanha era a dor, o sofrimento e a miséria que atingiam as
pessoas. O mundo, urgentemente, precisava de ideias e pensamentos novos que evidenciassem a justiça, a
bondade e a misericórdia divina revelada por Jesus em seu Evangelho e que prenunciassem dias melhores para a
Humanidade. Mais do que nunca o mundo se apresentava favorável ao resplandecer das luzes de O Evangelho
Segundo o Espiritismo que, no seu conjunto, esclarecia os princípios que norteavam à justiça, a bondade e a
misericórdia divina a luz da fé raciocinada, da reencarnação, dos acontecimentos da vida presente e da realidade
da vida futura.
Xerxes Luna
Em abril de 1864 foi publicada em Paris-França, por Allan Kardec, a primeira
edição de O Evangelho Segundo o Espiritismo, inicialmente com o título de
“Imitação do Evangelho”. Trata-se da obra da codificação do Espiritismo que
contém a “explicação das máximas morais do Cristo em concordância
com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida”.
Este mês, portanto, comemoramos os 150 anos de sua publicação que,
segundo Allan Kardec, em Obras Póstumas, com seu lançamento “o edifício
(Espiritismo) começa a libertar-se dos andaimes, e já podemos ver-lhe a
cúpula a desenhar-se no horizonte”.
Com esta ORIENTAÇÕES FEDERATIVAS, a FEDERAÇÃO ESPÍRITA
PERNAMBUCANA, presta uma homenagem a publicação desta valiosa obra

FEDERAÇÃO ESPÍRITA PERNAMBUCANA
1904 - INSTITUIÇÃO CENTENÁRIA – 2004
ENTIDADE FEDERATIVA, COORDENADORA E REPRESENTATIVA DO MOVIMENTO
ESPÍRITA DO ESTADO DE PERNAMBUCO NO CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL DA
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA.

Exibições: 60

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Comentário de Benoni Martins em 28 outubro 2014 às 18:17

Sendo o Espiritismo verdadeira bússola para a rota evolutiva da humanidade e farol a dissipar as brumas dos limites humanos, relembrando as lutas íntimas e as defesas intransigentes daquele que o codificou, meu coração, de par com a mente, está sempre murmurando:

-Kardec, Kardec: Deus lhe pague !

 

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