A Ciência Materialista NÃO EXPLICA as principais QUESTÕES HUMANAS ! OPINIÃO EM TÓPICOS - Agosto 2016

     O poeta e a menina

     Ferreira Gullar, talvez o maior poeta vivo do Brasil, longe de ser um espiritualista, define-se como um agnóstico. Costuma dizer que o homem inventou Deus para que Deus o criasse. Mas, ele não cansa de confessar sua perplexidade perante a vida. Em sua crônica “O Banal Maravilhoso” (Folha, 10/7), por exemplo, narra a cena da menininha de dois anos, vista no elevador a gritar com a mãe: “Lá eu não vou, eu não vou!”. A última vez que a vira, era uma recém-nascida, chupeta na boca, ao colo da mãe. Agora, lá estava a garota, capaz de falar, de gritar e... de ter opinião! E opinião diferente da mãe. Pergunta-se, então, o poeta: “O que chamamos de gente nascida de um óvulo e um espermatozoide já traz em si tudo isso que definimos como ser humano?”.

     O poeta e a admiração

     Para Gullar essa coisa de, num embrião, já estar “potencialmente a capacidade de pensar, de falar, de inventar coisas como computadores, sinfonias e poemas”, é um grande e espantoso mistério que o leva à perplexidade. O poeta não se conforma com aqueles a quem essas coisas não causam admiração. Simplesmente dizer que as habilidades que um cão demonstra ou a esperteza, a bondade ou a maldade de uma criança “nasceram com eles” não explica o mistério. Como já nascem sabendo, se ninguém lhes ensinou antes? Pergunta.

     O médico e a genética

     No início do Século XX, Gustavo Geley, médico eminente que dirigiu o Instituto de Metapsíquica, na França, assinalava que a genética não poderia explicar jamais as nuanças todas da personalidade humana. O início do Século XXI marcou um avanço ímpar da genética com o mapa do sequenciamento do genoma humano. Mas nada pode explicar, por exemplo, como dois irmãos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, com idênticas cargas genéticas, são, às vezes, tão diferentes em tudo e diante de tudo. Sequer a educação, muitas vezes, os modifica. Nem os hábitos sociais, nem a cultura vigente, nem a religião ou o exemplo.

     O homem e o mistério

     Para Geley e para o espiritualismo evolucionista filosófico e científico, onde se situa o espiritismo, a chave daquilo que o poeta classifica como mistério é a teoria da preexistência do espírito, suas vivências anteriores, seu aprendizado nas vidas sucessivas. Platão sugeriu a adoção desse paradigma, com sua célebre teoria das ideias. Kardec propôs que o estudo e o desenvolvimento prático e metódico da mediunidade se tornassem meios eficazes a comprovar cientificamente a existência, sobrevivência e comunicabilidade do espírito.

Em vez disso, o homem contemporâneo estacionou no paradigma materialista. Seja ele religioso ou se classifique como ateu, agnóstico ou cético, questões como aquelas levantadas pelo poeta são jogadas ao vasto campo do mistério. Até quando?



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