De início já vamos deixar bem claro que o termo “opção” sexual é inapropriado, visto que na maioria dos casos estes seres não tem opção, mas sim uma imposição de leis universais, por determinismo, o que alguns podem chamar de destino ou carma, mas não passa do resultado da Lei de Ação e Reação. Usamos aqui o termo do título por ser o que está em voga na atualidade, a “coqueluche do momento”. Também há os casos do que poderíamos chamar de transmigração sexual natural.
   O que determina a sexualidade de um ser humano não é o “equipamento” biológico de que momentaneamente dispõe, mas a natureza espiritual do ser. Podemos dizer, para fins didáticos, que o masculino é o ativo e o feminino o passivo. Imaginemos então os dois extremos desse fenômeno, como se fosse possível um ser exclusivamente ativo e outro absolutamente passivo. Teríamos então a linha da sexualidade, dentro da qual, estabelecidos em algum lugar dela, dentro de sua momentânea característica sexual, estariam todos os seres humanos.
   E não nos consta que algum ser, no atual estágio evolutivo da humanidade, esteja exclusivamente em um dos extremos. Todos nós estamos ao longo da linha. Basta então estabelecermos um “meio”, uma demarcação que chamaríamos de “limite”, a partir do qual, pendendo para o lado ativo estariam os homens e para o lado passivo as mulheres. Não detalharemos aqui as tendências e comportamentos de cada “lado”, visto não ser o propósito deste tópico.
   Imaginemos que um cirurgião perca todos os seus equipamentos e só tenha a sua disposição uma chave de fenda. Por outro lado, imaginemos que um engenheiro nada mais tenha para agir do que um bisturi. Podemos concluir que o médico passará a ser engenheiro e o engenheiro se tornará automaticamente um cirurgião? Claro que não! Todo o “know how”, toda a tendência, ética e amor profissional continuarão os mesmo em ambos. E cada um continuará agindo em sua área, desenvolvendo seu trabalho como puder se “virando” com o que tem.
   E é exatamente isto que os seres humanos fazem na questão sexual, ao se verem numa encarnação com os “instrumentos” trocados: se viram com o que tem. Mas não podem mudar suas tendências inatas. Não podem mudar a natureza do seu ser.
   Claro que cada caso é um caso, com todas suas especificidades. Só um estudo amplo sobre as causas e a história recente daquele espírito poderia determinar, para o caso específico, as razões da “troca” de aparelho sexual naquele momento. Mas podemos discorrer sobre as duas causas principais, que motivam a ampla maioria, em mais de 90% dos casos. A primeira causa é a expiação, que, aliás, é causa básica para todo tipo de situação delicada aqui na Terra. Os machões homofóbicos de hoje fatalmente serão as lésbicas de amanhã! Como a Lei determina o aprendizado como requisito para a evolução do ser, o homofóbico desta encarnação renascerá na próxima com um corpo feminino. Como toda sua tendência espiritual é ativa, seu desejo sexual será sempre com relação às mulheres, mas ele não disporá do órgão sexual masculino natural. Assim, terá que se “virar” com o que tiver. Pra quem gosta de vocabulário “chulo”: quanto mais machões violentos hoje, mais sapatões amanhã; quanto mais falsas moralistas acusadoras hoje, mais travecos nas ruas amanhã. E assim vai... É a Lei de Causa e Efeito, que sempre se cumprirá, inexoravelmente...
   Engana-se quem pensa que passamos toda nossa evolução humana em um único sexo. Embora alguns espíritos tenham uma tendência muito forte para um dos sexos, seja o masculino ou o feminino, muitos fatores podem fazer renascerem em outro sexo, por razões diversas, como já dissemos. Mas também há uma natural e gradativa mudança na maioria dos seres, que se opera lentamente, ao longo de inúmeras encarnações. Um ser humano “normal” oscila algumas dezenas de encarnações como homem, depois outras dezenas como mulher..., sucessivamente, passando centenas ou mesmo milhares delas “surfando” entre os sexos, até completar esta fase humana da evolução. Esta “transmigração” entre os sexos é necessária, pois há determinadas aprendizagens que só se podem concretizar nesta ou naquela condição.
   Há quem diga que os “anjos” não tem sexo (entendemos que o que chamam “anjos” seja a próxima escala evolutiva, imediatamente superior à humana). Há ainda quem diga que eles têm ambos. A verdade é que os “anjos” possuem o resultado desta evolução da sexualidade humana, mas que nos anjos é algo infinitamente superior a ambos os sexos, não sendo nem a soma dos dois nem a ausência deles. Simplesmente é “algo” divino para a nossa perspectiva de simples humanos. Ser masculino ou ser feminino em determinada encarnação ou em uma boa quantidade delas não é defeito pra ninguém, conquanto também não seja virtude, por si só. O que vale de fato é o aprendizado (evolução) que se tira destas experiências.
   Determinadas correntes pseudo científicas buscam atualmente subdividir todo tipo de tendência “diversa” do padrão homem/mulher, criando subcategorias para determinar cada tipo de variação da sexualidade. Mera simbologia estéril. Todo ser humano está entre macho e fêmea, mas nenhum é absolutamente apenas um deles. Todos nós temos tendências de ambos os sexos, se bem que normalmente estamos mais para um lado que outro. Nenhum ser humano é absolutamente igual. Se tentarmos subdividir e nominar cada um dos bilhões de possibilidades ao longo desta linha, será pura perda de tempo.
   Voltando à ideia de linha com um limite imaginário no meio desta, podemos concluir que muitos seres há que estão bem próximos desse “meio”. Para estes, muito mais fácil e menos traumático se torna oscilar entre um e outro sexo. E efetivamente o fazem. Estes, com muito mais facilidade, trocam de sexo de uma encarnação para a outra, assumindo o papel do organismo biológico que ora ostentam e desempenhando o comportamento sexual “desejado” pela “moral social” daquela comunidade sem qualquer confronto interior. Estes são os que facilmente podem, na mesma encarnação, por necessidades diversas, adotar a bissexualidade sem luta íntima. Há os que chamam de sem-vergonhice, há os que chamam de carência afetiva, outros ainda chamam de traumas de infância. Sei lá, desculpas não faltam para os “estudiosos” da vida alheia, de plantão. A verdade é que se trata de uma natureza inerente ao ser. E cada ser pode usar de sua natureza conforme as necessidades do mundo o permitam ou mesmo exijam desde que não desrespeite a Lei Maior.
   Pecado é pensar e fazer o mal a si mesmo, ao próximo e à humanidade como um todo, usar a sexualidade para explorar, oprimir, escravizar, enganar e roubar. Pecado é a fofoca, a intriga, a calúnia, a maldade. Pecado é maldizer pequenos detalhes nos outros para ocultar ou tentar esquecer os próprios erros, quando não verdadeiros crimes.
   Vamos encerrar o tópico propondo um grande movimento pela vida: cada um cuida da sua!

Paz e Luz!

Alvir Schneider

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