Irmã Dulce

 

 

Criação, montagem e colorização: Rick Rami

 

Irmã Dulce (Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes) nasceu na cidade de Salvador em 26 de maio de 1.914, ficou conhecida como o “Anjo bom da Bahia” por suas obras de caridade em favor dos pobres e necessitados. Dedicou toda a sua vida à caridade, ajudou e abrigo mendigos, idosos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes, fundou o Hospital Santo Antônio para setecentos pacientes, o Centro Educacional Santo Antônio que abriga mais de trezentas crianças, fundou também o “Circulo Operário de Bahia” que é uma escola para ensinar ofícios e proporcionar atividades culturais e recreativas.

 

Em 20 de outubro de 1991 internada no Hospital Santo Antônio recebe junto a seu leito a visita do Papa João Paulo II e na data de 13 de março de 1992 as 16:45 fez sua passagem.

O trecho abaixo foi extraído de site: irmadulce.org.br

 

"A frase saiu arrastada da garganta.

 

- Irmã, não me deixe morrer na rua - ele implorou mais uma vez.

 

- Meu filho, eu não tenho onde colocar você. Isto aqui é um posto médico. Irmã Dulce procurava na mente uma outra frase para tentar explicar ao pequeno jornaleiro agonizando à sua frente, com malária, que não tinha condições de abrigá-lo, mas não encontrava palavras para uma explicação que o seu coração mostrava ser totalmente descabida.

 

Um nome então saiu espontaneamente dos seus lábios:

 

Ilha dos Ratos, um lugar próximo ao posto médico em que trabalhava, onde existiam casas abandonadas. Ela sabia que talvez o esforço para socorrê-lo fosse inútil, diante do estágio já avançado da doença. Mesmo assim, não poderia ficar indiferente à dor daquela criança e decidiu lutar contra a febre, a fome, contra o desespero que se expressavam nos lábios trêmulos daquele menino.

 

- Venha comigo, meu filho.

 

O seu olhar e a paz transmitida pela sua voz trouxeram uma nova esperança para o pequeno jornaleiro. Irmã Dulce o levou pelas mãos até a Ilha dos Ratos. As casas estavam de fato vazias, mas as portas muito bem trancadas.

 

- Moço arrombe esta porta por favor - disse para uma banhista que vinha passando

 

- O que é isso irmã, a senhora ficou doida? Isto tem dono!

 

- Eu sei moço. Mas arrombe esta porta. Por minha conta.

 

- Não sei não irmã...

 

- Este menino está morrendo. Ele bateu à minha porta na esperança de ser atendido. Deus não atende a todos nós? Não é Ele quem nos dá o ar, a luz, a saúde? Ele recusa alguma coisa quando pedimos com fé, com esperança? Como vamos recusar um pedido de nosso semelhante, do nosso próximo?

 

A porta foi arrombada e Irmã Dulce acomodou o menino. Em seguida saiu e voltou logo depois, trazendo uma lamparina de querosene, leite e biscoitos e Florentina, uma conhecida que morava nas redondezas e que, a seu pedido, passou a noite tomando conta do pequeno enfermo. O pequeno jornaleiro seria apenas o primeiro doente recolhido nas ruas, acolhido por Irmã Dulce. No dia seguinte ele foi buscar uma velha mendiga que estava morrendo de câncer sob uma tamarindeira. Depois, um tuberculoso e em pouco tempo, dezenas de doentes estavam abrigados nas casas da Ilha dos Ratos. Para alimentá-los, a jovem freira saia de porta em porta, recolhendo comida. Algum tempo depois, foi expulsa das casas. Iniciou então uma peregrinação com os seus doentes, que se estendeu por vários anos, até 1949. Primeiro, ela os levou para os arcos da Igreja do Bonfim, mas teve novamente que sair, dessa vez por ordem do prefeito. Foi para o Mercado do Peixe e novamente foi expulsa. Ficaria na rua com os seus doentes? Ela, então, lançou mão de um último recurso: foi à superiora da sua congregação e lhe pediu para abrigar os doentes no galinheiro do convento. Não sem relutância, a madre concordou, desde que Irmã Dulce encontrasse uma solução para as galinhas. Em pouco tempo, o galinheiro estava limpo, colchões espalhados pelo chão e os 70 doentes abrigados. A madre superiora retornou e elogiou o empenho de Irmã Dulce. Antes de ir, perguntou pelas galinhas:

 

- Estão todas muito bem, na barriga dos meus doentes. O albergue improvisado no galinheiro do Convento Santo Antônio, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição Mãe de Deus foi o início da grande obra de fé erguida por Irmã Dulce, uma das primeiras organizações não governamentais do país, que conquistou o respeito e a admiração de todos os brasileiros".

 

Francisco Cândido Xavier


Criação e montagem: Rick Rami

 

A LIÇÃO DA SÚPLICA

 

"Certa noite, o Chico alquebrado pelos obstáculos, orava, antes do sono, rogando a Jesus múltiplas medidas e soluções para os problemas que o apoquentavam. Mais de quarenta minutos já havia empregado no petitório, quando lhe surgiu Dona Maria João de Deus que lhe falou bondosa:

 

— Meu filho, faça suas orações, porque sem a prece não conseguimos a renovação de nossas forças espirituais, entretanto, não será por muito falar que você será atendido.

 

— Então, como devo fazer em minhas súplicas? — perguntou o Médium desapontado.

 

— Você sabe que Jesus também pede alguma coisa de nós... — disse o espírito maternal.

 

— Sim, Nosso Senhor recomenda-nos humildade, paciência, fé, bom ânimo, caridade e amor ao próximo no cumprimento de nossos deveres.

 

— Pois, façamos o que Jesus nos pede e Jesus fará por nós o que lhe pedimos. Está certo?

 

E o Chico recebendo a lição aprendeu que orar não é falar e mover os lábios, indefinidamente."

 

O trecho acima foi extraido do livro:

"Lindos casos de Chico Xavier"

de Ramiro Gama.

 

Criação, montagem e colorização: Rick Rami

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Comentário de José Mesquita Cavalcante em 31 maio 2012 às 18:02

Feliz iniciativa de juntar em uma única mensagem retratando momentos de amor e paz! A caridade de 

Irmã Dulce e Chico Xavier emolduram pilares de luz e de fé. Bom seria e eu tomo iniciativa de sugerir ao autor

com elevado respeito e simpatia, que juntássemos outros valores de seguimentos filosóficos diferentes, mas unidos pela caridade Cristã.Abraço fraterno meu irmão.

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