Na vida de relação existem acontecimentos que se dão, que a despeito de todos os esforços contrários, não conseguimos não só evitá-los, como nem mesmo limitar, de momento, suas consequências funestas sobre nós.

Muitas vezes somos levados de roldão, e quando percebemos estamos no olho do furacão, envolvidos diretamente naquilo que sequer imaginávamos que poderia ocorrer, sem termos participado das ações que deflagraram o desenrolar dos acontecimentos.

“Não cai uma folha sem que Deus o saiba”, advertiu Nosso Senhor Jesus cristo, ensinando-nos a enxergar o Criador como onisciente de tudo o que ocorre em Sua vastíssima obra, incluindo todos os Seus filhos. Ensinou-nos também que “Bom só há um que é Deus…”, garantindo que tudo o que ocorre conosco segue a mais absoluta consonância com as Leis Naturais.

O que fazer diante de tais circunstâncias?

Se dermos ouvido aos valores do mundo, ao orgulho ferido, aos pretensos direitos pessoais, facilmente seremos levados pelo desequilíbrio emocional, que tem poder de se apresentar em nosso íntimo mais rapidamente do que o equilíbrio racional, e acabamos por complicar e piorar muito as consequências, tornando-nos também causa de muitos efeitos negativos.

Mas se as orientações evangélicas já criaram raízes em nós, com um pouco menos de dificuldade conseguiremos nos manter equilibrados para agirmos produtivamente na corrigenda da situação, abrindo mão dos valores pessoais, buscando reestabelecer o clima de paz e harmonia.

A solução é não levar para o campo pessoal, e sim subordinar-se à vontade divina, que sabe o que é melhor para cada um dos envolvidos. Obediência e resignação pede O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Quando não levamos para o campo pessoal, mais facilmente vamos entender que o “escândalo é necessário” para burilamento de nosso Espírito, e mais facilmente vamos entender os desatinos alheios, porque também em nós há muito desatino. O perdão terá mais chances de se fazer presente em nós.

Nas bem-aventuranças encontramos duas revelações que constituem advertências dadas pelo Senhor Jesus nas quais devemos meditar muito a respeito, uma é “Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” e a outra é “Os mansos herdarão a Terra”.

Diante do tumulto, da balbúrdia, das discussões e agressões, sejam físicas ou verbais, lembremo-nos dessas advertências evangélicas e busquemos forças na oração para não cairmos na tentação da revolta, da retaliação, da vingança, que fazem com que as consequências se aprofundem, prejudicando-nos para o futuro, para o qual estamos caminhando, sempre debaixo da bondade e justiça divina.

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro

Nota do editor: Imagem em destaque disponível em a href="http://www.fotolog.com/zamora_iker/15760836/%3E">http://www.fotolog.com/zamora_iker/15760836/>;. Acesso em: 22ABR2015.

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