Depois da morte de Allan Kardec, foi apresentado ao público um texto muito importante que se encontra publicado na Primeira Parte do livro "Obras Póstumas". Nesse texto, Allan Kardec fala-nos a respeito dos médiuns e dos fluídos que são emitidos pelo perispírito deles e dos Espíritos, denominados de fluídos perispiríticos.

Ainda nesse texto, Allan Kardec atribuiu o desenvolvimento da mediunidade à natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação com o perispírito do Espírito.

Para Allan Kardec, a ocorrência dos inúmeros fenômenos mediúnicos depende de três fatores: 1) Das relações entre os Espíritos e os médiuns; 2) Das afinidades entre os Espíritos e os médiuns; 3) e das combinações de seus respectivos fluídos perispiríticos.

Ainda nesse mesmo texto, Allan Kardec tratou, com uma profundidade magistral, a respeito dos médiuns curadores, merecendo destaque os seguintes pontos:

A mediunidade curadora é diferente da força magnética, dada a natureza da sua energia e a instantaneidade na sua ação;

A faculdade dos médiuns curadores é espontânea e alguns a possuem sem nunca terem ouvido falar de magnetismo;

A faculdade de curar pela imposição das mãos deriva de uma força excepcional de expansão dos fluídos emitidos pelo médium;

As causas que concorrem para o aumento da força da faculdade curadora são: a pureza dos sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o desejo ardente de proporcionar alívio, a aprece fervorosa, a fé em Deus e as qualidades morais do médium;

O fluído emitido pelo médium de bem possui propriedades benfazejas e reparadoras;

Pela combinação dos fluídos emitidos por um Espírito com os emitidos por um médium, os fluídos conjugados adquirem propriedades novas, que separadamente não as teriam, ou que não as teriam no mesmo grau;

A prece atrai o concurso dos bons Espíritos, que são sempre solícitos em ajudar os homens bem-intencionados;

Os fluídos emitidos pelos bons Espíritos e pelos homens bem-intencionados casam-se mais facilmente;

O homem de bem, que apela para a assistência dos bons Espíritos, tem a sua força fluídica aumentada por eles;

Uma grande força fluídica, aliada à maior soma possível de qualidades morais, pode operar, em matéria de curas, verdadeiros prodígios;

A confiança do doente aumenta poderosamente a ação fluídica do médium e do bom Espírito, e Deus, quase sempre, recompensa a fé do doente, concedendo-lhe o êxito no que ele procura;

A fé tem o poder de curar. Já o emprego de certas palavras ou fórmulas não o tem;

Os médiuns curadores são diferentes dos médiuns receitistas. Estes médiuns não exercem, de si mesmos, nenhuma influência, porque são simples médiuns escreventes que servem mais facilmente de intérpretes aos Espíritos para as prescrições médicas, transmitindo o pensamento de um Espírito.

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