O médium e os primeiros tempos da mediunidade: um eterno ORAI e VIGIAI.

[...] o período inicial de educação mediúnica sempre se dá sob ações tormentosas. O médium, geralmente, é Espirito endividado em si mesmo, com vasta cópia de compromissos a resgatar, quanto a desdobrar, trazendo matrizes que facultam o acoplamento de mentes perniciosas do além-túmulo, que o impedem ao trabalho de autoburilamento, quanto ao exercício da caridade, da paciência e do amor para com os mesmos. Além disso, em considerando os seus débitos, vincula-se aos cobradores que o não querem perder de vista, sitiando-lhe a casa mental , afligindo-o com o recurso de um campo precioso e vasto, qual é a percepção mediúnica, tentando impedir-lhe o crescimento espiritual, mediante o qual lograria libertar-se do jugo infeliz. Criam armadilhas, situações difíceis, predispõem mal aquele que os sofrem, cercam-no de incompreensões, porque vivem em diferente faixa vibratória, peculiar, diversa aos que não possuem disposições medianímicas.

É um calvário abençoado a fase inicial do exercício e desdobramento da mediunidade. Outrossim, esse é o meio de ampliar, desenvolver o treinamento do sensitivo, que aprende a discernir o tom psíquico dos que o acompanham, em espírito, tomando conhecimento das leis dos fluidos e armando-se de resistência para combater as más inclinações que são os ímãs a atrair os que se encontram em estado de Erraticidade inferior.

Ninguém, no campo da mediunidade nobre, que não experimente esse período de testemunhos silenciosos, em que a oração, o estudo e a meditação fazem-se indispensáveis para resguardar o iniciante, ao mesmo tempo pela ação do bem com que se faz respeitado, inclusive, pelos seus adversários ocultos.

Nessa fase, aprende a preservar o silêncio, a discrição, controlando os ímpetos e estados da alma, de modo a manter a linha do próprio equilíbrio sem as oscilações e variações de humor que tipificam estado de obsessão simples. Tão habitual se lhe tornará a disciplina no comportamento, que superará as agressões mais fortes, como não se deixará conhecer quando nos momentos de maior efusão de bênçãos. Certamente que, numa ou noutra situação, terá expressões faciais, emocionais diversas, mas não a ponto de viver ou apresentar-se incorporado, em estado de transe fora das horas e das tarefas que assim o exijam.

O exercício da mediunidade requer atenção e disciplina íntima, perseverança e assiduidade no exercício, estudo cuidadoso da Doutrina, da faculdade e de si mesmo, a fim de alcançar as finalidades superiores a que a mesma se destina.

Quem assim não proceda, poderá ser, vez que outra, instrumento de comunicações salutares, por necessidade de emergência; todavia, a Espírito responsável algum, apraz lidar com médiuns levianos, indisciplinados e vulgares, como é fácil de compreender-se.

Qualquer médium que fuja do estudo e do exercício correto das suas faculdades medianímicas, por mais empáfia com que se apresente, encontra-se em período de obsessão, sob comando equívoco... Permanece-lhe, quiçá, a mediunidade para o seu e o escarmento dos que afinem com tal disposição; no entanto, sob comando maléfico ou simplesmente alienado...
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Do livro "Nas Fronteiras da Loucura"
Divaldo Pereira Franco,
Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda

Exibições: 87

Tags: Divaldo, Franco, Médium, mediunidade

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