Por que será que Deus, ao criar o mundo, estabeleceu que vivêssemos em família?

Afinal, somos poucos os que não reclamamos da própria família.

São irmãos que mais parecem rivais. Filhos rebeldes. Sogros difíceis, genros e noras que criam dificuldades.

No entanto, é importante notar que seria difícil concebermos a nossa vida sem essa nossa família.

Reclamamos de um e de outro, mas, ao mesmo tempo, não apreciamos, de forma alguma, que alguém fale mal de nosso irmão, critique nosso cônjuge.

Temos as nossas rixas, nos indispomos uns com os outros. Mas, é a nossa família.

Juntos batalhamos para o sustento, planejamos férias, estabelecemos objetivos a alcançar, sonhamos...

Juntos nos alegramos com as conquistas alcançadas, choramos as perdas materiais e os afetos que partem.

É nesse aconchego familiar que aprendemos os valores verdadeiros.

Mesmo os que apontamos nossa desestrutura familiar, recordamos de algum fato que nos marcou, determinando-nos comportamentos positivos.

É nessa pequena célula que aprendemos que, nem sempre, a nossa vontade pode prevalecer, que devemos ceder vez ou outra.

É ali que aprendemos a respeitar o espaço do outro.

No trato com os irmãos, nas brincadeiras, vamos aprendendo os valores da honestidade, da verdadeira vitória.

Com os menores, aprendemos a auxiliar, cuidar. Com os maiores, temos o valor da proteção, do amparo.

A família é nosso refúgio. Pequena ou grande, complexa ou mais tranquila, extremamente amorosa ou quase indiferente, é nossa escola de amor.

Ali aprendemos o que fazer, o que não fazer. É nosso ponto de referência.

Por tudo isso, amemos a nossa família, agradecendo a sábia decisão de Deus ao nos reunir sob o mesmo teto.

Guardemos a certeza de que acasos não existem. Ninguém está na família errada, nem com as pessoas erradas.

Se reclamamos de pais excessivamente rígidos, examinemo-nos e verifiquemos o que seria de nós se eles não exigissem tanto de nós.

Pensemos em quanto nossa família é valiosa. Detalhes pequenos que fazem a grande diferença.

Lembremos do doce especial da vovó, das diversões com os irmãos, dos afagos recebidos na infância...

Recordemos das vezes em que adoecemos e tivemos os especiais cuidados dos familiares.

Agucemos a memória e lembremos de quantas vezes, depois de uma prova difícil na escola, afogamos o cansaço no regaço materno.

Pensemos em quantas vezes tivemos nossas lágrimas enxutas, nossos sonhos alimentados, nossas vitórias comemoradas... pela família.

Pensemos o que seria de nós sem esses seres especiais que Deus colocou ao nosso lado, ou nós ao lado deles, e que se chamam mãe, pai, irmão, avós...

Por fim, agradeçamos a Deus por essa nossa família onde nos compete aprender a amar, a dividir, a multiplicar.

Aprendamos a desculpar, a compreender, a servir e transformemos a nossa convivência familiar, difícil ou calma, amorosa ou fria, em momentos felizes.

Aproveitemos essa possibilidade de convivência, essa união de todos os que compomos esse pequeno - grande universo familiar.

Nossa família, nosso tesouro. Poderíamos viver sem ela?

Redação do Momento Espírita.

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