NO SUICÍDIO, A SEPARAÇÃO DA ALMA É BASTANTE DOLOROSA

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Nas mortes violentas, como nos acidentes, tendo em vista que nenhuma desagregação se iniciou antes da separação do perispírito, o desprendimento só começa depois da morte e seu término não ocorre rapidamente. O Espírito fica aturdido, não compreende seu estado, permanecendo na ilusão de que vive materialmente por período mais ou menos longo, conforme seu nível de espiritualização.

Nos casos de suicídio, a separação da alma é extremamente dolorosa. Constituindo o suicídio um atentado contra a vida, o sofrimento quase sempre permanece por período igual ao tempo em que o Espírito deveria estar encarnado. Além disso, as dores da lesão física provocada repercutem no Espírito. A decomposição do corpo e sua destruição pelos vermes são sentidas pelo Espírito desencarnado, conquanto tal fato não constitua regra geral. Há ademais o remorso, gerando sofrimento moral para aquele que decidiu desertar da vida.

O espírita sério, adverte-nos Kardec, não se limita a crer, porque compreende, e compreende, porque raciocina. A vida futura é para ele uma realidade que se desenrola incessantemente aos seus olhos, uma realidade que ele toca e vê a cada passo, e de tal modo, que a dúvida não pode ter guarida em sua alma. A existência corporal, tão limitada, amesquinha-se diante da vida espiritual. Que lhe importam os incidentes da jornada, se compreende a causa e a utilidade das vicissitudes humanas quando suportadas com resignação?

A alma se eleva então em suas relações com o mundo visível; os laços fluídicos que a ligam à matéria enfraquecem-se, operando por antecipação um desprendimento parcial que facilita a passagem para a outra vida. A perturbação conseqüente à transição pouco perdura, porque, uma vez franqueado o passo, para logo se reconhece, nada estranhando, mas antes compreendendo sua nova situação.


Fonte: O Consolador

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Tags: A, ALMA, BASTANTE, DA, DOLOROSA, NO, SEPARAÇÃO, SUICÍDIO, É

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Comentário de Elisamar Vicente da Costa em 27 abril 2017 às 14:48
Tive um caso muito recente na familia de suicidio...peço muito pelo meu querido mano.
Comentário de Aline quental em 27 abril 2017 às 0:20
Uma questão bem complexa, mas gera uma dúvida: E quem tenta suicídio mas não consegue obter o final, tbm terá dívidas ou problemas
Comentário de Elaine de Souza Gomes em 26 abril 2017 às 23:58

Uma questão muito delicada. Acho que depende da situação emocional, física, pessoal, que obviamente estão em colapso para que o individuo chegue a tal atitude. Muito mais forte do que a razão e os ensinamentos. Principalmente para os jovens nos dias de hoje. A pessoa não simplesmente decide quero morrer e se mata. São muitas forças atuando e atormentando, acredito que beira a loucura. Claro, temos que lutar mas muitas vezes somos vencidos e acredito que a espiritualidade trate cada caso com mto criterio. Tive um caso na familia e atinge a todos nós brutalmente. Triste.

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