Quando uma pessoa nasce no mundo material, ela deixa no mundo espiritual seus amigos e irmãos de alma. Esses espíritos sentem muita saudade de seu afeto que partiu numa nova e grande jornada dentro do reino da matéria.

No entanto, o nascimento de uma criança no mundo é motivo de imensa alegria para a maioria das pessoas. Todos parabenizam a mãe e o pai de um bebê que veio ao mundo.

O mesmo ocorre na morte do corpo físico. Quando alguém que muito amamos se despede da Terra e vai ao plano espiritual, muitas lágrimas são derramadas, muito sofrimento é gerado... e muita saudade fica entre parentes e amigos após a sua partida.

No entanto, para as almas simpáticas que o aguardam no plano espiritual e que integram a família espiritual daquele que regressou ao lar cósmico, esta chegada é motivo de imensa alegria e festa. O espírito que partiu há muitos anos ou décadas numa jornada material agora pode rever sua família de almas, todos os espíritos que o conhecem e o amam. Todos se alegram e lhes dão as boas vindas pelo feliz retorno à pátria espiritual.

Diante destes fatos, podemos questionar:

Por que o nascimento é momento de alegria e a morte é momento de tristeza?

E porque o nascimento é momento de tristeza e saudade no plano espiritual e morte é momento de alegria e reencontro?

Ambos são momentos diferentes, etapas distintas da grande cadeia do ser, que vai do nascimento à morte e da vida espiritual até seu retorno à vida material. Esse ciclo da alma se repete incessantemente, até que o espírito vá se depurando, se aprimorando, tomando ciência e adquirindo pureza, desenvolvendo a asa da sabedoria e a asa da humildade e moralidade. Cada fase no ciclo da alma deixa algo para trás, mas ao mesmo tempo inicia uma nova jornada de algo inédito, cheio de frescor e novidade.

Se as leis naturais funcionam assim... qual o motivo da tristeza e da alegria em estar perto ou longe daquele que partiu numa nova peregrinação entre dois mundos?

Para aqueles que ficaram no plano espiritual o nascimento de uma alma na matéria é, para eles, uma espécie de morte. A morte material é igualmente um nascimento para os espíritos, pois a alma regressou à pátria espiritual, como que nascida da matéria que há tanto podava sua percepção e sua verdadeira vida. Assim, todo nascimento é uma morte... e toda morte é sempre um novo nascimento. Nada se perde, nada se desfaz, nada se cria e todas as coisas sempre se renovam e renascem... tanto nos ciclos da natureza quanto nos ciclos de nossa alma.

Não sofra... pois que todos vivem. A vida é verdadeiramente eterna... mas ela ocorre em ciclos onde existe o início e o fim de novas jornadas, novos mundos, novas perspectivas que se abrem ao espírito que caminha pela eternidade.

Vida e morte são duas faces da mesma moeda, assim como perda e ganho, início e fim, chegada e partida, movimento e repouso. Tudo flui e tudo se harmoniza na perfeição divina.

(Hugo Lapa)

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