Sidney Fernandes – 1948@uol.com.br

Um pai percebe que seu bebê flutua. Não é perigoso, necessariamente, mas é muito perceptível, e outros pais de crianças que não flutuam acham estranho e errado. Então, o pai tenta impedir o filho de flutuar. Ele o mantém dentro de casa, enquanto cresce. Quando eles saem, ele tem seu filho na coleira e com sua mochila cheia de pedras.

Um dia, seu filho foge e flutua pelo playground. A criança está feliz, mas os outros pais no parquinho não. O pai arrasta o filho para longe e, em um momento de frustração, exclama:

— Por que você não pode simplesmente ser normal?!

Quando o pai percebe o quanto essa exclamação machuca o filho, ele se envergonha. Em vez de segurar o filho para se proteger dos pais de crianças que não flutuam, ele deixa o filho flutuar livremente.

Esta é sinopse de Float, um filme que não fala explicitamente de autismo e pode se aplicar a qualquer criança considerada diferente.

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Embora seja escassa a literatura sobre o autismo, sob o ponto de vista espírita, consegui obter preciosas informações de respeitáveis pessoas sobre o assunto.

Certa feita Chico Xavier foi procurado por um pai, cujo filho era autista.

— É preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe.

Com efeito, na visão espírita, a função dos pais de crianças autistas é criar uma ponte que desperte o interesse de seus filhos para este mundo.

No livro Autismo: uma leitura espiritual, o professor Hermínio C. Miranda explica que, em alguns casos, não resta à espiritualidade senão a reencarnação compulsória. O espírito acaba reencarnando mesmo contra a sua vontade.

Prefaciador da obra de Hermínio Miranda, o médico neurologista Dr. Jano Alves de Souza concluiu que sejam quais forem os mecanismos materiais envolvidos na gênese do autismo, indubitavelmente, sua causa inicial está nas experiências pregressas e nas necessidades cármicas do Espírito reencarnante.

Nessa mesma linha, defende o médico espírita Carlos Eduardo Sobreira Maciel que, via de regra, os espíritos autistas têm severos débitos passados, muitas vezes em situações de obsessão espiritual, com a necessidade de passes, tratamento desobsessivo e uso de água fluidificada.

No livro Loucura e Obsessão, Bezerra de Menezes afirma que as raízes do desequilíbrio podem remontar a tempos remotos. No afã de fugir do resgate de faltas passadas, das lembranças que os atormentam e de vítimas pretéritas, há espíritos que buscam o transtorno invasivo da alienação mental, através do autismo.

Afirma Richard Simonetti em seu livro Viver em Plenitude:

Há casos em que se consuma a reencarnação, mas o Espírito recusa-se à nova existência, originando um comportamento autista, como se buscasse esconder-se dentro de si mesmo.

Fácil concluir que reencarnar não é simples ligar de uma tomada. Há vários fatores que precisam ser harmonizados. Imperioso, sobretudo, trabalhar os pais para que se disponham ao encargo, evitando grave problema: a rejeição.

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Quando contamos com o conhecimento da lei de causa e efeito, irmã gêmea da reencarnação, que mostra que a origem das dores de agora está nos erros pretéritos, que o sofrimento de agora nada mais representa do que a colheita de plantação indevida do passado e que uma equipe especializada de engenheiros espirituais projeta e constrói os corpos, de acordo com a roupagem perispiritual e as necessidades evolutivas de cada espírito, fica mais fácil entender a justiça divina.

Fiquemos com Emmanuel:

Espíritos enfermos, passamos pelo educandário da reencarnação, qual se o mundo, transfigurado em sábio anestesista, nos retivesse no lar para que o tempo, à feição de professor devotado, de prova em prova, efetue a cirurgia das lesões psíquicas de egoísmo e vaidade, viciação e intolerância que nos comprometem a alma.

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