Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiritual?

ANDRÉ LUIZ: 
No mundo espiritual, decerto, a autoridade da justiça funciona com maior segurança, embora saibamos que o mecanismo da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio indivíduo.
Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais, em que magistrados dignos e imparciais examinam as responsabilidades humanas, sopesando-lhes os méritos e deméritos.
A organização do júri, em numerosos casos, é aqui observada, necessariamente, porém, constituída de Espíritos integrados no conhecimentos do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate, erro e corrigenda, psicologia humana e ciências sociais, a fim de que as sentenças ou as informações proferidas se atenham à precisa harmonia, perante a Divina Providência, consubstanciada no amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.
Há delinqüentes tanto no plano terrestre quanto no plano espiritual, e, em razão disso, não apenas os homens recentemente desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas vezes, arrastar a paixões e caprichos inconfessáveis.
É importante anotar, contudo, que quanto mais baixo é o grau evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades cabíveis e, quanto mais avançados os valores culturais e morais do indivíduo, mais complexo é o exame dos processos de criminalidade em que se emaranham, não só pela influência com que atuam nos destinos alheios, como também porque o Espírito, quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que mais ama, suplica por si mesmo a sentença punitiva que reconhece indispensável à própria restauração.

André Luiz, do livro "EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS”, Médium: Francisco Cândido Xavier

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Comentário de Nizomar Sampaio Barros em 14 outubro 2018 às 23:46

 

Embora a reconhecida inteireza da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, até o presente momento nunca tinha ouvido falar da existência de tribunais espirituais no Astral superior, a não ser nas regiões umbralinas, onde Espíritos trevosos arrogantes e endurecidos se arrogam o papel de juízes diante de humanos desencarnados que faliram. 

Segundo a Lei que preside o Carma, nós mesmos é que nos julgamos, gravitando inexoravelmente para as regiões astrais condizentes com o nosso estado psicomental, aí encontrando os processos de autojustiça compatíveis ou os aplicados pelos verdugos espirituais.

Tais processos, muitas vezes, encontram similaridade com os existentes no plano Físico ou assumem horrores inconcebíveis, desconhecidos por aqui. Tudo, porém, energeticamente, compatível com o grau da culpa adquirida, isto é, na medida e extensão adequada à purgação da Consciência. Porém, não há tribunal algum, quer astral ou nos moldes humanos. .

Há seres mais adiantados na Senda que, em conjunto, conforme seus altos conhecimentos, analisam tecnicamente o carma dos que padecem nas sombras ou desencarnados arrependidos com o fim de avaliar se podem ou não intervir, em nome da misericórdia divina, no processo de reequilíbrio dos mesmos, resgatando-os no caso dos primeiros ou indicando a melehor forma de penitência no caso dos segundos. .

No meu entender, não é concebível a existência de tribunais espirituais nos níveis superiores, quaisquer que sejam os seus aspectos de ação e organização..Talvez Conselhos formados por sábios dirigentes espirituais dedicados ao estudo do carma e em auxiliar a Evolução.

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