Julgando... baseado em que?

No último dia da criação, disse Deus: “ Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26).

Supondo sim que fomos criados assim, uma parte do Criador, logo concluímos que todos nós somos irmãos de criação e com os mesmos potenciais físicos e espirituais, não é mesmo?

Com estes pensamentos como base, gostaria de convidá-los a fazer uma reflexão profunda sobre cada ser vivo criado pelo Criador.

Começamos primeiro acreditando que ao nascermos no útero de nossas mães deu-se início a nossa existência. O referencial de tempo da formação de nosso ego, de nosso caráter, de nossa filosofia de vida, nossos sentimentos, culpas, medos, virtudes, estarão sendo formadas nesta única vida. As nossas escolhas e nossas reações estão, então, baseadas ao longo desta vida, o que faz com que o meio tenha uma maior influência sobre cada um de nós, logicamente. Ora, se formos criados no momento que nascemos na carne, estaremos tendo toda nossa formação espiritual a partir dali.

Nesta situação, usaremos como exemplo dois irmãos gêmeos que possuem a sua criação exatamente no momento que nasceram. Vamos supor que eles sigam caminhos diametralmente opostos. Vejamos, um torna-se um cientista e o outro um dependente químico. O cientista seria capaz de julgar as escolhas daquele que se enveredou no caminho das drogas. Afinal de contas, ambos foram criados iguais e ao mesmo tempo, e tiveram os mesmos pais como referencias.

Neste caso, a máxima do "não julgueis" não caberá de forma alguma. Poderemos julgar os nossos semelhantes sim, já que eu consigo me colocar muito perto daquilo que o outro é ou está.

Agora, vamos supor que nossa criação se deu há milhares (ou mais!) de anos, em um passado o qual não temos acesso direto. Podemos ter sido criados ao mesmo tempo, ou não. Também fomos criados da mesma fonte, e sendo, assim, com os mesmos potenciais físicos e espirituais. Entretanto, neste caso, estamos mergulhando na carne várias e várias vezes fazendo um percurso muito mais complexo. A cada vez que o espírito mergulha na carne, tem novos referenciais de pais, e carrega de alguma forma isso dentro dele.

Somente para título de ilustração e facilidade de entendimento, vamos supor que nossa primeira vida tenhamos sido um neandertal . Mesmo que nesta primeira vida, as escolhas que fiz tenham sido bem próximas daquelas feitas por todos, na próxima vez que estiver na carne as chances de diferentes escolhas ocorrerem irão aumentar gradativamente. Desta forma, me arrisco a afirmar, se acredito em reencarnações, que não existe um ser humano sequer que esteja igual, ou seja, que tenha as mesmas reações, vontades, culpas, medos, virtudes, etc.

Voltemos ao exemplo dos gêmeos. Neste caso, a escolha de cada um deles não foi baseada apenas nos referenciais desta única vida, mas em algo muito mais complexo que são todas as suas existências até este momento, vidas e mais vidas experimentadas, moldando egos totalmente diferentes para cada ser vivo deste planeta.

Neste caso, a máxima do "não julgueis" é completamente pertinente. Não há qualquer chance de julgarmos as atitudes de nossos semelhantes em criação, já quejamais conseguirei me colocar muito perto daquilo que o outro é ou está, justamente porque minha história existencial é diferente.

Para fechar esta reflexão, como espiritualista que sou, e acredito na segunda hipótese, de que nossa criação já seu há muito tempo, e que vemos tendo várias experiências na carne desde então, ouso afirmar que alguns leitores irão concordar com este texto, outros não irão entender, outros entenderão e acharão uma bobagem, só que cada reação e pensamento que formarão nas mentes serão individuais, e não podemos nem sequer imaginar o que seja isso, já que nossas histórias individuais são diferentes.

Sendo assim, julgar qualquer atitude alheia torna-se uma grande perda de tempo, já que não temos a menor condição de fazê-lo!

Escrito por Rafael Aidar

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Comentário de lidice castelani lima dos anjos em 1 julho 2013 às 12:05

maravilhosa reflexão meu amigo, muitas julgamos os outros e nos   esquecemos que poderemos fazer a mesma  coisa.  Muita  PAZ

Comentário de sueli rodrigues em 30 junho 2013 às 11:28

BOM DIA AMEI ESSA REFLEXÃO E NÃO TEMOS O DIREITO DE JULGAR NINGEM !!!!

Comentário de Neli Lopes da Silva em 29 junho 2013 às 19:03

Gostei muito da reflexão... Pois se quisermos buscar com toda nossa força e todo nosso empenho na busca de sermos a cada "encarnação" sermos melhores... ´´A exemplo de JESUS, jamais julgar o nosso próximo! 

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