Julgamento dos HOMENS - Redação do Momento Espírita, em 22.04.2021

Já afirmou Jesus e o Evangelista Mateus anotou: Um profeta só não é honrado em sua terra e na sua casa.

Na linguagem popular, dizemos que ninguém é reconhecido enquanto está entre os homens.

Isso quer dizer que ninguém goza de crédito entre os seus ou entre as pessoas no seio das quais vive. Exceções raras existem, é verdade. Mas, são exceções.

O hábito de se verem desde a infância, em todas as circunstâncias ordinárias da vida, estabelece entre os homens uma espécie de igualdade material.

Isso, muitas vezes, faz que a maioria deles se negue a reconhecer a superioridade num deles.

Alguém que saiu do mesmo meio que eles, de quem foram companheiros e cujas fraquezas testemunharam.

Também o orgulho não lhes permite reconhecer o ascendente do outro.

Quem quer que se eleve acima do nível comum está sempre em luta com o ciúme e a inveja.

Os que não têm condições de chegar onde aquele se encontra, se esforçam por rebaixá-lo, pela difamação, pela calúnia ou simples indiferença.

De outro lado, em geral, os que não privam da presença constante da pessoa, que o conhecem por seus escritos, seus quefazeres, o admiram.

Por não terem contato com ele, o idealizam acima da condição de Humanidade.

Parece que não deve ter falado nem sentido como os demais homens; que sempre se expressou de forma sublime, sem nenhum laivo de impaciência ou qualquer sentimento menos nobre.

A questão é mais ou menos semelhante, depois da morte. O que resta na lembrança das pessoas é o que subsiste. Por isso, agora tem o reconhecimento pleno.

E exatamente quanto mais longínqua se torna a lembrança do homem corporal, seus atos e seus feitos são mais admirados.

Isso explica porque aqueles cuja passagem pela Terra se assinalou por obras de real valor são mais apreciados depois de mortos.

São julgados com mais imparcialidade, porque, já tendo desaparecido os invejosos, cessaram os antagonismos pessoais.

*   *   *

Considerando essa forma do mundo agir, não se detenha em sua jornada de luz.

O que importa mesmo é fazer o que é correto, o que é bom, sem aguardar aplausos do mundo.

O que quer que nossa consciência assinale como o dever, a prestação de serviço, o bem, deve ser realizado, sem esperar dos homens o reconhecimento.

Sigamos o exemplo de Jesus. NEle, Seus compatriotas apenas viam o filho do carpinteiro, o irmão de homens ignorantes.

Não percebiam o que lhe dava superioridade.

Verificando Jesus que Sua palavra tinha menos autoridade sobre os Seus, que O desprezavam, preferiu pregar para os que O escutavam.

Todos aqueles a quem inspirava simpatia.

Se o Cristo foi desprezado, que não dizer de nós? Mas Ele não cessou Sua semeadura, nem estancou os jorros de luz.

Até hoje, Seus ditos e Seus feitos crescem em valor, tanto mais estudados e qualificados.

Ele é nosso Modelo e Guia. Sigamo-lO.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. XVII,
item 2, do livro 
A gênese, de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 22.4.2021.

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