História de uma vida - (fonte: grupo de gestantes das sociedades espíritas-SP- em 1.995)


Tudo começou como um dia, em minha mãe, num local bem protegido chamado trompa, dois elementos se encontraram: um de minha mãe, o óvulo, e outro de meu pai, o espermatozoide. Como dois apaixonados aproximaram-se e se abraçaram, tornando-se uma pequenina gota d’agua. Esse foi o dia mais feliz de minha existência. Recomeçava para mim o retorno à carne, depois de passar um longo tempo no mundo espiritual. Deram-me o nome de ovo. Eu era muito pequenino, muito menor do que um grão de areia. Iniciei, então, uma longa viagem. Empurrado para diante por algo semelhante a cílios, que desenvolviam movimentos delicados como os do mar quando beija docemente a praia, indo e vindo, cheguei enfim a um lugar chamado útero. Era um lugar macio, quentinho e notei não correr perigo. Sem muito esperar, fui me aninhando, agarrando-me firmemente em uma das paredes. Já contava com três dias de vida. Aos poucos, fui me cobrindo com uma membrana daquela mesma parede. Aos nove dias de vida, minha forma era a de um disco e tinha meio milímetro de diâmetro. Fui crescendo e aos doze dias de vida, já tinha o dobro do tamanho: e tinha meio milímetro de diâmetro. Fui crescendo e aos doze dias de vida, já tinha o dobro do tamanho: um milímetro. Recebi o nome de embrião. Comodamente instalado, fui formando uma almofada que se chamava placenta, para que melhor me pudesse alimentar retirando do organismo de minha mãe tudo o que precisava. Já estava com quase um mês. A expectativa de minha existência era muito grande. A ansiedade de minha mãe se transformou em pura alegria quando os testes deram “positivos”. Agora era meu pai a querer saber se eu era menino ou menina. Quando ele perguntou como será ele? Fui logo respondendo: tenho forma da letra c, e pareço como um cavalo marinho. Não sei se me ouviram mais o que sei é que redobraram cuidados e recomendações. Aos dois meses meu corpinho estava mais reto, minha boca mais formada, meu nariz começava a aparecer, meus olhos estavam mais desenvolvidos. Meu tamanho? Quatro centímetros. Meu peso? Cinco gramas. Aos três meses já tinha forma de gente... E o tempo foi passando. Emoção mesmo foi no dia em que mamãe pode ouvir o meu coraçãozinho bater. Sentia como se fosse uma mensagem para ela. E era mesmo. Era meu agradecimento por tudo o que ela fazia e pensava em mim. Ela esperava, papai aguardava e eu também. Como seria o nosso encontro? Seis, sete, nove meses. O médico marcou o dia de minha chegada. O meu enxovalzinho estava pronto e meu bercinho me aguardava. Última semana de espera. Hoje, me apresentei para toda a família. Que alegria! Meu primeiro dia de vida, nos braços de minha mãe.
Os filhos que nos chegam pelas vias da reencarnação são, quase sempre, Espíritos amigos com os quais já vivemos em outras eras. Chegam-nos, batendo a porta do coração, a solicitar entrada e, quando lhe permitimos o ingresso no seio da família, se enchem de felicidade. Podem ser comparados a aves pequenas que retornam ao ninho, após exaustivas andanças por outras terras, à procura de carinho, ternura e abrigo. Fiquemos atentos e jamais fechemos as portas do nosso amor a esses pássaros implumes, que nos buscam, desejando oportunidade para retornar a vida física.

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Comentário de sônia maria v guimarães em 22 março 2019 às 21:56

Que lindo , então foi assim que me tornei carne Deus isso sim é o milagre da vida então minha mãe nem sabia que eu estava ali , e eu já estava muito feliz por ter um lugarzinho onde iria crescer e chegar ao mundo muito feliz com minha moradia tão aconchegante e gostoso, estou muito feliz em saber como cheguei até aqui como DEUS é perfeito em tudo , obrigado Senhor Deus por ter permitido tão grande oportunidade de voltar ao seus braços    !!!!

Comentário de Benoni Martins em 22 março 2019 às 12:18

Ser mãe é ser anjo na carne, heroína desconhecida, oculta à multidão, mas identificada pelas mãos de Deus! (Hagar, espírito, no livro Dicionário da Alma).

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