Na época de Cristo existia um povo chamado fariseu, esse povo era composto dos Judeus mais influentes daquela época constituindo uma seita destacada do judaísmo. Seguiam as leis do Torá (antigo testamento dos cristães) ao pé da letra além das tradições orais que lhes tinham sido passadas. 

 

Os fariseus sempre queriam impressionar os outros com a sua justiça e correção e por isso faziam dela ostentação pública. Faziam isso até mesmo na sua maneira de se vestir. Usavam as tunicas mais alvas e com o melhores tecidos disponíveis adornadas com os adereços e franjas mais destacados de forma a mostrar que eram superiores.

 

Nas Sinagogas e nos mercados os fariseus mantinham ferrenha disputa pelos melhores lugares, afim de chamar atenção e mostrar o quão bom eram.

 

Eles insistiam em que os outros lhes dessem títulos especiais de respeito, quando os saudassem, porque queriam ser notados e admirados.

 

Por causa daquilo que faziam, os fariseus sentiam-se superiores.

 

Desta forma, munidos de toda ostentação de poder exterior, intimidavam os demais israelitas, que quase nunca conseguiam andar em conformidade com as leis "tradicionais" que os fariseus mantinham. 

 

Os fariseus eram cobiçosos e a cobiça quase sempre vem acompanhada da inveja. 

 

Os fariseus eram falsos, limpavam minuciosamente o seu exterior, mantendo uma aparencia hipocrita de cristalismo,  mas no entanto seu interior era negligenciado e repleto de sentimentos que os distanciava do Pai Eterno.

 

O preconceito e o orgulho impediam que se humilharem o suficiente para permitirem que o Senhor abrisse seus olhos

 

Mas Jesus veio para mostrar que esse não é o caminho ao céu. Não o céu judaico muitas vezes equiparado ao paraiso, mas sim o céu da felicidade interior. Pois a salvação e entrada ao céu esta dentro de cada um. O julgamento eterno é feito a cada dia e a cada ação individual, provocando assim a mudança no seu dia seguinte, onde as atitudes novamente podem te salvar ou te manter aprisionado ali.  

 

As crenças tradicionais dos fariseus, mesmo quando atentidas, não proporcionavam aos seguidores a paz interior e sim mais opressão em busca de mais poder e destaque perante esta lei. OU seja, quanto mais diferenciado um fariseu se mostrava, mais gostaria de ser numa busca infindável por poder diante dos outros. Essa atitude ao invés de libertadora aprisiona o indivíduo dentro de si mesmo e de suas crenças.

 

Jesus disse "Vinde a mim os cansados e oprimidos que eu vos aliviarei". Ao colocar por água a baixo os preceitos tradicionais de busca por poder e status proposta pelos fariseus JEsus mostrou o caminho pelo qual a paz interior seria atingida e isto só se dá seguindo os princípios pregados pelo Cristo.

 

O alivio então se dá ao vivenciar o amor a cada individuo como Ele nos ensinou. Desta forma, ao ser honesto, bondoso ao próximo e humildade nas atitudes e simples no viver te sentiras aliviado e desta forma se aproximaras do teu céu interior.

 

Mas os fariseus não acreditavam nisso e aqueles que estavam com o poder não queriam, de forma alguma, se afastar dele, pois assim haviam aprendido, que esta era a forma correta de se chegar a salvação. 

 

Quando o Cristo lhes acusava de manter uma maneira hipócrita de se viver calcada fuldamentalmente nos valores materiais de poder, os fariseus O acusavam de blasfêmia. 

 

Tamanha era a indignação dos fariseus com as mensagens e valores pregados por Jesus que solicitaram sua morte aos Romanos.

Você conhece algum Fariseu a sua volta? Que involto às leis tradicionais de poder e status, vestindo vestes que julgam fazerem deles superiores, acusam e difamam aqueles que não fazem parte do seu grupo? 

 
Se alguém já te entregou aos romanos alegando blasfêmia, saiba este pode ser apenas um Fariseu.

Vinicius Nóbile de Almeida

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