ENTES AMADOS
Emmanuel

Tema – No trato com os entes queridos
Referimo-nos aos entes amados como sendo tesouros do coração. Erigem-se na
existência, por bênçãos de Deus que nos enriquecem de tranqüilidade e reconforto. São
eles pais ou filhos, parentes ou companheiros, irmãos ou amigos que nos entretecem a
alegria de viver com o doce magnetismo da afinidade. Para eles voam os nossos
melhores pensamentos de carinho e previdência, tolerância e compreensão. Às vezes,
supomos encontrar neles as mais nobres criaturas da Terra e, no afã de testemunharlhes
a confiança e ternura, proclamamos o intento de subtraí-los às dificuldades
educativas do mundo, sob o pretexto de livrá-los de sofrimento e tentação. Decerto,
semelhante empresa é atenciosamente seguida na Vida Maior pelos instrutores
devotados que nos patrocinam a inspiração e a segurança.
A preocupação de prover as necessidades daqueles que estimamos não é tãosomente
legítima, é indispensável. E tudo o que pudermos ofertar-lhes em abnegação
redundará em sementeira de luz e amor a frutescer, um dia, em amparo e felicidade para
nós mesmos.
Habitualmente, contudo, um problema aparece na lavoura afetiva a que nos
consagramos: - tranca-se-nos o afeto, em torno das pessoas que a vida nos confiou à
dedicação e eis que elas, a pouco e pouco, se transformam em prisioneiras de nossas
exigências, sem que venhamos a perceber.
Quando isso acontece, passamos instintivamente a entravar-lhes o passo e a
influenciar-lhes, em demasia, o modo de ser. Daí nascem dificuldades e conflitos que é
imprescindível saber evitar.
Cada um de nós traz consigo realizações inacabadas, objetivos por atingir, tarefas
ou débitos diferentes que, na maioria das ocasiões, não nos permitem a comunhão
imediata uns com os outros.
À vista disso, os que desejamos tanto a felicidade das criaturas que se nos fazem
extremamente queridas, saibamos respeitar-lhes a independência – o dom da
independência que a Lei Divina a todos nos conferiu.
Auxiliemos nosso entes amados a serem eles próprios, com as faculdades que lhes
singularizam a alma. Devotemo-nos à construção da felicidade deles, com os mais
entranhados sentimentos do coração, mesmo porque as Revelações Divinas nos
conclamam incessantemente a amar-nos com entendimento recíproco, mas peçamos a
Deus nos ajude a reconhecer-lhes a liberdade, a fim de que escolham os caminhos e
experiências que lhes pareçam mais justos à jornada de progresso e elevação, sem que
haja cativeiro na vida, nem para eles nem para nós.

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Comentário de Benoni Martins em 26 abril 2018 às 10:16

Toda criatura possui consigo as sementes da sabedoria e do amor;  quando desenvolvê-las amplamente, conquistará as qualidades necessárias que se revelam na sublime personalidade dos filhos de Deus.

Comentário de adão de araujo em 26 abril 2018 às 9:47

Muito bom. Grato Benoni.

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