“Não existe maneira de ser a mãe perfeita,
e há milhões de maneiras de ser uma boa mãe.”
(Jill Churchill)

Favela de Orlando MattosSão elas amarelas, brancas, negras.
Amarelas tal qual o brilho do sol,
Brancas feito a maciez da neve,
Negras como o mistério acolhedor da noite.

São elas biológicas ou adotivas.
Nas primeiras, cresce-se antes na barriga.
Nas demais, cresce-se permanentemente no coração.

São elas fortes, corajosas e tolerantes.
Resignam-se diante das transformações do corpo,
Superam a ansiedade da espera,
Suportam as dores do parto.

São elas provedoras e guardiãs.
Oferecem-nos o sustento nutrido a partir do colo,
Concedem-nos a segurança reconfortante
De braços e abraços.

São elas instrutoras, professoras, educadoras.
Instruem-nos o aprendizado,
Conduzem-nos pelos caminhos,
Professam-nos sua sabedoria.

São elas advogadas, engenheiras ou arquitetas,
Domésticas, executivas ou médicas,
Defendendo nossa integridade,
Edificando nosso caráter,
Planejando nosso futuro,
Curando nossas enfermidades,
Menos do corpo, mais da alma.

São elas referência e reverência,
São elas exemplos e opiniões,
São elas a nos trazer à vida,
Embora não possam nos dar, a vida.

São elas Anas e Marias,
Rosas e Patrícias,
São elas mulheres,
Elas são...

Mães!

* Tom Coelho presta esta homenagem à sua mãe, in memorian, e a todas as mulheres: as que já são mães, as que ainda serão e aquelas que mesmo não pretendendo ou podendo sê-las, sempre carregarão consigo a semente da maternidade.

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