DA 'NORMALIDADE' À DEPRESSÃO (ENDÓGENA E EXÓGENA.)

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O Espírito Hammed diz: 

"Somos também natureza: possuímos as estações da alegria, do entusiasmo, da moderação e do desânimo, assim como as da primavera, do verão, do outono e do inverno"

De acordo com ele, não existe nada de patológico em alternar emoções, desde que não se fixe em alguma delas. 

Joanna de Ângelis, por sua vez, explica: 

"Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da normalidade é característica dela mesma. Todavia quando mesma. Todavia, quando tais ocorrências produzem infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando".

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Uma forma de abordar a depressão segundo a compreensão da Doutrina Espírita, é classificar suas causas em predisponentes(1) e preponderantes, conforme o faz o autor espiritual Manoel Philomeno de Miranda na obra mediúnica “Tormentos da Obsessão”.

O fator preponderante (causa principal que dá origem à depressão) é o próprio Espírito reencarnado: “O órgão doente reflete o desconforto do Espírito, em si mesmo insano, que manifesta naquela área a deficiência, a mazela que o afeta”. No Espírito se encontram “as condições indispensáveis para a instalação do distúrbio a que faz jus, em razão do seu comportamento no transcurso das experiências sucessivas” . 

Complementando essa informação, o espírito Joanna de Angelis, que em várias de suas mensagens trata da depressão, deposita no sentimento de culpa a fonte de desequilíbrio que predispõe o reencarnante à depressão endógena: “A depressão tem a sua gênese no espírito que reencarna com alta dose de culpa. Com a consciência culpada, sofrendo os gravames que lhe dilaceram a alegria íntima, imprime nas células os elementos que as desconectam, propiciando, em largo prazo, o desencadeamento dessa psicose”.

A depressão começa com a tristeza, a melancolia. As suas causas, porém podem estar em vivências passadas. O Espírito André Luiz, em “No Mundo Maior”, capítulo 4, oferece-nos subsídios para compreendermos o cérebro intoxicado. É caso do sujeito que assassinou o padrasto, roubou-lhe certa quantia de dinheiro, mas não deixou pista alguma à justiça. “Conseguiu ludibriar os homens, mas não pode iludir a si mesmo”. O padrasto, já no mundo espiritual, concentrando a mente na ideia de vingança, passou a segui-lo ininterruptamente. Daí em diante não teve mais sossego, por mais que trabalhasse e cuidasse dos seus familiares. 

Diz-nos Joanna de Ângelis: “Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento,[O indivíduo] torna-se joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao estado sombrio em que se homizia. A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser, lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual”. 

André Luiz cita nas suas obras que os estados da mente são projetados sobre o corpo através dos bióforos que são unidades de força psicossomáticas, que se localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus estados felizes ou infelizes a todas as células do nosso organismo, através dos bióforos. Ela funciona ora como um sol irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e faíscas destruidoras que desequilibram o ser.

Segundo Emmanuel, a depressão interfere na mitose (divisão) celular, contribuindo para o aparecimento do câncer e de outras doenças imunológicas, sobretudo a deficiência imunitária facilitando às infecções.

Segundo Emmanuel, a depressão interfere na mitose (divisão) celular, contribuindo para o aparecimento do câncer e de outras doenças imunológicas, sobretudo a deficiência imunitária facilitando às infecções.

Na depressão existe uma perda de energia vital no organismo, num processo de desvitalização. O indivíduo perde energia por dois mecanismos principais:

1.Perde sintonia com a Fonte Divina de Energia Vital: o indivíduo não se armando como deve, com sentimento de autoestima em baixa, afasta de si mesmo, da sua natureza divina, elo de ligação com a fonte inesgotável do Amor Divino. Além do mais, o indivíduo ao se fechar em seus problemas e suas mágoas, cria um ambiente vibracional negativo, que dificulta o acesso da espiritualidade Maior em seu benefício. 

2.Gasto Energético Improdutivo: o indivíduo ao invés de utilizar o seu potencial energético para desenvolver potencialidades evolutivas, vivendo intensamente as experiências e os desafios que a vida lhe apresenta, desperdiça energia nos sentimentos de autocompaixão, tristeza e lamentações. Sofre e não evolui. 

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(1)Os fatores predisponentes (fatores de influência, responsáveis pelo desencadeamento do processo depressivo exógeno)(2) devem ser citados:

• Fatores genéticos. Segundo o médico psiquiatra Jaider Rodrigues de Paula, “estão no perispírito as matrizes da depressão. Se o reencarnante traz insculpido no seu psicossoma as matrizes da depressão, elas influenciarão ativamente na seleção genética dos elementos que poderão viabiliza-la na vida física”. Na obra já citada,Manoel Philomeno de Miranda registra como se dá esse processo: “No processo reencarnatório, o Espírito imprime nos genes as suas necessidades evolutivas, desencadeando os distúrbios correspondentes ao processo de crescimento moral no momento adequado da vida física (...). Os genes registram o desconserto vibratório produzido pelas ações incorretas no futuro reencarnante, passando a constituir-se um campo no qual se apresentarão os distúrbios do futuro quimismo cerebral.Quando se apresentam as circunstâncias predisponentes, manifesta-se o quadro já existente nas intrincadas conexões neuronais, produzindo por fenômenos de vibração eletroquímica o transtorno”. Miranda cita os neurotransmissores serotonina e noradrenalina como elementos importantes que sofrem impacto dessas alterações.

• Problemas hormonais, em especial “os hormônios esteróides, estrênios e androgênios, relacionados com o sexo, que desempenham papel fundamental no humor e no comportamento mental”;

• Problemas de obsessão espiritual, na qual um espírito estabelece um processo de desequilíbrio no homem encarnado. “A obsessão se torna possível graças à ação do agente no campo perispiritual do paciente. A consciência de culpa do hospedeiro desarticula o campo vibratório que o defende do exterior e, nessa área deficiente, por sintonia fixa-se a indução perturbadora do hóspede. Em outras ocasiões, quando a culpa é de menor intensidade, o cobrador sitia a usina mental do futuro hospedeiro, que termina por aceitar a inspiração perniciosa, tendo início o intercâmbio telepático, que romperá o campo de defesa, facultando, assim, a instalação da parasitose. Esta, graças à sua intensidade, através do perispírito se alojará na mente, gerando alucinações, pavores, insatisfação, manias, exacerbação do ânimo ou depressão”Miranda explica que o cérebro que sofre a obsessão é bombardeado sucessivamente, “recebe as partículas mentais que podem ser consideradas como verdadeiros elétrons com alto poder desorganizador das conexões neuroniais, afetando-lhes os neurotransmissores como a serotonina, a noradrenalina, a dopamina e outros mais, aos quais se encontra associado o equilíbrio emocional e o do pensamento”.

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(2) Podemos dividir a "depressão" em três formas, de acordo com o fator causal:

- Depressão Reativa ou Neurose Depressiva: Esta depende de um fator externo desencadeante, geralmente perdas ou frustrações, tais como separação, perda de um ente querido, etc.

- Depressão Secundária a Doenças Orgânicas: Acidente vascular cerebral ("derrame"), tumor cerebral, doenças da tireóide, etc.

- Depressão Endógena: Por deficiência de neurotransmissores. Exemplos: depressão do velho, depressão familiar e psicose maníaco-depressiva.

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TERAPÊUTICA:

Há no indivíduo deprimido, alterações bioquímicas no seu cérebro que explicam todos os sintomas da depressão. São as deficiências de neurotransmissores tais como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Os medicamentos antidepressivos corrigem estas deficiências. Mas apesar de sua eficácia comprovada e do alívio e conforto para o paciente, trata-se ainda de um tratamento de “superfície”, de um tratamento das consequências da depressão no corpo físico.O indivíduo deprimido não deve deixar de buscar acompanhamento por profissional médico habilitado.

A terapêutica espírita recomendada é a fluidoterapia (passes),evangelhoterapia (autoconhecimento, reforma íntima, esforço para a vivência dos valores evangélicos) e, quando for o caso,acompanhamento via sessões de desobsessão.

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Fontes: 

°Trabalho apresentado no Seminário de saúde mental da AME-SP, no ano de 2006, em São Paulo, SP; e no II Congresso de Saúde e Espiritualidade de MG, em agosto de 2007, na Faculdade de Medicina da UFMG, em Belo Horizonte, MG. (Carlos Eduardo Sobreira Maciel, médico ).

°A depressão na Visão Espírita. - Wilson Ayub Lopes (Médico) AME-GO

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