Os vampiros existem. Nos filmes de terror, sugam o sangue das pessoas. Na vida real, sugam a nossa energia. Como reconhecer um vampiro quando ele aperece, ou como perceber se eu estou sendo vampiro na vida de alguém?
 

De um modo geral, os vampiros apresentam-se como pessoas demasiadamente simpáticas, muito abertas, totalmente confiáveis e, a sua maior marca, nos contando todos os seus problemas. Ele só não conta como doeu o tapinha na bunda que o médico lhe deu para que respirasse, quando nasceu, porque não se lembra. De resto, até onde o ponto em que sua memória conseguir evocar, ele vai lhe dizer todos os desatinos pelos quais passou. A partir deste ponto, a tônica da conversa com o vampiro será sempre esta: ele vai sempre monopolizar a conversa falando dos problemas dele. Qualquer coisa que você disser, não fará a menor diferença. O vampiro fingirá que deu alguma importância para, logo em seguida, redirecionar a conversa para os problemas e sentimentos dele. Normalmente, você sai da presença de um vampiro com dor de cabeça, algum desarranjo estomacal ou tontura.

O vampiro se mostrará, inicialmente, solícito e bastante disposto a te ajudar em tudo o que você precisar. Mas não se engane: ele não faz nada por caridade pura, pois tudo o que ele quer é sugar sua energia vital. Assim que sua confiança for ganha, de modo sutil e muito disfarçado ele vai cobrar de você tudo o que fez, fazendo-o sentir-se culpado caso você não lhe corresponda as expectativas, fazendo um jogo mesquinho de culpa. Aliás, esta é uma tática muito básica do vampiro. Outra tática de um vampiro é manipular as suas amizades, de modo que fiquem amigos dele também e , de certa forma, manter você "sob controle".

Nos filmes de terror, o vampiro que suga o sangue da vítima não se importa com os sentimentos dela. No mundo real, o vampiro que suga a sua energia também não se importa com os seus sentimentos: o vampiro cultua a idolatria do ego. O deus do vampiro é seu ego defeituoso, mesquinho e sempre carente da aprovação alheia.

Uma outra semelhança, e esta é muito importante. Geralmente, nos filmes de terror os vampiros só entram na vida de alguém se forem convidados. Na vida real, os vampiros sugadores de energia também só entram em nossas vidas quando convidamos. Não os convidamos abertamente, mas com nosso comportamento, especialmente a eterna necessidade de ser aceito e amado. Não que ser aceito e amado seja algo ruim; claro que não é. Mas quando eu sei que o Divino mora dentro de mim, sei que já sou aceito e amado por Quem mais importa. A partir desse momento, posso amar as pessoas sem a necessidade de retribuição, pois sei que o que dou a alguém, dou a amim mesmo, o que faço por alguém, faço por mim mesmo. Enfim, a falta de amor próprio é uma porta escancarada para a entrada dos vampiros. O amor próprio fundamentado na crença de que o Divino me ama é a melhor proteção contra os vampiros, porque me proteje contra o pensamento desajustado de que alguém me deve algo se eu fiz ou dei algo a alguém.Cuidado com o vampiro!

Muitas vezes, fiz coisas para as pessoas ou dei coisas tentando comprar a amizade delas. Quando fazemos algo assim, algum gesto de bondade esperando retribuição, estamos fazendo pelo motivo errado. Tudo o que consegui com este comportamento desajustado foi a presença de vampiros, que iam embora da minha vida assim que percebiam que minha energia não lhes estava mais disponível para ser sugada. Hoje, quando faço algo por alguém imediatamente evoco a consciência do Divino em mim: "Obrigado, Senhor, porque posso ajudar de alguma forma". Em seguida, apago o que fiz ou dei da memória, e sinto alegria em poder ter ajudado sem esperar nada em troca: o Divino já me deu, na consciência do Seu amor, a alegria de poder fazer o bem apenas por fazer, amando apenas por amar. A melhor proteção contra os vampiros é esta aqui, infalível, imutável e eterna, nas palavras do Cristo:

"Estou dizendo estas coisas com um propósito: que minha alegria sejam a alegria de vocês, e que a alegria de vocês amadureça. Este é meu mandamento: amem uns aos outros como eu amei vocês. É a melhor maneira de amar." (João 15.11-15)

Um vampiro quer um amor adoecido, que lhe abra canais para sugar suas energias. Este amor ensinado pelo Cristo, de amar por amar e sem esperar nada em troca, é proteção certa contra os vampiros. Nos filmes de terror, matava-se o vampiro com uma estaca no coração. Na vida real, os afastamos amando do jeito que o Cristo ensinou. Um amor desinteressado não interessa a um vampiro!

Um beijo no coração, e fiquem em paz com Deus, em nome de Jesus! Amém! Pastorzinho

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