Cremação: O Espírito Sente Algo caso o Corpo seja Cremado?

Você prefere ser Enterrado a ser Cremado?

Frequentemente as pessoas que pretendem ver seus corpos cremados após a morte, justificam tal providência por medo de:

– serem enterradas vivas;

– de presenciarem a decomposição de seu corpo;

– medo de “morarem” no cemitério.

Por outro lado, quem se recusa à cremação, se justifica com uma pergunta:

– E se no ato crematório eu ainda estiver preso ao corpo, o que acontecerá?

Sentirá um pavor muito grande, mas não dor, considerando que o corpo morto já não transmite sensações físicas ao Espírito.

Mas deverá experimentar impressões muito desagradáveis, além do trauma de um desligamento “forçado” do corpo, violento e extemporâneo.

Emmanuel, no livro “O Consolador” (1), esclarece:

 “Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo, onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material”.

O próprio Chico, em entrevista na extinta televisão Tupi, em 1971, transmite nova informação de Emmanuel:

Deve-se esperar pelo menos setenta e duas horas para a cremação, tempo suficiente, ao que parece, para o desligamento, ressalvadas as exceções envolvendo suicidas ou pessoas muito presas aos vícios e aos interesses humanos”.

Cientes ou não dessas informações espirituais, fato é que os cemitérios adotaram a providência de aguardar 72 horas (três dias). Após o velório e despedidas dos parentes e amigos, aguarda-se o tempo que resta para, só após, promover-se a cremação. Nesse meio tempo, o cadáver fica numa câmara frigorífica para evitar a decomposição.

É muito comum os Espíritas solicitarem aguardar 3 dias, mas existem famílias que solicitam até 7 dias.

“Importante reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da autorrenovação e da prática do Bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte, libertemo-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso corpo”.(2)

Fernando Rossit

Referências:

1-O Consolador-Emmanuel/Chico Xavier

2-Quem tem medo da Morte?-Richard Simonetti

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