Diante dos aberrantes comportamentos de cidadãos que pareciam irrepreensíveis na conduta moral, seja na administração do país, tanto quanto em grandes empresas comerciais e esportivas, não podemos ocultar os sentimentos de desconfiança e preocupação que a quase todos os brasileiros nos assaltam. A criminalidade atinge índices jamais previstos, fruto espúrio da miséria socioeconômica e moral, pela falta de escolas, de assistência hospitalar, de trabalho, de recreação, com excesso de tempo para os jovens, que é malbarato na violência, causando-nos horror.
O medo de ser a próxima vítima toma conta de cada um de nós, que vive a guerra não declarada dos assaltos e dos homicídios chocantes pela perversidade, fazendo que modifiquemos os hábitos que adquirimos com o direito de ir e vir agora interrompido pelo terrorismo urbano. Nesse quadro de desrespeito total aos valores éticos, o cristão pergunta-se como agiria Jesus se estivesse convivendo conosco neste terrível contexto? E a resposta seria a mesma que Ele deu ao fariseu que o interrogou com desfaçatez, tentando embaraçá-lo, quando Ele se referiu aos nossos deveres para com o próximo, interrogando-o: E quem é o meu próximo?
Com sabedoria exemplar, Ele narrou-lhe a Parábola do bom samaritano, que socorreu um judeu que lhe era inimigo, e fora desprezado por um sacerdote e um levita, auxiliando-o na estrada em que estava abandonado após ser assaltado, oferecendo-lhe socorro imediato e responsabilizando-se pelas despesas na hospedaria para onde o levou. Outra não pode ser a nossa atitude diante dos assaltantes e criminosos que enxameiam na sociedade, fazendo a melhor parte e confiando em Deus, trabalhando pelo retorno da dignidade e da honradez aos arraiais humanos. Apenas comentar o mal não é atitude saudável. Que, nesse báratro aparvalhante, não percamos a confiança em Deus, mantendo-nos honrados apesar dos exemplos degradantes que temos diante de nós.
Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião em 19-06-2015.
Mentores de Luz

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Comentário de Demerval Mendes Ferreira em 22 outubro 2015 às 16:02

Muito bem elucidada a ação do mestre; porque ele mais que ninguém faria e ainda faz o mesmo pela família humana. Por isso quero endossar a sugestão da atitude diante das circunstâncias que nos são ofertadas como cenário desse estágio na Terra. Mais que atores dessa amorável novela do existir somos também obreiros da exemplificação do bem que todos desejam infelizmente ainda, mais por egoísmo...
-Shalon Adonai!!!

Comentário de Nilza Garcia em 25 agosto 2015 às 18:35

GRATIDÃO!!

NYL

Comentário de eliane maria borges em 1 agosto 2015 às 20:11

Concordo!

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