BEM AVENTURADOS AQUELES QUE SÃO BRANDOS E PACÍFICOS

CAPÍTULO IX – BEM AVENTURADOS AQUELES QUE SÃO BRANDOS E PACÍFICOS

 

01 - Injúrias e violências - itens 1, 2, 3, 4 e 5.

Bem aventurados os mansos porque herdarão a Terra.

 

A Terra é um planeta de expiação e de dor, porém, depois de grandes transformações que se operarão, ela transformar-se-á num planeta de regeneração. Haverá mais estreita seleção de reencarnações.

Haverá menos lágrimas e dores. Enfim, a Terra será um planeta onde imperará maior felicidade.

Os brandos e pacíficos herdarão a Terra, porque eles continuarão nela, para o seu processo evolutivo.

Os rebeldes, os recalcitrantes, serão relegados a planetas menos evoluídos, onde ainda prevalece o choro e o ranger de dentes, preceituado por Jesus Cristo.

Os Espíritos não retrocedem na sua posição evolutiva, entretanto a mudança de planeta irá ocorrer, cumprindo-se a afirmativa de Jesus Cristo no Sermão profético: “esses dias de tribulação serão abreviados pelo amor de muitos”. O nosso planeta não poderá permanecer eternamente mergulhado no erro, porque, nesse caso, milhões e milhões de criaturas corretas continuariam a sofrer devido à rebeldia de outros milhões e milhões de errados. Por isso a reforma se dará e os errados reencarnarão em planeta de evolução menor, onde guardarão a lembrança de terem perdido o Paraíso (a Terra).

 

O Espírito renasce, encarna na Terra, impulsionado por nova esperança, decidido a enfrentar as provas que escolheu no campo do aprendizado.

Passa a infância física, atravessa a juventude com a melhor disposição íntima, para atingir a maturidade humana.

Começam a surgir os problemas e lutas maiores. Repontam as primeiras decepções. Acontecem os desencontros mais graves e surgem os compromissos amargos.

Enigmas do passado recente ou antigo, aparecem de improviso.

Aumentam as tentações e o Espírito vai identificando em si mesmo as mostras dos desajustes morais.

Credores impassíveis de outros tempos, que vivem na espiritualidade, em desequilíbrio, descobrem o seu devedor encarnado, e vêm cobrar-lhe, insuflando-lhe ideias nos seus pontos vulneráveis, que marcam a sua personalidade, e tudo isso acontece por se estar distante do Orar e Vigiar,

do Perdoar e Servir.

Daí o encarnado começa a ter as primeiras frases de pessimismo, os primeiros ares de tristeza, os primeiros traços de melancolia, os primeiros sintomas de frustração.

Porém, ao se apoiar em Cristo, orando, resignando, através do perdão e da humildade, da beneficência e do serviço, restaura-se mais facilmente, arrimado de compreensão e da fé viva que garantem serenidade e paciência.Os que se ausentam da realidade moral assumem fugas psicológicas - válvulas falsas para quebrar a pressão interior - e entregam-se imoderadamente ao álcool, ao tóxico, aos jogos de azar, às aventuras infelizes da sensibilidade, no domínio das paixões terrenas, que se fazem acompanhar de cativeiros e angústias. Gradativamente entram na condição de escravos dos próprios desregramentos,

e tornam-se tiranos dos outros.

É aí que se desencadeia o colapso de todas as resistências do Espírito, que se entrega então, em dolorosos processos obsessivos, à recapitulação de todos os erros do passado, para, de novo,mergulhar em pesadelos sinistros além da morte.

Permaneçamos em guarda contra nós mesmos.

O Cristianismo que nos tutela os votos de melhoria, surgiu nos caminhos do mundo para anular os rebates falsos do materialismo, dando-nos fortaleza e resolução para vencermos nossas tendências menos felizes

2

Seguir Jesus é refazer o destino!

Estudar os mecanismos da Justiça Maior, interpretar no tempo e no espaço, as causas profundas das aflições; tendo por bênção o incontestável esquecimento provisório das existências anteriores; entendendo sem dificuldade o imperativo da justa resignação; aceitando a função admirável do educandário terrestre e reconhecer igualmente, no cárcere da carne, a abençoada carteira escolar

em que se recolhem as lições e os valores para a nossa definitiva emancipação.

A mansidão imperturbável, no meio dos seres humanos, parece-nos muito difícil, pela largueza da ignorância que ainda alimentamos sob todos os aspectos da vida; mas não é impossível de ser adquirida.

No passar dos anos e dos séculos, sem que a interrupção do certo e do bem se faça, a mansidão passa a fazer parte do Espírito e, por consequência, do ser humano.

A lei impõe uma condição para o ser humano encontrar a mansuetude: que cada dia coloque no seu alforje um grãozinho de areia de autoaprimoramento, de autoeducação, de amor sem descanso, de fé revestida de obras, para que, no amanhã da eternidade, possa sentir o nascimento dentro e fora dele, da serenidade imperturbável.

É importante que o ser humano não esqueça que, desde os primeiros passos, com serenidade e confiança, começará a viver e a sentir a felicidade, oriunda dos primeiros raios do reconhecimento espiritual.

A bondade de Deus é tão grande que mandou mensagens de salvação, para que se possa sentir a Sua paternidade e acreditar no amor que se estenderá de uns para com os outros.

A serenidade, a mansidão que desejamos ser portadores é tesouro dos anjos que receberam das mãos do tempo, pelos impulsos de milênios incontáveis, sob as bênçãos de Deus.

Entretanto, esse tempo somente age quando abrimos nossos corações pela boa vontade, onde o esforço próprio

nunca falta.

E os milênios são como o calor Divino, que somente amadurece e harmoniza o universo interior, quando nos dispomos a respeitar e viver os princípios das leis que governam a todos.

As bênçãos de Deus são a execução da melodia celestial, que se irradia pela vivência da serenidade imperturbável.

Uma árvore para se manter de pé no solo que lhe dá a vida, estica suas raízes em todas as direções da terra, e os seus galhos obedecem ao mesmo esquema, no ar, para que, no centro, se avolume seu corpo ciclópico, com segurança.

Assim é a serenidade. Não pode ser fruto somente de dentro de cada Espírito, como não pode ser esforço só de fora. O que garante a brandura inalterável de dentro do nosso ser é o amor de Deus, que parte de dentro de nós em busca da sua manifestação para fora e que vem de fora para que se manifeste dentro das criaturas. Enquanto somos tomados pela insegurança, somos como

árvore mirrada que não pode demonstrar seus frutos, como valores de gratidão, ao agricultor que as adubou durante o seu crescimento.

Quando desejamos que cresça a árvore da mansidão dentro de nós, comecemos, cultivando-a sem cansaço, adubando os ideais elevados, e trabalhemos pela nossa paz e, também, a dos outros.

Sejamos benevolentes com o próximo e não esqueçamos a caridade onde passarmos.

Vamos servir sem interrogação e amemos indistintamente.

- Grande artífice da verdade! - Aqui estamos, nesta casa do Teu coração, como servos penitentes em busca da perfeição, e queremos encontrar os meios que nos fogem da razão.

3

Pedimos-Te a paz, Senhor, mas que ela não nos venha na expressão da preguiça.

Pedimos-Te a luz, mas não permitas, Senhor, que ela nos leve a cruzar os braços no conforto da claridade.

Pedimos-Te, Senhor, que nos ajude a perdoar, sem nos afastar daqueles que nos ofenderam.

Pedimos-Te, Grande força do Universo, dar muito amor, sem que ele exija nada de ninguém.

Pedimos-Te, Senhor, que nos dê o pão de cada dia, sem que esse pão nos leve ao egoísmo, e que possamos reparti-lo aos que têm fome.

Pedimos-Te, Senhor, consolação, porém nos ajude também a consolar os tristes e os desesperados todos os dias.

Pedimos-Te, meu Deus, Deus nosso, que a saúde se instale em nós, mas que não esqueçamos de ajudar os enfermos.

Pedimos-Te, Senhor, o teto, mas, ajuda-nos a abrir nossas portas aos desabrigados.

Pedimos-Te a Tua companhia permanente, todavia, ajuda-nos a acompanhar os deserdados, os órfãos, os atormentados, os viciados, os criminosos, os leprosos, os famintos da Tua luz, porque

sabemos que, sem esse convívio, de nada nos valerá pedir-Te o que almejamos.

Jesus - abençoa a nossa razão e clareia os nossos sentimentos, no afã de sentirmos a luz da verdade

e multiplicá-la pela presença dos nossos exemplos -.

Abençoa-nos a todos! Magnífico Mestre.

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec



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Tags: AQUELES, AVENTURADOS, BEM, BRANDOS, E, PACÍFICOS, QUE, SÃO

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Comentário de Joao Carlos Rodrigues de Faria em 17 março 2016 às 6:02
E a lei do amor.

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