Não é novidade para ninguém que não viemos ao planeta à passeio.
Não obstante toda a sua beleza, a Terra é um planeta que nos submete a vários tipos de provas, ao mesmo tempo em que nos concede muitas oportunidades de progresso e aprimoramento.
Alguns desfrutam de boa saúde física mas têm a alma enferma.
Outros são saudáveis de corpo e de alma, mas enfrentam turbulências financeiras ou conflitos no lar,
na convivência com pessoas difíceis.
Alguns são felizes no amor, encontram a pessoa certa para toda a vida, mas têm filhos que lhes
causam grandes dissabores.
Alguns têm polpuda conta bancária mas passam pela vida mendigos de carinho e de afeto.
Alguns nascem com um temperamento sereno, alegre e comedido mas são colhidos pela enfermidade degenerativa, quando não, pelo infortúnio das catástrofes naturais. 
Alguns conhecem os píncaros da glória e de lá despencam na ruína inesperada.
Quantos nascem com deficiências físicas que lhes forçam a grandes desafios para terem
uma vida normal e produtiva.
Quantos nascem na pobreza ou em meio aos conflitos da guerra. 
Quantos nunca souberam o que é carinho e aconchego familiar! 
Quantos não têm para onde ir ou para onde voltar!
Quantos estão num cárcere porque não puderam provar sua inocência!
Quantos estão cativos nos cárceres de seus próprios corpos limitados ou deficientes!
E assim, todas as pessoas têm a sua história para contar.
Histórias tormentosas ou histórias mais brandas, mas o fato é que ninguém pode dizer que nunca
foi visitado pelo sofrimento e pelas provas da vida.
Parece muito difícil olhar para as belezas e riquezas da Criação e tentar entender o motivo pelo qual
não escapamos das pequenas ou grandes provas, num universo onde tudo parece falar de ordem,
equilíbrio e coesão.
Mas se pudéssemos conversar com as flores de um jardim, elas nos diriam das dores que sentem
quando chega o jardineiro com suas tesouras e pesticidas.
Elas gritam e esperneiam.
Muitas plantas são arrancadas, podadas, recebem o veneno que parece mortal... e no entanto, após
algum tempo, o que se vê é um jardim resplandescente e viçoso.
Se pudéssemos conversar com o bloco de pedra disforme, ele diria que vê com horror o cinzel e o martelo que, sem dó nem piedade vão lhes tirando imensas lascas, mas ao fim do processo ele não será
mais um bloco disforme, mas valiosa escultura.
E se pudéssemos conversar com o ouro, ele diria que que espera com agonia o momento em que passará pela fornalha que o derreterá, mas que após esse processo, virará jóia ou artefato de raro esplendor.
Então, que saibamos suportar as nossas provas, grandes ou pequenas que sejam, porque elas apenas estão trabalhando o nosso potencial latente.
A exemplo do jardim, da pedra e do ouro, nós estaremos deixando para trás as ervas daninhas do
orgulho, as lascas da dureza de nosso coração. 
Ao passar pela fornalha de um grande sofrimento, estaremos queimando as nossas imperfeições,
estaremos deixando ir embora tudo que é supérfluo, efêmero e descartável para que a nossa verdadeira
e divina natureza aflore e vá tomando forma aos poucos, até que fique ao gosto do Criador. 
É o bordado visto de cima, como já dizia Damásio de Jesus.
Não fôssem as provas, muito pouco saberíamos de paciência, compreensão e humildade.
Não fôssem as provas, muito pouco saberíamos de perdão, fraternidade e amor incondicional.
Não fôssem as provas, muito pouco aprenderíamos ou poucos passos daríamos do ponto de vista
evolutivo porque pouco aprendemos quando os ventos sopram a favor.
Não fôssem as provas, continuaríamos predadores disfarçados no verniz da hipocrisia.
Portanto, ao enfrentar uma tribulação, é preciso que não se perca a esperança. 
É preciso que se creia que, por mais dolorosa e aterradora que seja, a tormenta passará.
Como diz Pietro Ubaldi em seu livro "A Grande SÍntese", mesmo quando dormimos e ignoramos
o destino vigia e sabe. 
É uma força instante a preparar o nosso amanhã que contém as mais ilimitadas possibilidades. 
Sugerimos também a leitura do Evangelho segundo Mateus, capítulo 5 (versículos de 1 a 48) onde as palavras de Jesus trazem imenso alívio e consolação para que, ao sermos visitados pelas provas da vida, não nos tornemos amargos ou revoltados nem percamos a esperança de um novo porvir.
 
Pense nisso...
 
 
Fátima Irene Pinto e Ariovaldo Andrade Jardim
 
 
 
 
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Comentário de Gilberto Toste da Gama em 27 setembro 2016 às 20:15

Gostei imensamente deste artigo,que para mim suou como poesia aos meus,ouvidos.Parabém.

Comentário de Alarico Pessoa Cavalcanti em 27 setembro 2016 às 12:34

Isto é a realidade da vida. Pense nisto!!!

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