Em entrevista para a TV Mundo Maior, o psicólogo e pesquisador espírita, Ildo Rosa expõe sua opinião acerca do Alzheimer na visão espírita.

Ildo Rosa — A doutrina espírita tem uma coisa muito bacana, que ela não vem demonizar as coisas; e quando nós falamos em doença, a primeira ideia que nos vem à cabeça é combater a doença, não necessariamente compreender a doença.

Aí a gente pensa “o que que seria o Alzheimer”, que não fosse você está numa casa toda iluminada e, de repente, você vai apagando cada cômodo… apagando, apagando, apagando… normalmente as pessoas que vão para esse diagnóstico começam a esquecer coisas que fizeram os valores que cultivaram que ao longo da vida.

Foram se dando conta que a colheita era muito pesada, muito desagradável. Então, as pessoas começam a fazer um esforço muito grande para tentar esquecer. Uma das coisas muito comuns e frequentes no consultório as pessoas dizerem: como que eu faço para esquecer tal coisa?

Essa “tal coisa” se tornou um dado biográfico como que eu faço para esquecer que eu pratiquei um aborto? que eu não respeitei meu pai, minha mãe? que eu extrapolei numa empresa e dei um golpe aqui e acolá?

E a maturidade faz você pensar sobre tudo isso. E o Alzheimer é um esforço que a pessoa faz para ir apagando esses registros que por não saber lidar com eles por não se perdoar, ela vai por esse caminho.

Nós nunca Pensamos a doença como algo que nos convida a refletir e elaborar sobre como nós estamos vivendo.

Vale a pena a gente estar se monitorando…para onde vão seus pensamentos? o que é que efetivamente eles constroem? em que faixa de frequência vibratória você se situa?

Porque quando você pega e um desses caminhos normalmente é difícil a gente aguentar o que nós mesmos produzimos. Conhece aquela fala do Evangelho: “a semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória”. E às vezes a gente lança algumas sementes, que na hora da colheita nós não temos a mesma dignidade para administrar.

E a doutrina vem dizer isso para gente: toda e qualquer doença ela só tem uma única função na sua vida, te reeducar.

E, não muito raro, as pessoas com Alzheimer são pessoas que tem o exercício da autoridade de uma forma muito dura, com pessoas que passaram pela vida de uma maneira muito assim, sabe “ou é do meu jeito ou não brinco mais”.

A visão espírita do Alzheimer — Um aprendizado para além da vida:

Ildo Rosa — Ele não vai retomar aqueles hábitos que tinha e não vai ter mais o domínio que tinha; não vai mais jogar xadrez como jogava antes; mas você pode ir ajudando como a gente faz com uma criança.

Os médicos vão dizer: a partir de tal etapa o quadro vai se agravar!

Se agravar para nós, que somos os cuidadores. Para a pessoa [com Alzheimer], não. Quanto menos memória, menos sofrimento. Para nós que temos a memória ainda muito ativa, parece um sofrimento muito grande, mas para o paciente não, pois ele não tem mais esse senso crítico.

Se a gente se a gente aceita as regras da vida nada dói. Eu costumo sempre dizer assim: nenhum de nós sofre pela causa todos nós sofremos pela interpretação. 

Então interpretamos o Mal de Alzheimer como mau! [entre outras doenças], Mal de Parkinson, mal de não sei das quantas… Por que a medicina codifica assim.

E aí eu tenho um amigo espiritual que nos fala assim: o “mal” é um bem mal interpretado.

Então, o Mal de Alzheimer é um bem mal interpretado. Porque o que importa é o aprendizado que o espírito vai fazer e não as provas pelas quais ele passa.

Fonte: Ildo Rosa

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Comentário de Demerval Mendes Ferreira em 8 maio 2018 às 11:40

Sim, tomara que seja um bem...

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