Alma querida! Batida pelo vendaval, sacudida pelas incertezas sob chuva de calhaus, sobre espículos cruéis.

É noite, e as sombras desenham fantasmas. Tu tremes, choras...

Dói-te o peito, represado de angústias e cambaleiam as tuas pernas fragilizadas.

Tuas mãos, sempre ágeis, descem e se negam a transformar-se em asas para voar.

Alma querida! Fita além da noite e verás, verás o amanhecer longínquo que chegará a ti, pleno de luz, apagando todas as sombras, diminuindo todas as aflições.

Não pares! Ergue a cabeça e avança, alma solitária e triste!

O Sol da eterna crença, avança no teu rumo, aguardando que sigas na Sua direção, no encontro, quando nimbada de luz, alma feliz, bendirás todas as dores, todas as humilhações, que são os tesouros imarcessíveis da vida, coroando-te de estrelas.

Almas queridas! Não canseis de lutar!

Cada um de nós é alma em reajustamento. Experimentamos aqui, outra vez, o seu quadro de testemunho, mas o nosso Modelo, quando aceitou a Cruz, transformou-a em dois braços que afagam e não numa trave hedionda de horror.

Ide! Avante, Almas queridas, bendizendo a noite com vossas preces, que se transformarão em estrelas, com vossas lágrimas que se converterão em pingentes de luar, para que nunca mais haja escuridão.

Deus vos abençoe, almas queridas!

São os votos da servidora humílima e maternal de sempre.



Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco

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