Abismo dos Suicidas -- História REAL ! Não faça isso !!!

Abismo Suicida. -  Jornada de quem se joga.

E foi assim, quando morri. Geral caindo... e dentro de si, um poço de escuridão.

Eu não imaginava que seria assim, afinal, o inferno nos atinge uma hora ou outra.

Mas um abismo infinito?

Não me lembro de morrer, só me lembro de estar caindo... ao infinito, e me agarrar a beirada.

A algumas horas me deparei com essa cena horrível, e é difícil lidar com pessoas em vida.

Imagina em morte? Vê-las caindo é como uma sinfonia diabólica.

Lembro do amor de minha vida, será que ela estaria caindo um dia?

Estou a dias observando isso, estou no meio do abismo e toda gritaria aumenta e diminui.

Aumenta quando passam por mim, diminui ao abismo que vejo caírem.

Não vejo chamas, demônios e nem sangue.

Nada de inferno como dizem... só uma queda infinita...

Nada acima é visível e nem abaixo, estou empatado aqui.

Acordei novamente, como sairei daqui?

Como cair sem coragem? Que agonia.

Centenas de pecadores caindo e logo eu... logo eu me agarrei a beirada.

Quem sabe o fim deste abismo? Eu não sei o que esperar dessa queda.

Cheguei na conclusão de que morri, mas me sinto vivo.

Porque esse abismo?

Sinto medo, frio, fome, raiva, tristeza, agonia, angustia, ansiedade, depressão, calor, dor e de tudo isso a solidão que me assola por não partilhar da queda como todos estão caindo de forma indeterminada e infinita, eles nunca param de cair.

Isso me dói.

Será que eu terei de cair também? Porque esse sufoco ao pensar nisso.

Eu penso em quanto irá doer uma queda dessas, mas se estou morto porque eu penso que irá doer?

Assim eu me mordo e dói. DÓI.

Como eu morri e ainda sinto dor? Se eu cair morrerei definitivamente?

Eu que já sofria em vida, eu que mentia e sorria.

Assim é torturante tomar esta decisão, pois ninguém se mata sem uma razão.

Porque eu imagino ter me matado.

Lembro de tanta coisa, tanta tristeza, tanto vazio... amores perdidos..

Sufoco... resume minha vida terrena.

Desculpa.

Eu não queria mãe, eu não queria pai.

A vida me fez fazer isso.

Foi um fundo do poço, sem direção para escapar.

Eu estava errado, sem desculpas... meu pior erro...

Isso me consome... eu ainda queria alguém para amar, olha só... alguém tão errado como eu.

Que mentia e sorria.

É tão difícil ser sincero e benevolente neste mundo, vocês entendem?

Era tão mais fácil pisar para se engrandecer e usar disso como alavanca para o sucesso, sabe...

Ferrando com os outros, era tão mais fácil...

Então eu só fiz, e no final fiz também.

Esse abismo... acho que estou ficando louco, ouço sussurros... de pouco em pouco fico cada vez mais louco.

Eles dizem pule, eu não quero pular.

Mas já pulei...

Eles dizem, não há volta... pule...

E eu tento resistir.... Mas porque conheço essa sensação de cair?

O que cair tem a ver comigo?

Sinto apenas que é um perigo, cair... o que cair tem a ver comigo? Porque?

Sinto o vento do último suspiro, flashbacks vem em mente.

Porque eu pulei? Choro e me pergunto frequentemente...

Agonia, agonia... mãe me ajuda....

Pai socorro...

Meus Deus o que foi que eu fiz? Me perdoe senhor... me perdoe....

Eu não consigo lembrar, mas sei que fiz algo errado...

Me arrependo, eu me arrependo...

Me ajude... por favor, eu irei me redimir... eu não quero cair...

Desculpe, meu senhor, eu errei... eu suplico por ajuda meu Deus,

Meu senhor Jesus, me guie senhor...

 

 

Uma luz fraca dizia em meus ouvidos

“Filho, é difícil a vida... pule.... Estou segurando suas mãos...”

Chorei. Chorei pois não queria pular.

E a voz insistia:

“Pule meu filho, estou contigo... confie em seu senhor Jesus, já não será necessária sua queda. ”

Adormeci chorando, sem coragem... como um covarde.

Continuei dormindo por longo tempo, até que uma voz veio novamente ao meu auxílio.

“Oh meu jovem amigo, tão cedo e veio a este abismo por seus próprios atos... Confie no senhor, pule e será resgatado.... Mas á beira do abismo nada podemos fazer”

E foi assim que criei coragem e pulei.

De início aquela sensação de queda, mas logo em seguida... meu corpo estava leve...

Leve como uma pluma... e um ser brilhante me segurava pelas mãos...

Ele havia enviado um anjo ao meu auxílio.

Então desmaiei... acordei aqui em uma colônia espiritual.

Assim foi minha caminhada ao abismo dos espíritos suicidas que se jogam das alturas...

Uma queda infinita. Não desejo isso a ninguém... que Deus me perdoe pelo meu erro...

Quer um conselho jovem? Não se mate

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Comentário de Dilermando Castro Lemos Costa em 11 fevereiro 2019 às 19:53

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Esse cidadão era um médico cirurgião na cidade de São Félix, interior do estado da Bahia. No dia 15 de agosto de 1951, o mesmo cometeu o suicídio, tinha eu na época 16 anos e o conheci pessoalmente. Hoje, ele opera espiritualmente no Templo Espírita de Tupyara, no Rio de Janeiro, e tem feito cirurrgias pelo Brasil inteiro. Que Deus o abençoe.

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