A Visão das RELIGIÕES sobre O CÉU E O INFERNO !

Na verdade, essa é uma visão maniqueísta, onde o ser humano, por mais que faça, acaba tendo, apenas, dois lugares para ir após a morte: ou irá desfrutar as delícias do céu ou irá experimentar os horrores do inferno. A razão nos diz que as virtudes que adquirimos são eternas e os defeitos que portamos são temporários. O objetivo do ser humano é trabalhar incessantemente para se aperfeiçoar, adquirindo valores morais e intelectuais que elevam o espírito a um patamar superior. Quando o espírito evolui de tal forma que ele possa viver em paz e desapegado das coisas materiais ele está no “céu”. 

Quanto um espírito é cheio de defeitos e apegado às coisas materiais, na maioria absoluta das vezes ele já vive no “inferno”. 

Como é fácil notar, céu e inferno não são locais geográficos, mas um estado de alma. O céu é um estado de perfeição espiritual conquistado individualmente pelo espírito, através de seu constante esforço, ao passo que o inferno é o estado mental que todo espírito carente de evolução permanece.

Por mais que os filósofos e religiosos tenham tentado achar palavras para conceituar Deus, a que consegue descrevê-lo em sua imensa perfeição é o vocábulo AMOR. Esse Deus de amor só pode ter criado os espíritos para um dia usufruírem da sua glória, e não para condená-los a sofrimentos eternos. A lógica e a razão nos dizem que as penas eternas são incompatíveis com a justiça do Pai. A criação do inferno cristão se origina das concepções pagãs das penas e gozos eternos, com uma grande dose de exagero. Deus condenaria sem piedade seus filhos que carecem de evolução a expiarem para sempre em regiões de dores e sofrimentos terríveis? Qual seria a lógica para Deus ter tanta ira?

O próprio Jesus Cristo, trazendo das alturas excelsas a Boa Nova nos deixou ensinamento contrário a esse pensamento. Disse o Mestre: “Ou qual de vós, porventura, é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, porventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem” (Mateus. 7.11).

Assim, fica claro que Deus em sua infinita bondade e justiça jamais condenaria seus filhos às penas eternas. É muito mais conforme à Justiça Divina entendermos que Ele dá, a todos os espíritos, tantas oportunidades quantas forem necessárias para alcançar a evolução.

Podemos descrever o inferno como um estado (passageiro) compartilhado por aqueles que experimentam um grau evolutivo inferior, que se inclinam ao mau e nele se comprazem. Esses nossos irmãos imperfeitos e sem conhecimento, estagiarão nesse estado de dores morais até que a Espiritualidade Superior lhes dê nova oportunidade no mundo físico, onde passarão por novas provas e expiações, até que se tornem homens e mulheres de bem, alcançando a perfeição.

A onipotência de Deus não pode sucumbir a um espírito inferior. Se Deus condenar um espírito ao fogo eterno estará dando sinal de que não pode tirar a ignorância daquela criatura e, portanto, já não pode mais ser considerado como Todo-Poderoso. É claro que temos o livre arbítrio e podemos escolher qual conduta iremos seguir. Mas, evidentemente, a grande maioria dos erros ocorrem por falta de conhecimento e não por escolha livre e consciente.

Portanto, se o Cristo disse que não é da vontade do Pai Celestial que nenhum dos homens se percam, mas que todos cheguem ao conhecimento da verdade, por evidente, que essa vontade do Criador irá se cumprir. Se o homem não quiser evoluir por sua vontade, a força das circunstâncias o fará caminhar na direção da perfeição.

A visão do inferno é, pois, finita. Se a pessoa for para um lugar de dores ela estará estagiando na busca do conhecimento. Quando o arrependimento chegar, e esse espírito levantar os olhos e pedir socorro, tendo vontade de se melhorar, obviamente que receberá a oportunidade de regeneração.

E o Deus de Amor, que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, nos guiará na marcha evolutiva para um dia sermos perfeitos e, aí sim, podermos nos sentir no céu. Não o céu da contemplação e ociosidade eterna, mas o céu do trabalho edificante na ajuda aos nossos irmãos que ainda se demorarem no estágio inferior da evolução.

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Comentário de marlene dos santos e santos em 3 maio 2016 às 19:22
muito bom.

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