A FUNÇÃO DOS GUIAS E AS OBRIGAÇÕES DOS MÉDIUNS

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PERGUNTA: — Alguns médiuns com os quais temos tido contato em vários Estados do país deixaram transparecer-nos que são missionários em tarefa sacrificial a favor do progresso da humanidade.

Alguns deles queixaram-se do mundo adverso da Terra, onde se sentem desajustados, mas precisam desempenhar o seu serviço messiânico. Que dizeis disso?

RAMATIS: — Os médiuns, em sua generalidade, são criaturas portadoras de grandes débitos do passado.

Em vidas pregressas abusaram do poder e da influência magnética sobre os encarnados, servindo-se de sua inteligência avançada para concretizar empreendimentos mercenários e quase sempre de absoluto interesse pessoal.

Muitos fugiram aos compromissos assumidos para com o povo ou despenharam-se nos abismos da vaidade, do orgulho ou da vingança impiedosa. Mas, apesar da correção com que se distinguem no desempenho de sua tarefa mediúnica, não é difícil identificar-lhes os resquícios prejudiciais do pretérito e a exagerada susceptibilidade que ainda manifestam no trato com o próximo.

Há médiuns que se irritam facilmente quando são contrariados; buscam as primeiras posições, exigem o comando dos trabalhos espíritas e estimam profundamente o prestígio pessoal no ambiente de que participam. Sentem-se humilhados quando devem se submeter a outros confrades de menor envergadura cultural, e tudo fazem para fugir das situações que os conservem no anonimato.

Raros submetem-se à disciplina sensata dos postulados codificados por Allan Kardec, e alguns deles alegam que os seus princípios já passaram do tempo.

Mesmo quando se trata de espíritos inteligentes e cultos, o amor próprio ainda lhes grita profundamente no âmago da alma quando recebem qualquer advertência alheia.

Algumas vezes reproduzem na seara espírita os atos insensatos do passado em novas cópias-carbono, e os mais exaltados e inconformados afastam-se imediatamente dos labores espiríticos onde predomina a disciplina doutrinária cardeciana.

Mais tarde, por espírito de desforra ou de rebelde personalismo, eles preferem cultivar exotismos mediúnicos à distância dos postulados espíritas já consagrados por um século de experimentação.

Os mais abespinhados e soberbos rompem as algemas disciplinadoras de sua vaidade e orgulho, e desforram-se protestando que não foram suficientemente compreendidos nas suas "boas intenções".

No passado, eles pontificavam das altas posições políticas ou sociais, impondo sua vontade aos menos aquinhoados de inteligência e deixavam de cumprir as promessas demagógicas que arrebatavam multidões.

Então a Lei Justiceira os obriga hoje a servir às massas que subestimaram e aguilhoa-os com insistência, a fim de saldarem suas dívidas pregressas para com a contabilidade divina.

Poucos médiuns reconhecem-se em prova e reparação cármica, pois a maioria considera a obrigação mediúnica como sendo fruto de sua elevada graduação espiritual ou eleição missionária, esquecendo-se de que missionários, na realidade, foram Antúlio, Hermes, Buda, Crisna, João Batista, Francisco de Assis, Allan Kardec, Ghandi e, acima de todos, o inconfundível Jesus.

DO LIVRO: "MEDIUNISMO" ditado pelo espírito Ramatis atraves do médium Hercílio Maes

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