Filmes de ação, comumente, têm heróis que apanham, são ingênuos, pouco se defendem, quase morrem para, então, no último momento vencerem os que tripudiaram sobre eles. Este é o estereótipo da bondade hollywoodiana.

Tal modelo faz questionar as razões pelas quais a ficção idealiza este tipo de herói que não mostra força e poder até tudo estar do pior jeito e o sacrifício para alcançar a vitória seja muito maior. Talvez seja assim porque “a arte imita a vida” (Aristóteles, filósofo grego, 384 a.C. à 322 a.C.).

A vida, realmente, mostra que muitos “homens bons”, que não fazem o mal, são fracos por não agirem, corajosamente, preferindo o imediatismo à construção do futuro, por terem um instinto de autopreservação individualista mais intenso que o de solidariedade ao que é coletivo.

O que enfraquece os “homens bons” é que a bondade inativa não luta para superar as dificuldades, acomodando-se às piores situações. Afinal, a bondade verdadeira é inclinada a pensar no todo e sabe que o que é bem feito a ela retornará, não precisando ser egoísta. A bondade é calma, mas não é tola, não se permite enganar – ela trabalha.

Aliás, o Espiritismo tem duas assertivas que fazem refletir sobre essa questão:

Em O Livro dos Espíritos, questão 642, o codificador Allan Kardec pergunta: “Será suficiente não se fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar uma situação futura?”. A resposta, proveniente do mundo espiritual, diz “Não; é preciso fazer o bem no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer”.

Na mesma obra, questão 932, Allan Kardec questiona: “Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?” A resposta indica a responsabilidade dos bons pelo atual estado que vivemos – dizem os espíritos: “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

É preciso mudar a crença! Muitas pessoas boas ainda se sentem fracas, agem timidamente, pensam que basta não fazer o mal, não reconhecem sua força, falta-lhes vontade para a luta. O planeta está à deriva de atitudes, há mais comodismo que esforço por um mundo melhor; na prática tornamo-nos materialistas, faltando-nos o verdadeiro mergulho na bondade que semeará um melhor amanhã para todos.

Vania Mugnato de Vasconcelos

Fonte: Agenda Espírita Brasil

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