Embora encontremos no Movimento Espírita o pensamento do senso comum estabelecendo que cada fulano vem à Terra para encontrar uma certa “beltrana”, ambos devidamente definidos um para o outro, desde o além, as coisas não se passam exatamente assim.
"Somente aos espíritos dotados de expressivos valores morais", é permitido a escolha, a seleção, o condicionamento do núcleo familiar com quem irá casar-se ou viver afetivamente na Terra. A livre escolha é quando o indivíduo deseja realizar certos ministérios que lhe exigem entrega total. Geralmente são afetos do passado. Neste caso chamamos de prova.
Faltando esses valores, "nos espíritos de pouca evolução (a maioria), a escolha é estabelecida pelos Espíritos Mentores" que sabem o que será melhor para o progresso e a libertação gradual dos seus tutelados. Trata-se de expiação. Muitas vezes, quando encarnados, desviam-se da pessoa ou do tipo de pessoa que lhe foram planejadas. Exemplo: casam-se com outras pessoas, abortam, diminuem o número de filhos que se comprometeram ter, etc.
Quando os desencarnados, na erraticidade, estão pensando no próximo retorno aos campos terrenos (reencarnação), os Mentores Espirituais costumam se reunir para tratar da questão. Essas reuniões, diálogos e entendimentos só acontecem quando se trata de Espíritos com maturidade suficiente para compreender o que seja melhor para si, na caminhada evolutiva. Os mentores colocam os prós e contras, ou seja, as conquistas, débitos, ações complicadoras, e virtudes trazidos das encarnações anteriores. Avaliam os modos de vida que lhes propiciarão liberação rápida ou lenta, verificam suas condições para suportar uma ou outra vereda provacional-expiatória, e estabelecem, desde então, com que “tipo” de indivíduo e não com que indivíduo deverão se encontrar. É desses entendimentos e ajustes que cada ser, que se prepara para o grande retorno ao cenário da matéria densa e que características deverão ter suas relações conjugais, filiais, pater-maternais, ou seja, que caráter deverá ter a esposa ou o esposo, o pai ou a mãe, os filhos, propiciando-lhe oportunidade de expiar o que deve alcançar as virtudes das quais carece, ajustando-se ao contexto das leis do Criador.

- J. Raul Teixeira 

Exemplo de Richard Simonetti: Há espíritos que renascerão em corpos masculinos e necessitarão de esposas exigentes, disciplinadoras, sem grandes demonstrações emotivas, em razão da equipagem que trazem do pretérito. Outros deverão encontrar esposas afetuosas, emotivas, românticas e liberais. Outros mais precisarão de companheiras nas quais se misturem essas várias nuances do caráter; há os que reencarnarão com corpos femininos e que, por sua vez, carecerão de esposos, de companheiros portadores de tipos de caráter como os apontados acima. Uns serão esposos rígidos, policiadores, dominadores, afetivamente frios, outros serão sensíveis, amigos, parceiros, atenciosos ou que experimentem no modo de ser combinações dessas características.
Dadas as necessidades, os espíritos são preparados para renascer em novo corpo físico em determinada família cujas características melhor atendam ao reencarnante, seja em termos biológicos, sociais, econômicos ou morais.
A família terrena tem, então, grande importância no processo da reencarnação de cada espírito. Nela este encontrará o que lhe seja necessário para podar os males do caráter, quanto para conquistar as virtudes que lhe faltam.
Caso não consiga perceber essa função divina do grupo familiar, o reencarnado poderá complicar-se ou complicar-se mais, fazendo-se devedor desse benefício que lhe foi concedida pela vontade amorosa de Deus, da qual não fez bom uso.

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Comentário de Paulo Roberto Daguer Rubin em 14 maio 2016 às 18:47

Se alguém encontrar alguma informação na literatura ou souber de alguma comunicação nova, seria interessante adicionar aqui para a gente aprender. Grande abraço a todos

Comentário de Paulo Roberto Daguer Rubin em 14 maio 2016 às 18:46

Meus irmãos: muito boa esta troca de ideias, realmente não tenho informações exatas sobre este assunto, mas talvez seja possível espíritos muito atrasados prepararem reencarnação de outros no mesmo nível (mesmo assim, neste caso, o objetivo é submeter os que vão conviver com eles à expiação e prova e, em relação aos próprios irmãos atrasados reencarnados, mesmo tendo sido planejado por outros iguais a eles, mesmo assim eles vão evoluir. Com certeza, todos sem exceção vão chegar aos níveis mais altos, só o tempo é q varia de acordo com o procedimento de cada um.

Comentário de eliane maria borges em 10 maio 2016 às 15:45

Prezado irmão Hilário Antunes, acreditar que organizações do mal poderiam intervir nos processos reencarnatórios, seria a mesma coisa que admitir que que o Universo seria comandado ou seja criado por dois seres ou entidades , uma voltada para o bem que seria nosso Deus Pai muito amado , o outro a tão falada figura criada por outras religiões denominado como diabo ou qualquer coisa assim, Acredito eu que Deus nos criou á todos da mesma maneira , simples e ignorantes  e que nos quer um dia evoluídos juntos com ele , e, para isso ele dará a chance a todos  em igualdade de condições , se alguns irmãozinhos se desviaram do caminho do bem e ainda se acham atrasados , foi por conta de usarem seu livre arbítrio  de maneira equivocada , mais acredito que todos , sem exceção  nem regra  chegaremos ao proposito á que Deus nos criou ou seja da evolução, como acredito que o mal também se faz necessário no processo evolutivo. Olha não sei de muita coisa não , só procuro estudar um pouquinho e sou apaixonada por nossa doutrina irmão e se você tiver mais informação a esse respeito gostaria de conhece la, pois é sempre bom aprendermos mais um pouco. Paz e luz...

Comentário de Hilário Antunes em 11 maio 2015 às 23:50

   Bem, Paulo R D Rubin, mais ou menos essa era minha interpretação a respeito, até que li numa certa obra, já há algum tempo, não tenho certeza, mas acho que de autoria de Ramatis, que as organizações do mal também têm condições de providenciar reencarnes de espíritos afins com missões, obviamente, para o mal, inclusive até com total e completa assistências dos seus mentores para que consigam o planejado no processo reencarnatório.

   Pensando de uma forma puramente lógica, não acho incoerente a possibilidade de isso realmente poder acontecer, já que, imagino, se trata de aspectos técnicos de todo um processo; por que eles não poderiam também ter acesso aos recursos técnicos que a espiritualidade dedicada ao bem possui? Não é voz comum da espiritualidade que os espíritos dedicados ao mal têm laboratórios de pesquisas extremamente avançados para o desenvolvimento de novas técnicas e aparelhos para sua prática?

                                                                                                       Um grande abraço.

  

Comentário de Paulo Roberto Daguer Rubin em 11 maio 2015 às 18:21

Opinião (pessoal, nunca li nem recebi nenhuma informação exata sobre isto), de acordo com o que Hilário Antunes escreveu: IMAGINO que TODAS as encarnações são planejadas por espíritos elevados, esclarecidos, no sentido de colocar provas para tentar fazer o que está encarnando evoluir, progredir.

Comentário de nilza reis ribeiro de paiva melo em 10 maio 2015 às 17:54

Aceitamos essa explicação.  Assim, entendemos que devemos treinar o pedido de perdão ( a nós próprios) e aos demais porque temos ajustes a fazer.  Os espíritos de pouca evolução, como os de maior evolução, todos estão submetidos à Lei de Causa e Efeito. Então, é preciso que nos lembremos de compreender e desculpar o próximo, sem guardarmos sentimentos negativos, que tanto  nos prejudicam . Os mentores espirituais - nossos professores no astral - podem nos avaliar com compaixão e amor, para nos encaminhar às"salas de aula compatíveis...."

Comentário de Hilário Antunes em 10 maio 2015 às 9:15

   Interessante e importante esses enfoques de Raul Teixeira e Richard Simonetti.

   Ressaltando "nos espíritos de pouca evolução (a maioria), a escolha é estabelecida pelos Espíritos Mentores" que sabem o que será melhor para o progresso e a libertação gradual dos seus tutelados, me retorna uma questão antiga, sobre a qual a literatura espírita não aborda, ou, pelo menos, eu ainda não encontrei. Talvez haja algo nas obras de Robson Pinheiro (muitas que tratam do mundo mais inferior), mas como não as li, não sei se lá se encontra algo a respeito. Trata-se do seguinte:

   Conforme o texto acima, aos espíritos de pouco evolução (a maioria) é, compulsoriamente, programada uma reencarnação nos moldes que melhor lhe forem convenientes, segundo os espíritos mentores estabelecerem.

   Bem, e quanto aos espíritos "extremamente atrasados moralmente", isto é, aqueles muito cruéis, muito comumente chamados "trevosos' e que vivem sob organizações dedicadas única e exclusivamente ao mal.

   Aí a minha dúvida: essas organizações, através desses "mentores do mal" também tem a capacidade de organizar e determinar programas reencarnatórios?

  Se sim, estaria esclarecida a reencarnação de espíritos tão inferiores como às vezes se observa.

   Se não, seriam somente os 'mentores do bem" que organizam as reencarnações, compulsórias ou não; mas, então, também são eles que dão oportunidades a esses espíritos muito inferiores de virem em novas encarnações, neste orbe, com grandes possibilidades de se perderem ainda mais, com direta interferência (prática do mal) nos demais que aqui também estão tentando se melhorar?

   Gostaria de ouvir opiniões.

                                                                Muito grato.

 

Comentário de marcia leonides lima loureiro em 9 maio 2015 às 23:26

Muito bom! Gratidão!

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