A ESPIRITUALIDADE E A REENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS

Há tempos temos recebido perguntas sobre a espiritualidade dos animais. Para tanto, empresto as ponderadas palavras do médico veterinário Marcel Benedeti, fundador da Asseama (http://www.asseama.com.br/index.html), e que teve toda sua breve vida dedicada a esclarecer as pessoas (inclusive os espíritas) sobre a necessidade de respeitar os animais, até seu falecimento no início do ano de 2012.

Benedeti publicou sete livros: "Todos os Animais Merecem o Céu"; "Todos os Animais São Nossos Irmãos"; "Animais no Mundo Espiritual", "A Espiritualidade dos Animais"; "Histórias Animais que as Pessoas Contam, Errar é Humano – Perdoar é Canino", "Os Animais Conforme o Espiritismo"; "Animais: Tudo o que Você Precisa Saber", e o último "Os Animais conforme o Espiritismo".

Sabemos que os animais têm espíritos e sentimentos e, como nós, estão passando por um processo evolutivo. Nós, buscando o aperfeiçoamento moral e espiritual; eles, evoluindo nas diversas espécies.

Quanto a questão da reencarnação dos animais, no "Livro dos Espíritos" temos na questão 598:

– A alma dos animais conserva depois da morte sua individualidade e a consciência de si mesmo?

“- Sua individualidade, sim, mas não a consciência do seu eu. A vida inteligente permanece no estado latente.”

Os animais são como nós: quando morrem, também são encaminhados para a dimensão espiritual e são acolhidos por equipes que os tratam e alimentam. Isto porque Os animais são mais ligados aos hábitos alimentares que os humanos e, então, apesar de não precisarem para manter seus corpos físicos — que não possuem mais —, são alimentados.

Os animais são agrupados por afinidade, para evitar as disputas que são comuns também neste plano. Eles mal distinguem as duas dimensões. Para eles estarem aqui ou lá é a mesma coisa. Por isso, um cão que deteste gatos, ao se deparar com um deles lá, o atacaria e o outro tentaria defender-se, usando seus instintos que estão impressos no seu corpo espiritual.

Se tivéssemos uma boa vidência, notaríamos, talvez, a presença de espíritos de animais à nossa volta, pois eles transitam facilmente entre as duas dimensões sem distingui-las.

Aliás, outro aspecto próprio dos animais é sua vidência. Eles são naturalmente videntes. Eles vêem espíritos de seres humanos, por exemplo, que nós mesmos veríamos com dificuldade, sem distinguir praticamente em que dimensão estão vendo. Tanto vêem a nós quanto aos espíritos que estão ‘em outras dimensões'.

Quanto à vida dos animais entre nós, cada qual tem seu roteiro de aprendizado, e, ao final de algum estágio, é necessário iniciar outro. E para atravessar para a fase seguinte, é necessário passar pela experiência da desencarnação.

As situações onde haja sofrimento fazem parte de seu aprendizado ou de seus donos. Nisto não podemos interferir, assim como não o fazemos em nossa própria vida.

Mas o importante nessa dinâmica é a possibilidade de reencarnação também dos animais. Embora não tenham o livre arbítrio dos espíritos humanos, poderão amadurecer e retornar como animais mais evoluídos, com maior grau de sociabilidade. Este processo se repete sucessivamente e o espírito animal vai de estágio em estágio até se tornar próximo dos humanos, com quem aprenderá para que, em futuras encarnações, seja um ser humano, a princípio primitivo como os macacos, por exemplo.

Pode haver um lapso de talvez centenas ou milhares de anos antes que cheguem à fase de individualidade em que nos encontramos. Antes de reencarnarem, conviverão muito conosco para aprenderem como agir e como pensar da forma como pensamos. Quando se sentirem humanos, estarão prontos a estagiar em nosso meio.

Inicialmente poderão reencarnar como pessoas que têm pouco desenvolvimento intelectual, podendo ser também um tanto agressivas.

Alguns possuem instintos animais ainda muito aguçados, dando excessiva importância ao sexo e ao apetite.

Podem ser egoístas e territorialistas.

Importante é que saibamos que eles (os animais) estão próximos e continuarão ligados a nós através do pensamento. E é justamente através de nossos sentimento que poderemos ajudá-los em sua caminhada, seja neste ou em outro plano da vida. 



A partir do livro "Todos os animais merecem o Céu",

de Marcel Benedeti

Fonte: blog "O Espiritismo como resposta"

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Tags: animais, benedeti, céu, espiritualidade, marcel, merecem, reencarnação, todos

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Comentário de Valdemar W. Setzer em 10 julho 2014 às 8:47

Olá a todas/os,

Nadyr, você escreveu: " O senhor fala como se o ponto de vista da Antroposofia fosse o correto e o único." Não, eu jamais disse ou impliquei isso. Por exemplo, na época de Rudolf Steiner, o fundador da Antroposofia, não havia o conhecimento científico do mundo físico como existe hoje. Obviamente ele não podia ter se referido a esses conhecimentos obtidos posteriormente -- mas que nada mudaram sobre o que ele revelou do mundo espiritual.

"Nunca li nada sobre a Antroposofia e confesso que as suas afirmações, para mim, são completamente ilógicas." Nesse caso, levo vantagem, he he he, pois já li e ouvi muito sobre o espiritismo kardecista.

Quanto às minhas afirmações serem ilógicas, pior, completamente ilógicas, por favor, aponte alguma frase ilógica minha. Justamente uma das coisas que me continua atraindo para a Antroposofia é sua profunda coerência lógica. Some-se a isso a sua abrangência, explicação do que se pode observar com nossos sentidos, e suas aplicações em todas as áreas humanas (existem até mesmo bancos antroposóficos, com fins altamente sociais), e tem-se uma concepção de mundo que, em minha opinião, é a mais satisfatória.  Mas estou aberto a se demonstrar que esse não é o caso, isto é, que existem outras maisl lógicas, mais abrangentes e com melhores aplicações práticas. O que pode ter acontecido é que tenho tentado ser conciso, e com isso minhas exposições ficam necessariamente incompletas. Também não posso ficar usando conceitos que exitem conhecimentos prévios de Antroposofia. Posso também ter formulado mal alguma ideia. Mas, mesmo assim, minhas afirmações devem ser lógicas, afinal sou um cientista acadêmico. Portanto repito, por favor, ajude-me a esclarecer o que lhe pareceu ilógico.

Quanto ao desaparecimento de uma espécie animal, o que ocorre é que seu espírito grupal não consegue mais manifestar-se fisicamente. Não sei se ele acaba desaparecendo. O que sei é que o mundo físico materializou-se em demasia, e os espíritos grupais dos animais não conseguem mais interferir tanto nele quanto em tempos remotíssimos, quando era possível criar ou mudar uma nova espécie física.

aaaaaaaaaaaaa, VWS.

Comentário de Nadyr João Mozzini em 9 julho 2014 às 17:13

Senhor Waldermar!

Desculpa-me a demora em responder. Viajo muito e nem sempre estou disponível para consultar aos meus emails.

O senhor fala como se o ponto de vista da Antroposofia fosse o correto e o único.
Como já disse nesse mesmo debate, nós, seres humanos (espirituais), estamos em diversas níveis de evolução e de entendimento e, como tal, nos agrupamos abaixo de doutrinas, filosofias, religiões, partidos políticos, etc, com os quais nos afinizamos.

Quando, há mais de 30 anos, resolvi deixar o catolicismo, pelo fato dele não responder aos meus questionamentos, naveguei por outras religiões para encontrar uma que me desse respostas coerentes sobre a vida e sobre o universo. A última que cheguei, pois não havia mais nenhuma alternativa, foi no Espiritismo. Foi a última, pois como católico praticante, passei a vida inteira ouvindo os padres atribuindo ao Espiritismo, envolvimento com o "mito satanás", despachos de encruzilhadas, trabalhos de bruxarias, etc.. 

Qual foi a minha surpresa, ao encontrar  no Espiritismo, a razão, a lógica e a fé racional num Deus cósmico. 
Em contrapartida, não encontrei nele, hierarquia religiosa, dogmas, rituais, imagens, amuletos, incenso, paramentos, etc.. Mais confortável fiquei, ao ver os preceitos cristãos pregados por Jesus, na sua forma primitiva, tendo, Jesus, como o espírito mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para servir-lhe de modelo e guia.
Como estudo sobre o Espiritismo há mais de 30 anos, confesso que consigo entender tudo, por ser uma doutrina lógica e racional, que caminha ao lado da ciência, tendo a reencarnação como base.

Nunca li nada sobre a Antroposofia e confesso que as suas afirmações, para mim, são completamente ilógicas. Não estou desmerecendo a sua pessoa, muito menos a Antroposofia; só estou reafirmando que vemos as coisas de forma muito diferente.
Assim como entendo tudo o que o Espiritismo prega, digo que as suas afirmações não conseguem passar pelo crivo da minha razão e, certamente, não chegaríamos a um ponto comum.
Independente disso, eu gostaria que o senhor me respondesse a uma pergunta que já fiz anteriormente. Como, segundo a Antroposofia, os animais pertencem a um espírito grupal, o que a divindade fez ou fará com o espírito grupal dos "mamutinos" ou dos outros animais pré-históricos, uma vez que desapareceram do solo terrestre há milhares de anos? 
Confesso que não consigo entender a evolução do psiquismo, sem que ele esteja individualizado, entrando no corpo físico e saindo dele, sem nunca sair da vida, tendo na reencarnação o instrumento para caminhar rumo à perfeição, que é Deus, através das vidas sucessivas!

Grande abraço.

Nadyr João Mozzini
São Paulo - SP

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Comentário de Valdemar W. Setzer em 7 julho 2014 às 3:44

Olá a todos,

Joston, você citou o Trigueirinho. Pois bem, pelo que ouvi, se me lembro bem em uma fita com gravação de uma palestra dele, hå muitos anos, antes de ele parar de dar palestras públicas, em seu retiro ele estava construindo uma pista de pouso para naves ETs, pois elas viriam salvar 500.000 seres humanos de uma catástrofe  então eminente. Apavorar pessoas é um método eficaz de fazer adeptos, veja a medicina acadêmica, especialista nesse método. Fora a questão absurda dos ETs. Mas, além disso, eu ouvi uma outra fita também com uma gravação de uma palestra dele sobre educação. Claramente ele estava expressando muitos conceitos e princípios originais da pedagogia Waldorf e de Rudolf Steiner; no entanto, ele não os citou nenhuma vez. Eu não posso confiar nas declarações de uma tal pessoa, sinto muito.

Finalmente, faça um  teste: verifique se o que eu escrevi sobre o ser humano e sobre os animais contradiz o que você próprio pode observar neles e em si próprio, se os conceitos são  coerentes entre si e se explicam fenômenos que você pode observar. Nesse caso, não há nada que o impeça de adotá-los como hipóteses de trabalho -- e não como crenças, pois não há mais lugar para elas para uma pessoa que deseja ser moderna, adequada à nossa constituição suprassensível atual.

aaaaaaaa, VWS.

Comentário de Joston Miguel Silva em 6 julho 2014 às 0:15

Complicado. Há muitas interpretações e conclusões divergentes, mas bem poucos fatos. Trigueirinho, por exemplo, afirma que todo animal que direta ou indiretamente conviva com os humanos reencarnará como humano, num plano evolutivo bem baixo, ainda muito animal. Há no mundo tribos nessas condições? Há antropofagia? Há assassinato de recém nascidos por razões de sobrevivência dos demais? Um relato antigo - não lembro quem nem quando -diz que APOLÔNIO DE THIANA teria aparecido com um leão às portas de um templo. Assustadas, as pessoas presentes indagaram sobre aquela aparente loucura, recebendo por resposta que se tratava de um rei que reencarnou leão para terminar de resgatar seu carma e que pedira ao Apolônio o favor de o levar ao templo...Ele não era louco, pois estava apenas fazendo um favor a um amigo...Att. Joston.

Comentário de Valdemar W. Setzer em 1 julho 2014 às 13:43

Olá a todas/os,

Nadyr, comento alguns de seus pontos.

1. Não sou teósofo, sou antropósofo. A diferença entre as duas cosmovisões é enorme, apesar de haver pontos em comum.

2. Não se pode falar em "encarnação" em um animal. O espírito de uma espécie, por exemplo o dos leões, é um espírito grupal, para toda a espécie. Ele não chega a penetrar cada leão, como é o caso do ser humano, em que há um espírito para cada indivíduo, e esse espírito não fica nos mundos espirituais; ele se encarna, isto é, penetra até o corpo físico. Por isso podemos pensar e ter memória. Uma observação adequada mostra que os animais não pensam; por exemplo, jamais uma abelha pensou: "Vamos tentar fazer uma colmeia pentagonal?" A memória animal não é como a nossa, que pode ser de imagens ou de conceitos. A memória animal está ligada às sensações. Jamais um cachorro sentou e resolveu lembrar da cadelinha lindinha que viu no dia anterior... Ele lembra do dono se sente falta de algo, como comida, ou sente o cheiro do dono ao cheirar um chinelo dele, por exemplo. Mas, novamente, não é uma memória em imgagens como nós podemos ter, e muito menos consultável conscientemente, como fazemos.

3. Sim, houve evolução. Só que, no meu entender, ela não foi casual, como pretende o neodarwinismo.

4. O ser humano, como um todo, é constituído de 4 membros principais: o corpo físico (o único físico!), o corpo vital (que as plantas também têm), o corpo anímico (que os animais também têm) e o Eu Superior ou espírito. Portanto, podemos dizer que "temos" um corpo vital (senão não teríamos vida; minerais não têm corpo vital e portanto não têm vida). Também podemos dizer que "temos" um corpo anímico (que nos dá as sensações, os sentimentos, a consciência, os instintos etc.). Finalmente, podemos dizer que "temos" um espírito, com o qual podemos entrar em contato com verdades universais e podemos ter autoconsciêcia e livre arbítrio, que os animais não têm. O espírito é parte de cada um de nós. Nós não somos apenas espírito, o que já é claro pelo corpo físico, que não é espiritual.

5. Acho que não fui muito claro, na ânsia de ser conciso (em parte, para não usar tempo demais por aqui). Quando eu escrevi que os animais têm uma parte de nossa alma, eu quis dizer que eles têm alma, e que ela é comum a apenas uma parte de nossa alma. Por exemplo, eles têm sensações, e nós também, temos. As sensações são devidas a uma parte da alma que nós e os animais temos. Mas nós temos muito mais em nossa alma que os animais não têm.

6. Sim, o "sacrifício" dos animais foi revelado por Rudolf Steiner, e faz todo o sentido, como todo o imenso edifício da Antroposofia. Os animais se adiantaram em seu aparecimento na Terra. Os seres humanos ainda permaneceram no mundo espiritual, esperando o momento certo de aparecerem na Terra (por isso os fósseis deles aparecem depois dos dos animais!). Com isso os animais trouxeram  consigo para a Terra certos exageros anímicos. Imagine, Nadyr, se tivéssemos a ferocidade do leão ou a fleugma da vaca... Assim, podemos dizer metaforicamente que os animais se sacrificaram, e deveríamos ter uma profunda gratidão para com eles. Há uma linda poesia de Christian Morgenstern, em que a planta agradece ao mineral, pois sem ele ela não poderia existir, o animal agradece à planta, e o ser humano ao animal. Quando vocês comerem um animal, perguntem-se se estão agradecendo o sacrifício dele...

7. Finalmente, pode existir uma evolução dos animais, mas não é devido à reencarnação, que não existe neles. A evolução dos animais depende de como os tratamos. Infelizmente, em geral nada bem...

aaaaaaaaa, VWS.

Comentário de Nadyr João Mozzini em 29 junho 2014 às 15:43

Cara, Araci.
É impossível um gato pular da fase de evolução em que se encontra, para a espécie humana.
Darwin, criador da Teoria da Evolução das Espécies, não conseguiu detectar em que momento ocorre a primeira reencarnação como ser humano, chamando de "Elo Perdido".
Esse assunto é muito complexo e pouco conhecido. O que se pode deduzir é que antes do psiquismo animal chegar à fase hominal, ele passa pela fase dos "elementais", também chamados de  "Espíritos da Natureza", ligados aos quatro elementos do nosso planeta: água, terra, ar e fogo", que protegem a flora e a fauna e que são, popularmente, chamados de "duendes, gnomos, fadas, etc.".
Abraço.
Nadyr João Mozzini
São Paulo - SP

Comentário de Araci Silva em 29 junho 2014 às 1:27

Achei esse assunto deveras interessante! Na verdade,ja li algo sobre reencarnacao dos animais no livro :A viagem de uma alma.Tbem ,creio que  os animais de acordo com sua especie ,um do grupo evolui mais que os outros.Em se tratando de animais domesticos,por estarem em contato direto com os humanos e dependendo da evolucao deste humano ao qual ele convive ,este animal evoluirá mto mais que os outros.Na minha experiencia de vida junto aos meus animais,pude observar a diferenca que há entre eles (os da mesma espécie).Desde crianca convivo com caes e gatos e pude observar a individualidade que os caracteiza.Uns mais doceis ,outros mais agressivos,outros mais obedientes ou nao.Enfim ,este nao é meu proposito no momento e sim entender ou até mesmo tirar minhas duvidas.Ha alguns anos atras ,por me sentir só e em depressao,resolvi novamente adotar um gato .Consegui uma que havia sido abandonada ,ela deveria ter na época uns 6 meses.e me ajudou mto na minha recuperacao .Qdo ela tinha mais ou menos 1a 6m ,eu ganhei um gato persa de 3 anos de um gatil.Me diziam que fora um presente de grego pq ele tinha mtos problemas de saude.Realmente,tive mtos gastos e cuidados com ele,mas ele percebia todo o amor que eu tinha por ele.Meu presente de grego se tornou um gde amor universal.Ele tinha sofrido mto com sua saude.Qdo o adotei ,ele estava com infeccao de ouvido ,machucado pelo outro gato etc...além é claro dos problema no aparelho respiratorio,devido seu pequeno nariz uma vez que tinha pedigri.(no persa ocorre esse tipo de caracteristica pra ser  para ser difenciado dos demais-uma das.....)Por esse motivo ele nao miava ,apenas era um tipo de miado rouco .Me dedicava mto a ele .Com esse laco estreito aprendeu a se comunicar comigo de varias formas das quais me deixou entusiasmada com uma possivel reencarnacao.Ele entendia até meu olhar,captava meus pensamentos (das quais eu tinha que cuidar qdo pensava ou falava dele);qdo eu jogava bj pra ele ,ele lambia os labios como se fosse humano recebendo.Sempre estava comigo ,junto de mim e seu olhar era mto mais apaixonado do que mto marido ou namorado por aí e olhava pros meus labios como se quisesse me beijar.Faziamos cumprimento de nariz,(esquimó).Diante de tudo isso,eu sabia qdo ele nao estava bem.e vice-versa.há uns 15 dias antes  do Natal ,ele comecou a nao subir mais na minha cama mesmo eu inssistindo e poucos dias antes do Natal ele foi internado.Viajei e voltei dia 27,qdo fui busca-lo ele estava pouca coisa melhor.Tentei fazer de tudo pela sua recuperacao em vao.Dia  28 foi piorando pois nem agua conseguia beber mais.Chorei mto sobre ele e ,ele mal pode levantar a cabeca pra fazer nariz de esquimó como estivesse se despedindo .Na manha de domingo a veterinaria me deu a resposta dos exames ; rim se funcionar,e inicio de infeccao generalizada para outros orgaos.Lamentavemente tive que optar pela eutanazia pra nao ve-lo sofrer mais uma vez que nao haveria mais recueracao.Chorei mto,senti demais essa perda como nunca senti por outros animais que tive .Ele era compreensivo,docil,obediente,...nada de  agressividade  animal,resquicios  estes ainda manifestados no ser humano.Achei que nao o veria mais e sempre rezava  e conversava com ele pedindo pra ele se mostrar pra mim.Eu achava que ele estaria magoado comigo uma vez que eu o fiz passar pela eutanazia.Ontem ,tive uma surpresa:ele veio sim me ver apos esses 6 m de separacao.Nao foi minha imaginacao pq a outra gatinha que tenho ficou olhando e,sei que elas enchergam espiritos conforme o relato acima.Conversei mto com ele  dizendo que agora ele estava noutro plano com outros amiguinhos dele  e que lá tbem estavam outros animais que  tive, inclusive ,o do meu filho.Me senti agradecdida por isso.Como ele era por demais evoluido ,gostaria de saber de ele tem chance de vir a se reencarnar como humano,pq eu sentia isso qdo ele estava em vida .Eu sempre dizia pra ele:se vc fosse humano ,um homem ,vc me daria um bj de amor (pelo modo romantico que me olhava e pra minha boca).Sou uma pessoa que falo com tudo,pedras,plantas ,animais ,etc...e ,mesmo nao conhecendo algum cao em alguma casa eu falo e eles me entendem.Se latem mto ,mesmo em pensamento peco pra se calarem e isso ocorre .É como se eu tivesse telepatia com eles.Amo animais ,criancas ,plantas ,enfim a natureza!Agradeco a Deus por isso e mto mais...aguardo uma resposta.Ja tomei nota dos livros citados acima e qdo der irei adqueri-los pra entender melhor toda essa magica da vida material e espiritual dos animais.Achei o texto acima maravilhoso!

Comentário de Nadyr João Mozzini em 28 junho 2014 às 20:27

Senhor Valdemar.
Noutra ocasião já debatemos sobre esse assunto, aonde houve completo desacordo.
No início das nossas afirmações, tanto eu, quanto  o senhor,  deveríamos dizer: "Sob o ponto de vista do  Espiristimo..." ou "Sob o ponto de vista da Teosofia"...

O Espiritismo prega a evolução das espécies, concordando com a Teoria de Darwin. Não consigo entender a evolução de um ser, sendo que ele se individualiza ao reencarnar e se dissolve num todo (leonino, canino, etc.)  ao desencarnar. Afirmar isso, seria desmerecer a inteligência divina, criadora do universo.  Eu gostaria de saber o que a divindade fez ou fará com o estoque de “mamutinos” que deve existir na espiritualidade, uma vez que os mamutes foram extintos do solo terrestre há milhares de anos.

Entendemos que todo o ser, desde a ameba,  tem uma estrutura molecular que vai evoluindo através das reencarnações, adqurindo estruturas mais complexas à medida em que caminha no processo evolutivo. Nós jornadeamos da “animalidade primitiva”e caminhamos em direção da “angelitude”. Como afirmou Léon Denis, “Nós dormimos no mineral, agitamo-nos no vegetal, sonhamos no animal e despertamos no homem” .

Por outro lado, o Espiritismo explica as divergência no campo das ideias (nós dois somos um exemplo disso) , considerando a evolução através das reencarnações:

Nós, espíritos, estamos em diferentes níveis de evolução e de entendimento e como tal, nos agrupamos abaixo de entidades, sociedades, agremiações,  religiões, partidos políticos, etc., aos quais nos afinizamos.

Isso explica a forma antagônica como um mesmo assunto é tratado por grupos diversos

Discordo de algumas afirmações suas:

a)  “O ser humano tem um espírito”.
Nós, somos uma energia, individual e imortal. Portanto, o homem não tem um espírito: o homem é o espirito. A não ser que o senhor esteja chamando de homem, ao corpo físico! O corpo físico é o veículo que permite ao espírito, quando encarnado, a agir, ficando submetido às suas limitações. Com a desencarnação do espírito, o corpo físico entra em estado de putrefação e suas moléculas  retornam ao meio ambiente. Assim como o espírito (individual e imortal)  retorna ao Plano Espiritual, acontece o mesmo com os animais.

 

b) “O que o animal tem é uma parte de nossa alma -- por exemplo, a que nos dá nossas sensações.”

Nós somos uma individualidade, e os animais, também.
O  meu cachorro tem vontade própria: se comunica pedindo água, pedindo comida, pedindo para descer à rua para fazer xixi, faz festa quando eu chego em casa, etc..
Portanto ele tem uma individualidade. Age, por instinto, quando vê seu espaço invadido e em outras situações, age de forma inteligente, como por exemplo, escondendo-se quando faz algo errado, que vai desagradar ao seu dono.
Não entendo como eles fazem parte da nossa alma. De qual alma? Da do seu dono? É algo completamente ilógico.  O senhor está falando  em  linguagem figurada?!

c) “os animais se sacrificaram, atrasando-se em sua evolução, ainda no mundo espiritual.”
Isso ocorre ou ocorreu?  Como esse fato foi revelado? Complicado explicar isso...

Abraço a  todos.

Nadyr João Mozzini
São Paulo - SP

Comentário de Valdemar W. Setzer em 27 junho 2014 às 18:08

Olá a todas/os,

Preciso discordar de alguns pontos do texto de abertura deste tópico. Uma observação acurada notará que não existe individualidade animal além da hereditária e da influência do meio ambiente. No entanto, o ser humano tem essa individualidade, um Eu Superior, o seu espírito. No ser humano, esse Eu Superior chega a impregnar seus corpos inferiores, tanto o físico como o vital e o anímico. Por isso nosso físico é diferente do dos animais. Só um exemplo: nenhum deles tem uma coluna vertebral em forma de duplo S, o que nos permite a posição ereta e portanto a libertação da influência terrena da gravidade. No caso dos animais, existe um Eu Superior para toda uma espécie, e não para cada indivíduo. Ao se matar um leão, a leonidade não desaparece, continua existindo nos outros leões. Ao se matar um ser humano, jamais aquela encarnação se repetirá -- uma das razões de eu ser absolutamente contra a pena de morte. Assim, cada ser humano é como se fosse, de certa maneira, toda uma espécie animal. 

O ser humano tem um espírito. O animal não o tem encarnado, ele fica no mundo espiritual. O que o animal tem é uma parte de nossa alma -- por exemplo, a que nos dá nossas sensações.

Finalmente, o que se reencarna é aquele Eu Superior. Como os animais não o têm, é um absurdo falar em reencarnação animal.

E mais um finalmente: os animais se sacrificaram, atrasando-se em sua evolução, ainda no mundo espiritual. Se eles não existissem, não estaríamos aqui -- o que é um fato inclusive do ponto de vista da teoria da evolução neo-darwinista, materialista. E como agradecemos a eles esse sacrifício? Comendo-os!

aaaaaaaaaaa, VWS.

Comentário de sueli rodrigues em 23 junho 2014 às 21:49

boa noite muito linda ..

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