A diferença entre estar sozinho e a solidão

A diferença entre estar sozinho e a solidão


Existe uma grande diferença entre estar sozinho e se sentir sozinho. Você pode gostar de ficar sozinho e apreciar sua própria companhia. Mas você pode também estar sozinho e se sentir muito solitário, trise. E isto ser desagradável para você.
Quando estamos sozinhos e apreciamos nossa própria companhia, podemos dizer que nos bastamos, que não dependemos de ninguém para ser feliz. Apreciamos uma caminhada, a leitura de um livro, uma ida ao cinema e nos sentimos bem, porque gostamos de nossa própria companhia.
Mas podemos também desenvolver todas estas atividades sem companhia e sentirmos uma profunda solidão. Porque solidão é sentimento, não é escolha. É falta, é ausência, chega até a doer, pois neste caso não acontece por uma escolha própria e muitas vezes pode demonstrar a consequência de nossos atos.
Vejo velhos solitários que são desprezados pelos filhos. O que foi que eles plantaram durante a vida para merecerem este fim ? Beberam, bateram na mulher ? Ou foram condescendentes com os filhos, a pontos destes não se importarem com seus pais na velhice ?
Por outro lado, vejo pessoas sozinhas e felizes. Curtem a vida, vão pra academia, fazem refeições e passeiam sozinhas, não se importam de estarem sós porque não sentem solidão, estão na companhia de si próprias.
Existem pessoas que se realizam através das redes sociais. Lá vestem a máscara da felicidade, passam a imagem de que tudo está bem mas no fundo estão numa solidão enorme ! Aparentam ser o que não são e sofrem, julgando que todos são mais felizes do que si próprio.
O homem vive em sociedade, em comunhão. Aos poucos, vai entendendo seus limites no convívio com as outras pessoas e também delimitando seu espaço. Conviver, ser aceito, ser reconhecido, ser amado por seus pares, é algo que todos ansiamos. Mas quando nos gostamos, somos independentes, não colocamos a felicidade fora de nós e sim a trazemos dentro do nosso coração. Aprendemos a apreciar a vida, as pessoas, o convívio. Entendemos que as adversidades e momentos tristes fazem parte da vida, mas que o mais importante é estarmos bem internamente.

Patrícia Camargo

Coaching e Pscanálise

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Comentário de Margarida Maria Madruga em 16 janeiro 2018 às 21:20

Eu concordo. Há uma diferença enorme.

Comentário de Nilza Garcia em 16 janeiro 2018 às 2:12

Sim amigo, costumamos dizer que sempre é uma questão de foro íntimo.

Abraço fraterno.

Nyl

Comentário de Paulo Roberto Daguer Rubin em 16 janeiro 2018 às 2:03

Sim, eu entendo Nilza. É difícil determinar o que ocorre em cada caso, acho que só se a pessoa vai pesquisar a fundo sobre as próprias vidas passadas. Boa noite, amiga.

Comentário de Nilza Garcia em 16 janeiro 2018 às 1:57

Oi amigo....perdão nao quis dizer isso.

Apenas quis complementar o ensinamento.

Paz!

Nyl

Comentário de Paulo Roberto Daguer Rubin em 16 janeiro 2018 às 1:50

Boa noite, Nilza. Eu não estou julgando, apenas fiz uma observação baseada no que eu estudo e observo.

Comentário de Nilza Garcia em 16 janeiro 2018 às 1:45

Boa noite!

A nós não nos cabe julgar!

Paz e Luz

Nyl

Comentário de Paulo Roberto Daguer Rubin em 16 janeiro 2018 às 1:36

Boa noite. Eu faço uma ressalva: nem sempre os que são abandonados na velhice plantaram o que estão colhendo nesta existência (nem sei se a maioria está nesta situação, acho que não, acho que a maioria plantou ao longo de várias existências ou, ao menos, na última).

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