A ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA E O VEGETARIANISMO (Parte II)

Caros Irmãos!

É importante salientar algumas observações que Ramatis sugere quanto a mudança radical para o vegetarianismo:

 

PERGUNTA: — Deveríamos, porventura, violentar o nosso
organismo físico, que é condicionado milenarmente à alimentação de
carne? certos de que a natureza não dá saltos e não pode adaptar-se
subitamente ao vegetarianismo, consideramos que seria perigosa
qualquer modificação radical nesse sentido. O nosso processo de
nutrição carnívora já é um automatismo biológico milenário. que há de
exigir alguns séculos para uma adaptação tão insólita. Quais as vossas
considerações a esse respeito?
RAMATÍS: — Não sugerimos a violência orgânica para aqueles
que ainda não suportariam essa modificação drástica; para esses,
aconselhamos gradativamente adaptações do regime da carne de suíno
para o de boi, do de boi para o de ave e do de ave para o de peixe e
mariscos. Após disciplinado exercício em que a imaginação se
higieniza e a vontade elimina o desejo ardente de ingerir os despojos
sangrentos, temos certeza de que o organismo estará apto para se
ajustar a um novo método nutritivo de louvor espiritual. Mas é claro
que tudo isso pede por começar e, se desde já não efetuardes o esforço
inicial que alhures tereis de enfrentar, é óbvio que hão de persistir
tanto esse tão alegado condicionamento biológico como a natural
dificuldade para uma adaptação mais rápida. Mas é inútil procurardes
subterfúgios para justificar a vossa alimentação primitiva e que já é
inadequada à nova índole espiritual; é tempo de vos asseardes, a fim
de que possais adotar novo padrão alimentício. Inegavelmente, o êxito
não será alcançado do modo por que fazeis a substituição do
combustível de vossos veículos; antes de tudo, a vossa alma terá que
participar vigorosamente de um exercício, para que primeiramente
elimine da mente o desejo de comer carne.
Muitas almas decididas, que já comandam o seu corpo físico e
o submetem à vontade da consciência espiritual, têm violentado esse
automatismo biológico da nutrição de carne, do mesmo modo por que
alguns seres extinguem o vício de fumar, sob um só impulso de
vontade. Também estais condicionados ao vício da intriga, da raiva, da
cólera, do ciúme, da crueldade, da mentira e da luxúria; no entanto,
muitos se libertam repentinamente dessas mazelas, sob hercúleos
esforços evangélicos.
E reconhecendo a debilidade da alma humana para as libertações
súbitas, e preparando-vos psiquicamente para repudiardes a
carne, que temos procurado influenciar o mecanismo do vosso apetite,
dando-vos conselhos cruamente e de modo ostensivo, de modo a que
mais facilmente vos liberteis dos exóticos desejos de assados e
cozidos, que, na realidade, não passam de rebotalhos e cadáveres que
vos devem inspirar náuseas e aversão digestivas.
Daí as nossas preocupações sistemáticas, em favor do vosso
bem espiritual, para que ante a visão, por exemplo, de dobradinhas
“saborosas” que recendem ao molho odorante, reconheçais, na
verdade, as tétricas cartilagens que protegem a região broncopulmonar
do boi, em cujo local se processam as mais repugnantes trocas de
matéria corrompida!

PERGUNTA: — Como poderíamos lograr desfazer esse
condicionamento biológico da alimentação carnívora, sem sofrermos a
violência de uma substituição radical?
RAMATÍS: — Alhures já vos temos dito que os peixes, os
mariscos e os crustáceos são “corpos coletivos”, correspondentes a um
só “espírito-grupo”, que lhes dirige o instinto e gera-lhes uma reação
única e igual em toda a espécie. Um peixe, fora d’água ou dentro dela,
manifesta sempre a mesma reação igual e exclusiva, de todos os
demais peixes do mesmo tipo. Entre milhões de peixes iguais, não
conseguireis distinguir uma única reação diferente no conjunto. No
entanto, inúmeras outras espécies animais já revelam princípios de
consciência; podem ser domesticadas e realizar tarefas distintas entre
si. O boi, o suíno, o cão, o gato, o macaco, o carneiro, o cavalo, o
elefante, o camelo, já revelam certo entendimento consciencial a parte,
em relação às várias funções que são chamados a exercer. Eles
requerem, cada vez mais, a vossa atenção e auxílio, a fim de se
afirmarem num sentimento evolutivo para outros planetas, nos quais
as suas raças poderão alcançar melhor desenvolvimento, no comando
de organismos mais adequados às suas características. Quando o seu
psiquismo se credenciar para o comando de cérebros humanos, as suas
constituições psicoastrais poderão então retornar ao vosso globo e
operar na linha evolutiva do homem terrícola. Eis o motivo por que
Jesus nunca sugeriu aos seus discípulos que praticassem a caça ou a
matança doméstica, mas aconselhou-os a que lançassem as redes ao
mar.
Os peixes e os mariscos ainda se distanciam muitíssimo da
espécie animal, que é dotada de rudimentos de consciência. Mesmo
que não sejais absolutamente vegetarianos, e vos alimenteis de peixes,
crustáceos ou mariscos, já revelareis grande progresso no domínio ao
desejo doentio da zoofagia. Não vos aconselhamos a desistência
violenta do uso da carne, se ainda não sois dotados de vontade
poderosa que vos permita a mudança radical de regime; podeis
eliminar, primeiramente, o uso da carne dos animais, em seguida a das
aves, e depois vos manterdes com a alimentação de peixe e
congêneres, até que naturalmente o vosso organismo se adapte à
alimentação exclusiva de vegetais e frutas.
E preciso, entretanto, que governeis a vossa mente, para que
ela se possa modificar pouco a pouco, e vá abandonando o desejo de
uma nutrição que é vilmente estigmatizada com a morte do animal. Se
assim procederdes, em breve o desejo mórbido de ingerirdes vísceras
cadavéricas poderá ser substituído pelo salutar desejo da alimentação
vegetariana, em que trocareis as vitualhas sangrentas pelos frutos
suculentos e sadios.
O primeiro esforço para vos livrardes da nutrição carnívora
deve ser no sentido de compreenderdes a realidade intrínseca de que
se constitui a carne e que se disfarça sob a forma de saborosos pitéus.


PERGUNTA: — Dai-nos um exemplo objetivo de como
poderemos governar a mente e controlar o instinto, para extinguirmos
o desejo de saborear a carne de animais.
RAMATÍS: — Primeiramente é necessário que não vos deixeis
fascinar completamente pelo aspecto festivo das mesas repletas de
pratos com carnes, aos quais a arte mórbida ainda ajusta enfeites que
não passam de sugestões pérfidas para que mais se acicatem os
desejos inferiores. Diante do presunto “apetitoso”, convém que
mediteis sobre a realidade fúnebre que está à vossa frente; há que
recordar a figura do suíno metido no charco, na forma de malcheiroso
e detestável monturo de albumina, suarento, balofo e imundo, que
depois é cozido em água fervente, para dar-vos o presunto “rosado e
cheiroso”. Ante o churrasco “delicioso”, não vos deixeis seduzir pelo
cheiro da carne a crepitar sob apetitoso condimento, mas considerai-o
na sua verdadeira condição de musculatura sangrenta, que durante a
vida do animal eliminou o suor acidulado pelos poros, verteu toxinas e
uréia, figurando-o, também, como a rede microscópica que canaliza
bacilos de todos os matizes e de todas as conseqüências patogênicas.
Na realidade, o vosso estômago não foi criado para a macabra
função de cemitério vivo, dentro do qual se liberta a fauna dos
germens ferozes e famélicos e se desmantelam as fibras animais! Se
não vos deixardes dominar pelo impulso inferior, que perverte a
imaginação e vos ilude com a falsidade da nutrição apetitosa, cremos
que em breve sentir-vos-eis libertos da necessidade de ingestão dos
despojos animais, assim como há homens que mental e fisicamente se
libertam do vício de fumar e não mais sofrem diante dos fumantes
inveterados. E, se o desejo impuro ainda comandar o vosso psiquismo
negligente e enfraquecer a vontade superior é mister que, pelo menos,
recordeis a comoção dolorosa do animal, quando é sacrificado sob o
cutelo impiedoso do magarefe ou quando sofre o choque operatório da
faca perversa, em suas entranhas inocentes.


Muita Paz à todos!!!

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