* Referência: Capítulos do Livro Seara dos Médiuns - Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do Livro dos Médiuns (LM) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação - Leitura da Questão - Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 66-Obsessão e Evangelho)
Reunião pública de 9-9-60
Questão LM no.244.


Ainda hoje, encontramos quem faça pesadas críticas ao Espiritismo, conhecendo ou ignorando a matéria sobre qual discursa.

Kardec os chamou de detratores. E o termo é amplamente usado entre os eruditos.

Imaginemos este contexto: o mundo ocidental iniciou sua libertação do poder dos Bispos através de Martinho Lutero, em 1517, dividindo o Ocidente entre católicos e protestantes.

Ganhou caráter científico com o Iluminismo de Spinoza, por volta de 1650.
E se afirmou no Positivismo de Augusto Comte em 1855.

Ou seja, num curto período de 300 anos, os católicos viram os conceitos compilados em Roma, desde o século IV durante o império de Constântino, serem colocados em dúvida por todos os lados e maneiras possíveis!

Imaginem só isso!

Nem a chamada "Inquisição do Santo Ofício", que existiu em Roma até 1965(pasmem! até o pontificado de Paulo VI), conseguiu calar as consciências.

A Codificação Espírita surge enfrentando, por um lado, a reação Católica, por outro lado os Protestantes, por outro os materialistas extremistas.
Isso sem ter um exame digno e imparcial das classes acadêmicas ou científica.

Como, para nosso milenar espírito belicista, a melhor defesa é o ataque, de tudo o Espiritismo foi acusado pelos detratores: charlatanismo, embuste, causador de loucura, ilusão coletiva, esquizofrenia, mero efeito ideomotor, estalar de juntas dos médiuns, etc.

Nesse capítulo, Emmanuel comenta a acusação de que a obsessão seria causadapelo Espiritismo.

E nos lembra quando Jesus encontra o possuído no santuário (Lc 4:33-35), a gritar "o que temos nós contigo?".
Jesus repreende o espírito infeliz e liberta o assediado.
Era uma obsessão direta.

Revisa o auxílio ao pobre gadareno (Mc 5:2-13), vivendo qual animal feroz nos sepulcros.
Era obsessão, seguida de possessão e vampirismo.

Lembra do homem mudo (Mt 9:32-35), que teve restaurada a fala ao ser afastado o espírito perturbador pela bondade do Divino Benfeitor.
Obsessão complexa, atingindo corpo e alma.

Rememora a afirmação de João (Jo 13:2) de que um espírito perverso teria semeado no coração de Judas a negação do apostolado pela traição.

"Temos aí a obsessão indireta, em que a vítima padece influência aviltante, sem perder a própria responsabilidade." — explica Emmanuel.

Argumenta que Felipe (Atos 8:5-7) libertou, entre os samaritanos, muitos coxos e paralíticos pelo simples afastamento dos espíritos inferiores que os molestavam.
Eram obsessões coletivas, gerando moléstias-fantasmas.

A Doutrina Espírita renova o interesse humanitário pela obsessão. Interesse iniciado lá atrás, no Novo Testamento pelo Mestre Jesus.

Mas não deixemos que as críticas nos detenham.

"Estendamos o serviço de socorro aos processos obsessivos de qualquer procedência, porque os princípios de Allan Kardec revivem os ensinamentos de Jesus, na antiga batalha da luz contra a sombra e do bem contra o mal."

==&==


Esta é uma meditação histórica !! rsrsrs
Seara dos Médiuns > 66-Crítica ou clique aqui!
Curiosidades: aceita uma "crítica construtiva"?

http://estudandocomchicoxavier.wordpress.com/


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Comentário de Romildo Pereira Da Luz em 29 março 2012 às 12:35

Obrigado  amigo, é muito  esclarecedor !!

Que  deus  ilumine  sempre  seu espirito  !!!

 

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