Celso da Costa Frauches
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Educação e educação à luz do Espiritismo – 5

 

Na edição de Na Era do Espírito de domingo, 20, conclui o artigo perguntando o que andam fazendo a maioria dos centros espíritas e das organizações federativas, com as lúcidas e cristalinas orientações de Kardec e de seus sucessores no Brasil, em relação ao processo educacional nas casas espíritas. Vamos ao tema de hoje. Ao longo dos anos, a grande maioria das instituições espíritas brasileiras relegou a plano secundário o aspecto educacional e cultural do Espiritismo. Nas últimas décadas, o caráter educacional da Doutrina Espírita tem sido observado no que se denomina "Evangelização Espírita da Criança e do Jovem", "Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita", normalmente em reuniões semanais, na grande maioria dos centros espíritas do País. As instituições espíritas, no Brasil, geralmente, reservam parte substancial de suas atividades para os serviços mediúnicos e de assistência social. O serviço educacional espírita é inexpressivo. Reconhecemos que a ideia de impregnar a instrução com a filosofia, a ciência e a ética e moral espíritas, transformando-a em Educação Espírita, é revolucionária, até, para muitos espíritas. Mas, por que não transformar o próprio centro espírita numa instituição educacional e cultural, sem dogmatismos? Se observarmos a quase totalidade das casas espíritas brasileiras, vamos notar que as suas instalações físicas ficam ociosas em mais de 80% de sua capacidade. São algumas reuniões mediúnicas semanais, quase sempre à noite, mais evangelização infantil e reunião da mocidade espírita. Durante o dia e algumas noites as instalações físicas, quase sempre, ficam ociosas. Por que esse desperdício? Cada instituição espírita está inserida numa comunidade. A partir das suas características próprias e da comunidade, poderá programar as suas atividades não mediúnicas, educacionais ou assistenciais, visando alcançar o maior número de pessoas, adeptos ou simpatizantes da causa espírita, simples curiosos ou estudiosos e pesquisadores. Por outro lado, com poucas exceções, os membros permanentes de uma casa espírita se encontram poucos minutos antes de cada atividade doutrinária, mediúnica ou assistencial e se desligam logo depois de terminado esse trabalho. Não há – ou é insignificante – a convivência evangélica, amorosa entre os participantes ou frequentadores dos centros espíritas, antes ou depois das atividades e no próprio ambiente. Muito menos fora desse ambiente. Bezerra de Menezes (OLIVEIRA, Wanderley Ditado pelo Espírito Ermance Dufaux]. Lírios de Esperança. Belo Horizonte: Dufaux, 2006, p. 17) alerta-nos que “a meta principal é aprendermos a amarmo-nos uns aos outros, para que tudo o que for criado em nome da causa espírita reflita a essência do Espiritismo em nossas movimentações. Nossa meta essencial é o amor, a atitude que reflete Deus em nós”. Dora Incontri, criadora e dirigente da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, disponibiliza, no portal da entidade – www.pedagogiaespirita.com.br –, um projeto para o centro espírita do século 21, da Nova Era, aqui resumido: Se o Espiritismo é uma proposta de educação, o centro espírita deverá ter uma função principalmente pedagógica. Tudo o que se faz aí deverá ser orientado para a meta de educar os espíritos, dentro dos princípios da pedagogia espírita. Isto muda o cenário do centro, que se tornou no Brasil muito mais um templo religioso de caráter assistencialista do que uma escola de ação, liberdade e afetividade. A pedagogia alcança todos os setores:

  1. a assistência social deve se tornar sobretudo educação e promoção social;
  2. a comunicação com os espíritos é processo de educação mútua: os espíritos superiores ajudam em nossa educação, ajudamos na educação dos que ainda resistem no mal;
  3. a evangelização se torna educação espírita, perdendo o caráter de catequese com métodos tradicionais, apostilas e relações paternalistas com crianças e adolescentes, para se tornar um projeto pedagógico participativo e dinâmico;
  4. a mediunidade se aprende praticando, num processo de autoeducação autônoma, estudando-se as obras de Kardec e aplicando os princípios éticos espíritas numa prática racional e útil das faculdades mediúnicas;
  5. o estudo da doutrina espírita se transforma, abandonando-se os métodos passivos, apostilados, para se iluminar pela proposta pedagógica espírita, que implica em estudo direto de Kardec e das obras complementares, em grupos de estudos participativos, com debates e pesquisas;
  6. as relações humanas devem se elevar a um patamar de fraternidade e igualdade, transformando-se as relações de poder e impessoalidade em educação mútua, igualitária, amistosa, onde todos se conheçam, se estimem, se respeitem, sem preocupação de disputa de cargos e de hierarquias artificiais. Isso implica em abolir as categorias: “assistidos” e “trabalhadores”, que reproduzem no centro espírita a divisão de classes da sociedade brasileira e em fazer ponte entre diferentes faixas etárias: jovens, adolescentes, crianças devem participar de todas as atividades do centro, inclusive as mediúnicas, segundo o interesse, a maturidade e a capacidade de cada um. A ideia da reencarnação deve justamente quebrar a rigidez de conceitos e preconceitos que dividem os seres humanos. Um favelado pode ser mais evoluído que uma pessoa titulada; uma criança pode já apresentar a precocidade de um espírito antigo e um adolescente pode apresentar-se médium muito cedo, como todas as médiuns que trabalharam com Kardec, as meninas Baudin, Ermance Dufaux, Senhorita Japhet, que tinham entre 14 e 18 anos, quando deram grandes contribuições ao espiritismo.

Na próxima edição, vamos abordar o Centro Espírita como a Escola do Espírito

Blog de Celso da Costa Frauches

Os Pretos Velhos, a Umbanda e o Espiritismo

Postado em 5 abril 2013 às 10:13 0 Comentários

Recebo críticas pela divulgação, em www.universidadedoespirito.org/na era do espirito, do livro Fala, Preto Velho, de autoria do Espírito Pai João de Angola, pela mediunidade de Wanderley Oliveira, medianeiro das Minas Gerais, já com uma extensa folha de serviços prestados à divulgação do Espiritismo e às atividades mediúnicas e de assistência espiritual e material aos necessitados, especialmente, por…

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Obsessão: estado anormal da mente

Postado em 31 março 2013 às 9:46 0 Comentários

A obsessão é tema recorrente nas conversas entre espíritas, no atendimento fraterno nas casas espíritas e, com mais profundidade, nas reuniões de estudos sobre o tema ou nas sessões específicas de obsessão, realizadas na maioria dos centros.

Com frequência, recebemos indagações a respeito. Desde Kardec até os nossos dias, a literatura espírita está repleta de ensinamentos sobre o assunto. No livro Ação e reação, de André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier (Federação…

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Pietro Ubaldi e a reencarnação

Postado em 10 março 2013 às 8:11 0 Comentários

O Espiritismo revelou, ao Ocidente, a teoria da reencarnação ou da pluralidade das existências, a partir de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, editado, pela primeira vez, em 1857, na França.

Na Questão 166-b, Kardec pergunta: “A alma tem muitas existências corpóreas?”. E os Espíritos respondem: “Sim, todos nós temos muitas existências. Os que dizem o contrário querem manter-vos na ignorância em que eles mesmos se encontram; esse é o seu desejo.

Na questão 167 Kardec…

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As tragédias humanas: coletivas e individuais

Postado em 18 fevereiro 2013 às 11:36 1 Comentar

 

As tragédias humanas coletivas, como a do Circo Americano, em Niterói (RJ), e, agora, a da boate Kiss, em Santa Maria (RS), provocam, pela exposição na mídia, comoções e indagações. Os espíritas temos a tentação de esclarecer essas tragédias à luz da Lei de Causa e Efeito e do processo da reencarnação. Mas os envolvidos nessas tragédias querem é consolo, conforto espiritual, “um ombro amigo”. As explicações podem vir depois, com o tempo.

A tragédia da boa Kiss revelou que boa…

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