Raro é aquele que medita

Contemplando a terra impura,

No trabalho peregrino

Da cova pequena e escura.

 

Assemelha-se à ferida

Sobre a leira dadivosa,

Indicio de golpes fundos

Da enxada laboriosa.

 

Mas, na essência, a cova simples,

Singela, desconhecida,

É o altar da Natureza,

Celebrando a luz da vida.

 

É seio aberto à beleza,

Ao bem que se perpetua,

A existência renovada

Que se eleva e continua.

 

É o sepulcro onde a semente,

Em sombra e separação,

Vai, morrendo, reviver

Nas bênçãos da Criação.

 

E eis que a vida se elabora

Nessa doce intimidade,

Renovando-se aos impulsos

De força e imortalidade.

 

Depois do apodrecimento,

Germinação e esplendores,

Verdes galhos de esperança,

Tenros ninhos promissores.

 

Mais tarde, o tronco, a colheita

Na fartura indefinida...

Tudo, a obra generosa

Da cova humilde e esquecida.

 

Esse símbolo expressivo

Vem lembrar, à criatura,

O campo do cemitério

E o quadro da sepultura.

*

Inda aí, a cova amiga

É sempre o sublime umbral,

Porta aberta ao crescimento

No plano espiritual.

 

***

Espírito: Casemiro Cunha

Médium: Chico Xavier

Livro: Cartilha da Natureza

 

 

Compilado por: r.s.durant dart

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