A pedido do Valdemar, estou colocando o tema no FORUM do GRUPO :

(foto adicionada por Henrique Ventura Régis)

Olá a todas/os,

Henrique Régis perguntou-me aqui como a Antroposofia encara a questão do bem e do mal. Motivado por essa pergunta, escrevi um artigo a respeito, que começa assim:

 

Para abordar a questão do bem e do mal, assunto fundamental para a humanidade, é preciso em primeiro lugar tratar da missão dela: o desenvolvimento da liberdade e do amor altruísta. Note-se que, sem a primeira, o amor não pode ser altruísta. De fato, por maior que seja um ato de amor, se ele é motivado por instintos, prazeres, imposições, egoísmo, enfim, por qualquer coisa que não seja o que Rudolf Steiner, o fundador das Antroposofia, denominou "amor pela ação", ele não é altruísta. Por exemplo, suponhamos que alguém doe dinheiro para uma instituição construir algo; se isso for feito em troca desse algo levar o nome do doador, a doação não é altruísta. Uma doação altruísta não deve conter absolutamente nenhuma amarra; a pessoa ou instituição que recebe a doação deve ter completa liberdade na aplicação do que foi doado.

Uma pessoa coerentemente materialista deve negar a possibilidade de o ser humano ter livre arbítrio, pois da matéria não pode advir liberdade. A matéria está sujeita às leis físicas, que são inexoráveis. Se não o fosse, não haveria nem prédios, nem máquinas, pois seria impossível projetá-los, contruí-los e garantir que não cairiam ou que funcionariam, respectivamente. Uma interessante questão é: o ser humano físico é composto de matéria; como então ele pode ter liberdade?

- - -

Vejam a continuação, ou melhor, o artigo todo, em

www.sab.org.br/antrop/setzer-bem-mal.htm

 

Estou inserindo cópia desta menasgem no fórum Antroposofia, onde será mais fácil localizá-la. Aguardo comentários e sugestões.

aaaaaaaaaaaaaaa.

Exibições: 247

Respostas a este tópico

Bom tema para debate !!!

Apesar de acharmos que conhecemos a diferença entre o bem e o mal,entre o certo e o errado,ainda assim incorremos em diversos equivocos.O bem não é só o agir correto,ser solicito,cordial,é muito mais que isso.É saber disser não,é impor respeito,limites,o que por vezes da a impressão de maldades,são somente atos de amor.Por exemplo:proibo meu filho de sair ,sou considerada má,perversa,por ele,quando na realidade estou expressando o meu amor maternal.

Olá a todas/os,

Selma, hoje em dia não basta reconhecer intuitivamente o mal. Hoje é absolutamente necessário compreendê-lo, para poder reconhecê-lo e redimi-lo.

aaaaaaaaaaaa, VWS.

E como compreender o mal Valdemar?Se vivemos fugindo dele,fazemos o possível para nós manter afastados e seguros.A impressão que tenho é que só a palavra "mal"ja nos reporta ao distanciamento

Para tentar entender e responder essa,estou concentrando meus neurônios ao máximo,pois uma pergunta tão ingenua e fácil,deve ter uma conotação bem profunda,mas acredito que a nossa liberdade é relativa dentro da matéria,somos livres em pensamentos, em espíritos pensantes,recebemos a energia que nos dá vida e fortalece do cosmos,pois de lá viemos e por ocasião da morte ao cosmo retornamos,em forma de luz,mas levando conosco os registros do cérebro do que fizemos,e não fizemos. Somos  enviados ao plano material mais para acrescentarmos conhecimentos a nosso espírito de luz ,e, se somos luz temos força e poder para modificar a própria matéria que nos envolve,bastando para isso aprendermos a canalizar nossa própria força. Nesta escola viemos para acrescentar mais conhecimentos,e sim, acredito que sejamos muito mais que simples matéria,como disse o Mestre Maior retornaremos a casa do Pai em espírito, portanto podemos sim ter a liberdade almejada da matéria. Abraços Waldemar setzer.

Olá a todas/os,

Selma, como todo o mundo espiritual, o mal deve ser compreendido. Ele foi e é uma necessidade. Sem ele, não haveria o bem, e estaríamos ainda inconscientes na época representada tão magnificamente pela imagem do Paraíso bíblico. A expulsão o Paraíso correspondeu à nossa queda na matéria, que se deu por influência de entidades espirituais que na Antroposofia denominamos de luciféricas. Elas fizeram com que o ser humano começasse a ter prazer sensorial, e isso nos atraiu à matéria (a imagem da tentação). E é devido a essa queda na matéria que nossos "olhos se abriram" (Gen. 3:7), isto é, começamos a ter consciência. E depois veio a autoconsciência: "e conheceram que estavam nus" (idem). E depois, muito depois, recebemos o livre arbítrio, que não poderia ter se desenvolvido sem que houvesse o mal e, portanto, uma distinção para o bem e, com isso, a possibilidade de escolher, de decidir. (A propósito, na época do Paraíso, se não tínhamos consciência, não poderíamos ter pedado; o Pecado Original, inventado por Santo Agostinho, é um erro conceitual.)

Mas os seres luciféricos mudaram sua atuação e não são os únicos seres que procuram nos desviar de nossa missão aqui na Terra. Há outros, por exemplo os que estão por detrás das máquinas, da tecnologia -- e do materialismo.

Então, Selma, os seres maléficos são uma necessidade; não devem ser eliminados, devem ser redimidos. O mal pode ser compreendido também como um bem deslocado no tempo e no espaço. Se colocarmos suas influências a serviço do espírito, esses seres maléfico podem ser redimidos. Eles são como autômatos, cumprem sua missão cegamente; nós é que podemos ajudá-los a saírem de seu buraco. Veja nossa responsabilidade!

Marilu, você não concentra seus neurônios, você concentra sua mente, que não é física, e usa os neurônios para ter consciência do que pensa e sente. No pensar a liberdade não é relativa: você não  pode saltar 4 m de altura, mas pode pensar o que quiser. Na nossa morte não levaremos os registros do cérebro; o cérebro só funciona enquanto estamos vivos. Levamos nossa memória, que não é física. (Há muitos neurocientistas admitindo que a memória é ilimitada, portanto -- o que eles não dizem -- é que nesse caso ela não pode ser física.) 

Finalmente, Marilu, o que acrescentamos durante nossa vida, do ponto de vista espiritual, não é o conhecimento, é o desenvolvimento moral. Com conhecimento podem-se fazer bombas e matar gente, por exemplo.

aaaaaaaaaaa, VWS.

Meu censo critico só me permite questionamentos de temas essencialmente Acadêmicos quando contenham tópicos relacionados á principios ou á autonomia de consciência.

Eu vejo como objetivo  essencial da existência a Evolução Espiritual, tendo tudo o mais como consequência, inclusive Liberdade e Amor.

A Liberdade não é um valor homogêneo, ela tem suas vertentes, mas o amor não pode ser classificado á partir de conveniências, o Amor representa a sublimação do ser em todos os aspectos e sua irradiação não implica em fragmentação.

A negação do Livre Arbitrio pelo materialista é uma opção, mas o mesmo não está ligado á principios, é um atributo da Consciência e todos o possuem, a grande discussão se dá pela diversidade de interpretações. 

O Livre Arbitrio não significa carta branca ou elemento deterministico, significa apenas Autonomia de Consciência, condicionado ao nivel evolutivo do ser...

RSS

© 2019   Criado por Henrique.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Política de privacidade  |  Termos de serviço

Free counters!